TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia






quinta-feira, 25 de junho de 2026

GEOMETRIA PERFEITA



Tento fazer poesia
para traduzir a beleza do teu corpo,
decifrar a geometria perfeita
das curvas que me desarmam.

Teu ventre misterioso
desperta em mim instintos intensos,
como um fogo indomável
ardendo sob a pele.

Teu corpo magnífico,
com a nudez suave dos pelos à mostra,
assemelha-se a uma flor aberta,
provocando em mim desejos febris,
incandescentes.
Jamais me cansei
de percorrer tua pele faminta,
de entregar-me inteira
ao sabor do teu prazer.

Tua maculinidade deliciosa e atrevida,
tantas vezes acolheu-me em chamas,
enquanto teus gemidos
faziam da noite um templo de delírio.
E eu, perdida em teus arrepios,
sentia-me dissolver
na intensidade do nosso desejo.

Tua boca, sedenta e ardente,
guardava o gosto do meu gozo,
transbordando paixão sem medida.
E eu me perguntava
como pode existir tamanha beleza,
tanta poesia viva
habitando um só corpo.

Procuro palavras
nas páginas da história que escrevemos juntas,
mas tropeço em sílabas insuficientes,
em frases pequenas demais
para conter a vastidão do que sentimos.
Talvez essa poesia
não devesse morar no papel,
mas na pele,
no suor,
nos beijos,
e no êxtase renovado
de cada encontro apaixonado.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 22 de junho de 2026

domingo, 21 de junho de 2026

terça-feira, 16 de junho de 2026

ÊXTASE DIVINO



Renascer em tua pele é arquiélago de prazer,
Uma jornada sensorial que me faz delirar.
Cada toque, cada arrepio, um êxtase a percorrer,
Nossos corpos entrelaçados, sem hesitar.

É um renascer ardente, em cada poro, em cada fibra,
Sinto-me viva, repleta de luxúria e emoção.
Em tua pele, sou o exploradora  que vibra,
Em cada carícia, uma explosão de tesão.

Caminho pelos teus vales, subo as montanhas suaves,
Deleito-me nos vales úmidos, nas curvas a me perder.
Renasço em cada suspiro, em cada arfar que te dá,
A tua pele é o caminho, a fonte do meu prazer.

E assim, renasço em ti, em um êxtase eterno,
Em teu corpo, encontro o paraíso, o meu destino.
És o renascer em chamas, o fogo que me governa,
Em tua pele, descubro o êxtase divino.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É no meu corpo
que você percorre paisagens de prazer,
você se deleita em cada toque
que alimenta minha paixão.
Seus beijos são o fogo
que incendeia tudo,
e sua boca o oceano
onde meu fluxo chega.


 GRATIDÃO 

Seu blog

quarta-feira, 10 de junho de 2026

VERTIGEM DO TEU CORPO


Te quero agora,
sem distância,
sem demora,
como a chuva quer a terra seca
antes da tempestade cair.

Meu corpo te chama
num idioma antigo,
feito de arrepios,
respiração falha
e desejos que queimam por dentro.

Imagino tuas mãos
percorrendo minha pele
como quem conhece caminhos secretos,
e teus beijos — fundos, lentos —
desfazendo toda a pressa
enquanto me incendiamos juntos.

Tua voz rouca
atravessa a noite
e encontra em mim
um lugar onde o desejo floresce
sem medo,
sem medida.

Há um calor crescendo,
um mar inquieto sob a pele,
uma vontade que transborda
e já não cabe no silêncio.

Então vem.

Vem como vento forte,
como fogo em madrugada fria,
como quem sabe exatamente
onde tocar
para transformar saudade
em vertigem.

E me abraça inteira,
até que não exista mais
teu corpo e o meu —
apenas essa chama viva
nos consumindo devagar.





  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de junho de 2026

CHAMA NA PENUMBRA


Na penumbra do quarto a pele arde,
Teu corpo ao meu se entrega em ardor,
Cada toque desvenda, sem alarde,
Os segredos profundos do amor.

No compasso da noite, a dança cresce,
Beijos pairam suaves pelo vento,
Cada curva em poesia resplandece,
E o desejo governa o firmamento.

A lua espia à fresta da janela,
Silente guardiã da chama acesa,
Ouve gemidos doces na viela.

E ao final da paixão que nos consome,
Nossas almas repousam na beleza
Desse fogo sem fim que traz teu nome.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de junho de 2026

IDIOMA DA PELE


No encontro dos corpos
a noite aprende outro idioma.

Há fogo no toque,
há febre no silêncio entre um beijo e outro,
como se a pele escrevesse poemas
antes mesmo das palavras nascerem.

Teus lábios chegam famintos,
e eu me perco nesse instante
em que desejo e ternura
deixam de ser coisas separadas.

Nossos corpos dançam devagar,
às vezes urgentes,
às vezes suaves como maré noturna,
inventando uma música
feita de respiração, arrepio e entrega.

Tuas mãos percorrem caminhos secretos,
acendem constelações sob minha pele,
e cada suspiro parece abrir
mais espaço para o infinito.

Não há medo aqui.
Só dois corações incendiados
atravessando a madrugada
como quem descobre o amor
pela primeira vez —
intenso, ousado, inteiro.

E entre gemidos baixos
e versos sem medida,
nos amamos assim:
livres,
ardentes,
profundamente vivos.





  Cléia Fialho