terça-feira, 1 de abril de 2025
segunda-feira, 31 de março de 2025
DESEJO VERTENTE
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domingo, 30 de março de 2025
sábado, 29 de março de 2025
sexta-feira, 28 de março de 2025
quinta-feira, 27 de março de 2025
quarta-feira, 26 de março de 2025
GRITOS E GEMIDOS
Perder-me em tua libido
Pulsão animal destemido
Quero gritos e gemidos
Até o orgasmo alcançar
Num voluptuoso cavalgar.
A pele em brasa, rendida
Entrega plena, tão ardida
Na dança louca e atrevida
Corpos que vão se encontrar
Fogo que insiste em queimar.
O desejo, chama acesa
Explode em rima e surpresa
Na volúpia, a natureza
Do amor a se completar
Até no êxtase transbordar.
O Experimental Almognose é uma criação
da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA
da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA
terça-feira, 25 de março de 2025
OSCILAÇÕES DO AMOR
Mergulhei na paixão, o rio no seu leito
Oscilações do amor me envolvem forte
A chama ardente, ondeando em meu peito
É a luz que guia a minha nau, meu norte.
Nas águas doces desse curso ardente
Perco-me, sem temor de naufragar
Pois o desejo é o vento, a corrente
Que me leva aos segredos do teu olhar.
Em teus braços, encontro o meu abrigo
No calor do teu beijo, o meu alento
Tua paixão, fogo que ressalva o perigo.
Nesse mergulho fundo, intenso, lento
Descubro o viridário, o jardim antigo
Onde os sentimentos adejam ao vento.
segunda-feira, 24 de março de 2025
NADA ACONTECE POR ACASO Pt.3
O Infinito
O tempo passou, mas a chama nunca se apagou. O amor deles não era feito de rotina, mas de surpresas cotidianas, de olhares que ainda tremiam, de beijos que ainda prometiam mais. Cada dia, uma nova descoberta; cada momento, um eco do primeiro suspiro, do primeiro toque, do primeiro olhar que selou tudo.
Sob o céu estrelado de uma praia deserta, ele a segurou pela cintura e, em um sussurro rouco, perguntou:
— Para sempre?
Ela sorriu, os olhos brilhando como constelações, e respondeu:
— Para sempre. E um pouco mais.
O vento soprou suave, como se os próprios deuses abençoassem aquela jura. E ali, entre as ondas e o céu, selaram um amor que desafiava o tempo, queimava como o sol e brilhava como a eternidade. A lua, testemunha silenciosa de promessas antigas e novas, refletia em seu rosto, e naquele instante, tudo parecia possível. O infinito não era uma promessa distante, mas uma realidade viva que pulsava no coração de ambos.
Os anos passaram, e a paixão continuava tão viva quanto no primeiro toque. Eles se amavam na luz do dia e na sombra da noite, reinventando-se, descobrindo-se sempre, sem jamais perder o encanto um pelo outro. Cada cicatriz, cada ruga que o tempo desenhava, era um testemunho de tudo que haviam vivido lado a lado. A dor que surgiu em alguns momentos tornou-se parte do amor, pois nada é mais forte do que o que é vivido e superado em conjunto.
O amor deles era um rio que fluía sem fim, com águas calmas e furiosas, mas sempre movendo-se em direção a algo maior. Quando as dificuldades surgiam, eles se abraçavam mais forte, encontravam no outro a coragem de seguir em frente. E quando a vida sorria, a risada deles era como música, ecoando em cada canto do universo.
E assim seguiram, dois corações entrelaçados, desafiando o mundo, provando que o verdadeiro amor não se mede pelo tempo, mas pela intensidade com que faz a alma dançar. Era uma dança sem fim, onde, em cada passo, eles se encontravam e se perdendo novamente, sem medo, sem limites.
O amor não envelhecia; ao contrário, ele florescia, crescendo em todas as direções, sempre renovado, como as estrelas que, embora milênios distantes, ainda iluminavam seus olhos com a mesma intensidade de um primeiro olhar.
