TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 9 de agosto de 2015

LINHAS QUENTES



Nos gestos suaves, a brisa se aninha,   
teus lábios sussurram promessas de vida,   
na sombra do amor, a luz se alinha,   
corações dançantes, a noite é querida.   

Olhos que falam, no toque se encontra,   
um mundo secreto onde a alma brinca,   
em versos perfumados, o desejo aponta,   
as mãos entrelaçadas, a paixão não finta.   

A pele é um poema que nunca se cansa,   
nas curvas do corpo, a rima se envolve,   
cada suspiro é canto, a música alcança,   
na dança do amor, a arte resolve.   

Os toques são sinfonia, o corpo é papel,   
onde escrevemos a essência do ser,   
cada instante é uma nota de mel,   
na partitura eterna, seguimos a viver.   

Assim entrelaçados, vivemos a história,   
com a luz de um amor que nunca se apaga,   
nas linhas quentes, encontramos a glória,   
e a poesia que em nós se propaga.




  Cléia Fialho

sábado, 8 de agosto de 2015

RENDIDA AO QUE ÉS



Teu nome acende a noite devagar,
como luz morna atravessando a janela.
Teu corpo chega perto sem pressa,
e o silêncio entre nós começa a falar.

Há um jeito teu de tornar tudo mais fundo,
como se o mundo inteiro coubesse no teu olhar.
Quando a tua mão toca a minha,
o tempo esquece de passar.

Eu me perco na delicadeza do teu abraço,
nesse lugar onde o desejo é carinho
e o carinho também é desejo.
Tua presença me invade com doçura,
como perfume de chuva e pele aquecida.

E então tudo em mim responde:
a respiração, a memória, a vontade.
Fico assim, rendida ao que és,
metade ternura, metade incêndio,
inteiro amor.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O LÍRICO E O ERÓTICO SÃO UM SÓ



O sol se deita sobre a pele nua  
sussurros dançam na brisa leve  
são amoras e rosas em flor,  
a leveza de um olhar promete.  

No espaço onde a noite se avizinha,  
corações se entrelaçam em segredo,  
murmúrios tornados palavras  
na língua da carícia e do desejo.  

E a poesia se compõe corpo,  
em cada toque um verso  
nascendo da urgência do querer,  
com suavidade entramos, juntos,  
no labirinto do sentir.  

O tempo se dissolve em rimas,  
cada suspiro é uma estrofe,  
a carne lê a alma,  
enquanto os dedos traçam histórias.  

Cada sussurro é uma sonata,  
a paixão rima com o instante,  
e no sutil deslizar dos corpos  
encontramos a essência do amor.  

Assim, em direções entrelaçadas,  
os poetas se tornam amantes,  
navegamos o abismo e o céu,  
onde o lírico e o erótico são um só.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O PERFUME DO DESEJO



Na luz do amor, onde os corpos dançam,  
as sombras sussurram segredos,  
e a luz da lua embriaga os sentidos.  

Teus lábios são a flor que desponta  
na manhã serena,  
cada toque uma promessa  
de primaveras ocultas.  

O perfume do desejo flutua,  
revelando verdades em murmúrios,  
palavras que se entrelaçam  
como dedos,  
tecendo uma tapeçaria de emoções.  

Olhares que se encontram,  
como ondas do mar  
que acariciam suavemente a areia,  
a sinfonia do próximo instante  
tão claro,  
tão próximo.  

No silêncio do crepúsculo,  
a paixão se revela,  
a música que embala o coração,  
a essência do ser na entrega.  

E assim, em cada verso que aflora,  
celebro o amor em sua inteireza,  
na beleza do instante,  
na alma do universo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 4 de agosto de 2015

ENTRE O CREPÚSCULO E O DESEJO



Nos braços do crepúsculo, um suspiro,
a pele entrelaçada em silêncios.
Teus olhos, labaredas em noite calma,
desenham promessas que o dia não viu.

Sussurros dançam como folhas ao vento,
num passo suave, entre sonhos e risos.
Tua boca, fruta doce, palavras,
encantos que flutuam, eternamente.

No compasso lento do desejo contido,
teu perfume veste o ar de primavera.
Cada gesto desperta um universo,
onde o tempo se rende à espera.

Entre o toque e a distância de um instante,
o coração aprende a respirar mais fundo.
E no abrigo morno do teu abraço,
descubro em ti o meu mais belo mundo.




  Cléia Fialho