TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 20 de julho de 2016

terça-feira, 19 de julho de 2016

O DESEJO PULSA



Na penumbra, teu toque queima a pele nua,
O desejo pulsa, um fogo que não finda,
E cada suspiro em silêncio perpetua.

Aproxima-se, e a chama logo se inflama,
Teu olhar desnuda, seduz sem compasso,
Teu beijo é doçura, teu corpo é trama,
Onde a paixão é labirinto e embaraço.

No arrebol do instante, o tempo se rende,
Somos verso e vertigem, pele em poesia,
A noite nos guarda, cúmplice, entende
Que amar é perder-se em doce ousadia.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de julho de 2016

ONDE O TEMPO SE RENDE AO AMOR



No encontro do olhar que acende a chama,
a paixão desperta sem pedir licença.
Suspiros se soltam no ar, cúmplices,
dançando no ritmo secreto da entrega.

Corações vibram em silêncio eloquente,
como cordas sensíveis ao menor toque.
É doce a emoção que se espalha,
feito mel escorrendo pela alma.

Nos braços que acolhem o instante,
o mundo suspende o fôlego.
O tempo, rendido, se aquieta,
brilhando eterno na pele do agora.

Palavras nascem em sussurros lentos,
ternos, quentes, envolventes,
e cada sílaba é carícia
que aprende o corpo do outro.

Então o amor floresce —
puro, intenso, constante —
não como promessa distante,
mas como presença viva,
que pulsa, que arde,
e permanece. 





  Cléia Fialho

sábado, 16 de julho de 2016

PELE MORENA



No balanço da rede,
o calor da tarde se derrete,
entre suspiros doces,
e o cheiro do jasmim.

Teu corpo é um rio,
que me leva devagar,
nas águas do desejo,
eu me perco a nadar.

A lua, cúmplice,
pinta a pele morena,
e o vento, malandro,
sussurra na arena.

Pele quente, suor salgado,
no ritmo lento do nosso fado,
o amor, quando é bem danado,
vira poesia e vira brado.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE


Entre suspiros doces,
você se derrete no fogo apaixonado
do seu corpo, entregue
aos aromas do desejo.
Entre sussurros doces
e sua pele quente e suada
ofegando enquanto eu a possuo.

 GRATIDÃO

sexta-feira, 15 de julho de 2016

EM MINHA ESSÊNCIA



Nos murmúrios que o vento traz,
Sobre o que penso e falo,
Declaro, sem mais, sem paz,
Que não sou de ferro, nem de estalo.

Livre como o céu que arde,
Flutuo com força e alento,
Sou ventania que invade,
E arranca o medo do pensamento.

Mas sou também, em minha essência,
Cristal que brilha, frágil e sereno,
Que ao toque, perde a coerência,
E ao mesmo tempo, sustenta o terreno.

Sou ar que dança e se desfaz,
Às vezes leve, outras, forte e audaz,
Com conta, peso, e medida,
Mas sempre, na essência, vida.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A VIDA DE UM GAÚCHO


No campo vasto, onde o vento é rei
O gaucho vive com coragem e lei
Com seu cavalo e chapéu na mão
Enfrenta a vida com firme coração.

No pampa, a rotina é sempre igual
Cavalga ao amanhecer, sob céu de cristal
O mate em mãos, o churrasco a assar
Entre risos e histórias, o dia a passar.

À noite, ao redor da fogueira acesa
A guitarra canta, a alma é acesa
Contam-se causos, se brindam os amigos
A vida de gaucho é repleta de abrigos.

Com coragem enfrenta a tempestade
Na lenda e na história, deixa sua verdade
No campo, o gaucho é um ser imortal
Com coração livre, no campo nacional.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de julho de 2016

SOU TEMPESTADE, VENTO E BRISA



No compasso dos teus lábios quentes,
sou tempestade a se derramar,
em cada curva, um sonho latente,
na voragem de te explorar.
Meu corpo busca o teu sem limites,
feito onda que não sabe parar.

Em tuas mãos, me faço caminho,
rio que corre sem hesitar.
Nos teus braços, o mundo é pequeno,
e o desejo é céu a nos guiar.
Entre suspiros, sou vento e brisa,
no arrepio de te saciar.



Cléia Fialho

domingo, 10 de julho de 2016

SOU MELODIA QUE PULSA



Na trama dos teus olhos, me enredo,
sou fio de luz a deslizar no mar da tua alma.
Te encontro onde a noite silencia,
sou o sussurro que em teu peito acalma.

Nos teus dedos, sou a melodia que pulsa,
o verso perdido que em tua boca se faz.
Como sombra que te segue, sou rastro,
teu reflexo, onde o suor se desfaz.

Quando o vento me chama, sou viagem,
sou céu que se estende, leve e sereno.
E ao cruzar o limiar da nossa saudade,
hei de ser teus braços, o abrigo, o ameno.

Assim, na dança de teus sonhos e passos,
serei sempre o alento que o tempo desfaz,
pois no eco do que somos, eternos abraços,
te amarei, onde quer que o amor se faz.




  Cléia Fialho