E ali, sob a mesma lua que os uniu, eles entenderam: o amor não tem começo nem fim, apenas a eternidade do agora, onde cada segundo se torna infinito, onde cada toque é uma promessa eterna.
domingo, 23 de março de 2025
NADA ACONTECE POR ACASO Pt.2
Os dias seguintes foram um desfile de sensações. Ele a esperava na porta do trabalho, trazendo uma flor que roubava do jardim da cidade, como se cada pétala fosse um símbolo de seu afeto.
Ela, por sua vez, o surpreendia com cartas delicadas, sempre escondidas em seu bolso, com palavras que incendiavam mais que o próprio toque, que desnudavam seus sentimentos mais profundos. Cada palavra, uma promessa; cada frase, uma chama que se acendia em seu peito.
Quando, finalmente, seus corpos se encontraram, foi como se o mundo ao redor parasse de girar. O tempo perdeu a razão, e tudo o que restava era o pulsar de dois corações em sintonia, a dança silenciosa dos corpos em busca de um ao outro. Na penumbra do quarto, os lençóis se tornaram testemunhas de confissões sussurradas entre beijos urgentes e carícias que desenhavam territórios nunca antes explorados.
Cada toque era uma poesia, um verso declamado pelo desejo que transcende qualquer lógica. Seus corpos eram versos vivos, e cada movimento se tornava uma estrofe de um poema sem fim.
Ele percorreu sua pele com os lábios, como um viajante que desbrava uma terra sagrada, tocando-a com reverência, com uma adoração quase divina. Seus dedos, ágeis e exploradores, desenhavam arrepios pelo seu corpo, como se quisessem mapear cada curva, cada linha que formava sua essência.
A respiração quente dele se misturava ao ar, carregado de promessas e de algo mais profundo, algo que só os amantes sabem reconhecer. Ela respondia em suspiros, em gemidos suaves que vinham do fundo de sua alma, em entregas intensas e suaves ao mesmo tempo, como se seu próprio ser se fundisse com o dele.
O que aconteceu ali foi mais que um simples encontro de corpos; foi uma união de almas, uma entrega que não exigia explicações. Quando o cansaço os alcançou, como se tivessem vivido uma eternidade em poucas horas, permaneceram ali, em silêncio, mas com a sensação de que tudo o que precisavam já estava dado.
Ele traçou um círculo imaginário em seu ombro nu, como se quisesse marcar o território de seu amor, e ela, num gesto doce e irresistível, beijou-lhe a testa, como se fosse a promessa de um recomeço. Nenhuma outra jura era necessária, pois naquele momento eles já estavam marcados um pelo outro. O mundo lá fora parecia distante, irrelevante. Nada mais importava além daquele instante, único, perfeito, eterno.
(Continua...)
sábado, 22 de março de 2025
NADA ACONTECE POR ACASO Pt.1
O Encontro
A cidade parecia um universo de possibilidades naquela noite. As luzes douradas refletiam no chão molhado pela chuva recente, e os aromas do café e do jasmim pairavam no ar. Foi ali, em meio ao burburinho suave das ruas, que seus olhares se encontraram.
Ela, vestida de vermelho, com um sorriso que carregava promessas. Ele, de olhar intenso, como quem já reconhecia sua alma antes mesmo de ouvi-la falar. O tempo desacelerou quando trocaram a primeira palavra, e a noite se abriu como um livro ainda por escrever.
Entre goles de vinho e risadas sussurradas, descobriram-se pedaço a pedaço. A vida deles, tão diferente e tão igual, entrelaçava-se a cada frase dita. Era como se, naquele instante, tudo fizesse sentido. As mãos se tocaram por descuido e, naquele instante, ambos souberam: algo novo e irremediável havia nascido ali.
A conversa fluía como um rio manso, mas carregado de correntezas profundas. Falaram de sonhos, de medos, de segredos que nunca tinham sido ditos a ninguém. O mundo ao redor desaparecia, reduzido a aquele instante mágico. Quando a noite se despediu e o primeiro raio de sol iluminou o horizonte, eles ainda estavam ali, como se a aurora fosse um testemunho silencioso do começo de algo grandioso.
