TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 1 de julho de 2018

TEUS MANJARES



Me farto em teus manjares
 Delicadeza porcelanata
 Servidos com frutos vicejantes
 Doce paixão prateada
 Aroma suave de jasmim
 Rosa bela escarlate
 Colectas do nosso jardim
 Magia igualada à quilate.

Teus lábios derramam
licores de encanto,
em taças de pele
e seda lunar,
e eu provo teus sonhos
num êxtase santo,
deixando minh’alma
em ti repousar.

Nos lençóis da noite
flutuam perfumes,
de frutas maduras
e raro esplendor,
enquanto o desejo
acende vagalumes
na doce colheita
do nosso amor.





  Cléia Fialho

sábado, 30 de junho de 2018

ENSINA-ME A VIVER



Com fleuma e mansuetude
com serenidade e doçura
você é o remédio, é a cura.
Para minha inquietude.

E a paz resplandece
em meus olhos dá para ver
Seu amor ensina-me viver
e a minh’alma aquece.

Teu carinho é brisa mansa
que perfuma o entardecer,
faz meu coração florescer
nos jardins da esperança.

Quando tua voz me alcança,
o mundo inteiro silencia;
e em doce melodia,
renasce em mim a confiança.

És abrigo e calmaria,
luz que vence a escuridão;
no compasso do teu coração
encontrei minha poesia.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 28 de junho de 2018

NÃO CESSA DE PULSAR



Vem que eu te quero todo pra mim
Como o oceano pelo abraço da praia anseia
Teus segredos, teus sorrisos, teu ser sem fim
Na dança das estrelas que a noite desenha.
 
Em teus olhos vejo um universo a se desdobrar
Cada centelha revela uma história a decifrar
Teu toque é como fogo que me faz incendiar
Nesse desejo intenso que não cessa de pulsar.
 
Corpos se entrelaçam, duas almas em fusão
Na sinfonia dos corações,é  ritmo e emoção
No silêncio da noite, até a paixão é a canção
Que ecoa n'alma, ressonante, terna vibração.
 
Vem, desvenda-te a mim, sem medo, sem véu
Nosso tempo é agora, este momento é o céu
Deixa-te levar pelo desejo que se faz querer
Juntos, queimemos esse fogo até amanhecer.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de junho de 2018

TESÃO ACRESCE




Lábios ardentes
Noite se aquece
Tesão acresce.

Corpos se buscam
No escuro se perdem
E o tempo esquece.

Sussurros leves
Na pele acesa
O sonho estremece.

Mãos deslizando
Em lenta promessa
Que a pele agradece.

Respira o desejo
No fio do instante
Que tudo enaltece.

Teu corpo me chama
Num gesto calado
Que tudo obedece.





  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de junho de 2018

DELEITOSOS SABORES



Os amores
Deleitosos sabores
Pele rubores.

Nos olhos, alvoradas,
Nas mãos entrelaçadas
Doces jornadas.

Teu riso em segredo,
Desfaz todo o medo
Com suave enredo.

E a noite tranquila,
Em silêncio desfila
Paixão que cintila.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de junho de 2018

SACIAR O SEU PRAZER



Seu safado desejo
descaradamente me chama
para cima da sua cama
Em um incontrolável sobejo
suas mãos a percorrer
desbravam minha intimidade
Com feroz implacabilidade
Para saciar o seu prazer.

E eu, febril, me entrego inteira,
chama viva a estremecer,
sou delírio, sou vertigem,
sou pecado a florescer.
Entre gemidos silentes e suspiros,
meu corpo aprende o seu nome,
e no abismo desse instante
é o desejo quem nos consome.

Seu satânico desejo
 descaradamente me chama
 para cima da sua cama
 Em um incontrolável sobejo
 suas mãos a percorrer
 desbravam minha intimidade
 Com feroz implacabilidade
 Para saciar o seu prazer.




  Cléia Fialho

domingo, 24 de junho de 2018

ENCONTROS FURTIVOS


Corpos ativos,
sim —
mas movidos pelo amor
que pulsa sob a pele
como estrela inquieta.

Desejos ao luar,
banhados pela prata da noite,
quando teus olhos encontram os meus
e o mundo se dissolve
na cumplicidade do silêncio.

Encontros furtivos,
não por medo,
mas pelo encanto do segredo
que só dois corações conhecem.

Somos chama que dança
sem se consumir,
somos toque que fala
sem precisar de voz.

E quando a lua nos envolve
em sua luz serena,
nossos corpos são versos,
nossos suspiros, rimas,
e o amor —
ah, o amor —
é o poema inteiro
escrito na ternura do abraço.




  Cléia Fialho

sábado, 23 de junho de 2018

POENTADO



Eu durmo cantando
Acordo sonhando
Após ode poetando.

Entre versos e brumas,
meu peito se acende,
a palavra me toma,
me embala, me entende.

Sou verso que nasce
no sopro do sentir,
sou alma que insiste
em amar, em florir.




  Cléia Fialho