como uma brisa que envolve o silêncio da noite.
Flor que se desvela,
orvalho que se derrama e dissolve,
suavemente,
num toque perdido no tempo.
um fio de arrepio que se enrosca no breu,
tão profundo, tão silencioso,
que se perde no leito do sono.
sumo da fruta madura,
mordida em segredo,
no instante entre a vigília e o sonho.
uma nota que nunca se repete,
um suspiro que flui,
que deságua ao amanhecer,
levando consigo os ecos do desejo.
que o toque suave de um segredo
que se esvai com o primeiro raio de luz.
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