O vento suave acariciava suas faces enquanto o silêncio tomava conta do momento. Eles não precisavam de palavras para entender que, de alguma forma, o universo os havia juntado ali, naquela esquina onde os destinos se cruzam e a vida toma novos rumos.
O brilho dos olhos dela refletia a tranquilidade de quem já havia encontrado algo raro, algo que nem os anos ou o tempo poderiam apagar. O sorriso dele, sereno, era um convite para um futuro compartilhado, sem pressa, sem exigências.
E assim, entre risos e suspiros, entre os ecos da cidade e o calor das mãos entrelaçadas, o sol despontou no horizonte como um novo começo. Eles, agora, não eram mais estranhos, mas dois seres que, por um milagre do acaso, haviam se reconhecido. Eles estavam prontos para escrever juntos a história que apenas começava a ser desenhada.
(Continua...)
sexta-feira, 21 de março de 2025
quinta-feira, 20 de março de 2025
NO AUGE DO PRAZER E DA LUXÚRIA
Seu corpo é uma fonte de prazer
De curvas sedutoras e formas suaves
Que acendem em mim um louco querer
Sonho com suas carícias conchaves.
Seus lábios vermelhos são minha ruína
E seus olhos chamas de fogo e tentação
Levam-me a um mundo que tanto fascina
Onde me perco e perco totalmente a razão.
Em seus braços sinto a carícia do vento
Que me afaga com suavidade e paixão
E me leva a um abismo de sentimentos.
Ali, no auge do prazer e da luxúria
Eu encontro seus beijos e fomentos
E me rendo à paixão e toda sua fúria.
quarta-feira, 19 de março de 2025
EM TEU CORPO ARDENTE
Paixão, a tua pele é um doce afago
Que embriaga os sentidos e seduz
Em teu corpo ardente, sou naufrago
Em meio às ondas de prazer, sou luz.
Teus olhos de fogo são brasas ardentes
Que iluminam meu caminho sem fim
Teu sorriso tão doce, tão envolvente
Me lembra que não vivo só pra mim.
Teu cheiro me inebria, me faz delirar
És a paixão que me consome, a flanar
És o fogo que incendeia, a me queimar.
Em teus braços, sou feliz, sou amante
És o sonho que não quero despertar
Paixão, meu amor, és meu diletante.
terça-feira, 18 de março de 2025
segunda-feira, 17 de março de 2025
O ENCONTRO INESPERADO - Pt.3
O Amor Eterno
Os meses se passaram, e o amor entre Clara e Lucas só cresceu. Eles se tornaram um refúgio um para o outro, compartilhando sonhos, medos e segredos. Clara finalmente terminou sua sinfonia, inspirada pelo amor que sentia por ele. E Lucas, por sua vez, projetou um edifício que ganhou prêmios internacionais, dedicando-o a ela.
Mas, como em toda grande história de amor, houve desafios. Lucas recebeu uma proposta de trabalho em Nova York, e Clara foi convidada para uma turnê mundial como pianista. Pela primeira vez, eles tiveram que enfrentar a possibilidade de serem separados.
— Eu não quero te perder — Clara disse, com lágrimas nos olhos.
— Você nunca vai me perder — ele respondeu, segurando suas mãos. — Onde quer que estejamos, estaremos juntos. Você é minha casa, Clara.
E assim, eles encontraram uma maneira de fazer funcionar. Mesmo à distância, seu amor permaneceu forte. Eles se escreviam cartas, se falavam todas as noites e se visitavam sempre que podiam. Cada reencontro era como uma explosão de paixão e ternura, como se o tempo parasse só para eles.
Anos depois, em uma noite de verão, Lucas levou Clara de volta ao mirante onde haviam se beijado pela primeira vez. Lá, sob o céu estrelado, ele se ajoelhou e pediu que ela se casasse com ele.
