TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 25 de outubro de 2018

QUE SEJA SUFICIENTE



Me beije até meus lábios
 ficarem dormentes
 de maneira que seja suficiente
 para meu corpo todo estremecer
 que o calor do meu ventre latejante
 derreta meus sulcos em sua língua...

Me beije até meus lábios
perderem a noção do tempo,
até o mundo ficar suspenso
no intervalo de um só encontro.

Que esse beijo seja inteiro,
lento, profundo, insistente,
a ponto de calar meus pensamentos
e acender o que em mim é mais urgente.

Que o calor que dele nasce
me percorra sem pressa, sem medida,
e faça do meu corpo um poema vivo
escrito na tua proximidade.

E quando enfim o silêncio vier,
que não seja fim, nem ausência…
mas apenas a pausa necessária
antes de mais uma entrega de presença.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

FRUTO ROSADO



Uma aventura ousada de amor
Há mágica sedenta em seu calor
Da qual eu não consigo me livrar
Eu nem desejo me desvincilhar...

Se enrosca... se fundi... se entrelaça
Quando me beija, me toca e me abraça
Em meu corpo de maneira fenomenal
Eu perco o senso do real!

Num atrito enlouquecido posso sentir
Prazer libidinoso, não dá para medir
Sua boca deliciando-se em minha fruta
Só gemidos e sussurros se escuta!

E no apogeu desta paixão que desnorteia
Acasalamento delicioso que se semeia
Consumidos somos pelo pecado
Para colher em meu fruto rosado!




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de outubro de 2018

MAR CALMO




Lua prateada brilha
Mar calmo murmura
Sonhos voam alto.

Meu corpo repousa na noite,
pele aquecida pelo luar,
meu desejo dança lento
no ritmo manso do mar.

Entre suspiros e sal na brisa,
te descubro sem pressa alguma,
sou onda que toca de leve,
és maré q
ue me inunda.

E nessa calma ardente e nua,
onde o tempo aprende a esperar,
o sonho se faz pele e fogo
no silêncio doce de amar. 





  Cléia Fialho

domingo, 21 de outubro de 2018

RENOVAÇÃO


Há em teus olhos
um amanhecer despido,
um convite morno
que roça minha pele
como vento antes da chuva.

Renovação é isso:
teu toque reaprendendo meu corpo,
minhas mãos descobrindo
que cada curva tua
é território fértil de desejo.

Desfaço-me em suspiros,
refaço-me em teus braços.
Somos incêndio que não consome,
mas transforma —
brasa que ilumina sem ferir.

Teu beijo é nascente,
escorre lento pela minha boca,
e em cada encontro
algo antigo em mim se desfaz
para que outro eu floresça.

Renovação
é deitar no teu peito
e sentir que o mundo começa ali,
úmido de promessas,
ardente de vida,
latejando em doce reinício.




  Cléia Fialho

sábado, 20 de outubro de 2018

ME CHAME E EU IREI...



Me chame e eu irei...
 para que acaricie o meu corpo
 toque íntimo em meu prazer
 sorva meus seios túmidos
 deguste o doce do meu paladar
 até imergir nas águas do meu ímpeto...

Te busco na noite
em febre serena
Vestida de lua
e cheiro de jasmim

Teus dedos percorrem
meu vale secreto
Desatando estrelas
sobre meu cetim

No ardor dos teus lábios
meu fôlego treme
E o desejo cresce
feito um sonho ruim

Tuas mãos desenham
caminhos na pele
Onde o fogo e a ternura
se encontram enfim

E entre gemidos
baixinho entregues
Meu corpo floresce
em delírio sem fim.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

SAL NA PELE




Na praia, o mar canta
O sol brilha no céu
No vento, a esperança.

Teu corpo desenha ondas no meu,
sal na pele, desejo lento,
meu olhar te percorre inteiro
no ritmo morno do tempo.

A areia guarda nossos passos,
o calor provoca arrepio,
entre brisas e respirações,
teu toque é maré, é desvio.

E nesse encontro de luz e água,
onde o dia aprende a seduzir,
somos promessa que se entrega
ao prazer de apenas sentir.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

CALMANTE PARA SUA FLAMA QUENTE



Calmante para sua flama quente  
os orvalhos do meu suor  
transido em seu corpo  
conduzindo-te à fonte do meu sulco  
para beberes em minha vertente.

Desce a língua lenta,  
lamba o suor que escorre  
entre os seios abertos,  
desça pela barriga quente  
até o mato molhado  
que já lateja te esperando.

Mergulha o rosto  
na fonte aberta do meu sulco.  
Bebe fundo.  
Saboreia o gosto ácido e doce  
que escorre quente  
pelos teus lábios famintos.

Enfia a língua mais fundo,  
chupa o clitóris inchado,  
morde de leve os lábios úmidos  
enquanto eu aperto tuas orelhas  
e empurro tua boca contra a carne  
que treme e se entrega.

Bebe até eu gozar na tua língua.  
Bebe até o meu corpo inteiro  
se contorcer e gritar  
o teu nome em êxtase.  
E quando eu escorrer  
pelo teu queixo,  
sobe e me beija  
para eu provar  
o meu próprio prazer  
na tua boca molhada.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

DIAS DE LUZ




Sol dourado brilha e aquece
Os dias de luz e paz.
A terra e o coração aquece.

Desliza lento sobre a pele,
desperta desejos mansos,
faz do corpo um campo aberto
onde o prazer brota em encanto.

É calor que insinua carícias,
que percorre sem pressa o sentir,
no toque morno da esperança
me ensina a querer e a florir.

Assim, entre luz e arrebol,
meu corpo aprende a esperar:
há um sol que nasce fora…
e outro que só tu sabes acender.





  Cléia Fialho