🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


segunda-feira, 3 de março de 2014

FÚRIA DE CORPOS ENTRELAÇADOS




Nosso encontro é um abismo de desejo,
Onde o corpo fala com voz rouca e urgente,
Sem amarras, sem pudores, só fogo e sede,
Na entrega visceral, somos um só, indomáveis.

domingo, 2 de março de 2014

A FERA QUE TE COME EM SILÊNCIO




Chupo-te a língua com fome de mel,
mas não é doce o que procuro –
é o sal que escorre da tua nuca,
é o suor que te pinga do peito,

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

POR DEBAIXO DA PELE




Teu nome me atravessa como febre,
e tudo em mim desperta sem defesa.
Há uma fome viva na tua presença,
uma tensão doce queimando a pele.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O CALOR ABAFADO DO QUARTO




Estava de quatro sobre o colchão, os joelhos afundados no lençol encharcado de suor, a testa pressionada contra a nuca exposta dele. O calor abafado do quarto colava-lhe a pele às costas largas à sua frente, cada respiração dos dois sincronizada no mesmo ritmo pesado. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

DEBAIXO DA SAIA BRANCA




Eu olho teus olhos e já sei
— debaixo da saia branca não há nada
a não ser o fogo que sobe pelas tuas coxas
e eu quero descer com a boca

sábado, 22 de fevereiro de 2014

FERA DOMADA (SÓ PRA TI)




Tu disseste que gostas de ver 
— então vou deixar a luz acesa

Vou te olhar nos olhos enquanto entro em ti
sem desviar, sem piscar, sem piedade

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SEIS MESES




Ela tentou virar-se de costas, o corpo a pedir tréguas, mas as mãos dele fecharam-se-lhe nos ombros e impediram o movimento. Os dedos calejados cravaram-se na pele macia, mantendo-a de bruços contra o colchão. Ele inclinou-se, o hálito quente a roçar-lhe a nuca, a barba por fazer a arranhar-lhe a orelha.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O CHEIRO DO SABONETE




O azulejo frio queima tuas costas
e eu te pressiono contra o box molhado
O vapor sobe como véu — mas não esconde nada
Teu corpo escorre e eu deslizo contra ti.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

TRAGO NO PEITO UMA SEDE




Viro-me ao desejo como quem se entrega,  
sem disfarce, sem temor, sem contenção;  
há uma chama em mim que nunca nega  
o ímpeto vivo dessa combustão.  

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O GOZO MANSO




No lençol revolto em que me moro,
Te chamo - vício meu, chama acesa,
Te quero todo, sem pudor, sem demora,
Boca na boca, a pele indefesa.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A PROMESSA DO TEU CORPO




Os dedos dele entrelaçam-se nos dela e cravam os pulsos contra o colchão encharcado. O suor escorre entre as palmas, os polegares marcam a pele fina dos pulsos dela, e ele não desvia o olhar. O peito sobe e desce contra o dela, o peso do corpo a prendê-la inteira.