— Você é a melodia da minha vida, Clara. Quero passar cada dia ao seu lado, para sempre.
Ela disse sim, entre lágrimas de felicidade. E, naquele momento, souberam que seu amor era eterno, tão imenso e infinito quanto o céu que os envolvia.
E assim, Clara e Lucas provaram que o verdadeiro amor pode superar qualquer obstáculo, unindo duas almas em uma só, para sempre. ❤️
domingo, 16 de março de 2025
O ENCONTRO INESPERADO - Pt.2
A Paixão que Ardía
Os dias seguintes foram um turbilhão de emoções. Clara e Lucas passaram a se encontrar todos os dias, explorando a cidade juntos. Ele a levou a lugares secretos que só os locais conheciam: um pequeno café escondido em uma ruela estreita, um jardim abandonado cheio de flores silvestres, um mirante de onde se podia ver toda a cidade iluminada à noite.
Cada toque, cada olhar, cada palavra trocada entre eles era carregada de uma tensão que só crescia. Clara nunca havia sentido algo assim antes. Era como se o mundo ao seu redor desaparecesse quando ele estava por perto. E Lucas, por sua vez, parecia igualmente fascinado por ela.
Uma noite, depois de um concerto de piano no qual Clara se apresentou, os dois voltaram para o apartamento dela. A lua cheia iluminava a sala, e o som de uma valsa distante ecoava pela janela aberta. Lucas a puxou para dançar, e eles se moveram juntos como se fossem uma só pessoa. Seus corpos se encaixavam perfeitamente, e Clara sentiu o calor dele envolvê-la.
— Eu nunca conheci ninguém como você — ele sussurrou, seus lábios quase tocando os dela.
— Eu também não — ela respondeu, perdendo-se em seus olhos.
E então, ele a beijou. Foi um beijo lento, profundo, cheio de promessas e desejos contidos. Clara sentiu o mundo girar ao seu redor, e soube que estava perdidamente apaixonada.
(Continua...)
sábado, 15 de março de 2025
O ENCONTRO INESPERADO - Pt.1
Conexão instantânea
Era uma manhã de outono em Paris, e as folhas douradas dançavam ao vento pelas ruas de paralelepípedos. Clara, uma jovem pianista brasileira, havia se mudado para a cidade há poucos meses, buscando inspiração para compor sua primeira sinfonia. Ela adorava caminhar pelas margens do rio Sena, observando os artistas de rua e os casais apaixonados que pareciam fazer parte de um filme.
Foi em uma dessas caminhadas que ela o viu pela primeira vez. Ele estava sentado em um banco, desenhando em um caderno de esboços. Seus cabelos castanhos caíam levemente sobre os olhos, e ele parecia completamente absorto em seu mundo. Clara não conseguia desviar o olhar. Havia algo naquela figura solitária que a atraía como um ímã.
Sem perceber, ela se aproximou. Ele levantou os olhos e, por um momento, o mundo parou. Seus olhos verdes eram como dois oceanos profundos, cheios de histórias que ela mal podia imaginar. Ele sorriu, e Clara sentiu um calor percorrer seu corpo.
— Posso te desenhar? — ele perguntou, com uma voz suave e envolvente.
Clara hesitou, mas acabou concordando. Enquanto ele desenhava, os dois começaram a conversar. Ele se chamava Lucas, era um arquiteto que havia deixado sua cidade natal, Lisboa, para buscar novos horizontes. Havia uma conexão instantânea entre eles, como se já se conhecessem há uma vida inteira.
Quando o desenho ficou pronto, Clara ficou impressionada. Ele havia capturado não apenas seus traços, mas também algo mais profundo, algo que ela nem sabia que carregava consigo.
— Você é incrível — ela disse, sem conseguir disfarçar a admiração.
— E você é a musa que eu não sabia que estava procurando — ele respondeu, com um olhar que fez seu coração acelerar.
Naquele momento, Clara soube que sua vida nunca mais seria a mesma.
(Continua...)
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