TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

GRITO COM FERVOR



Tal como flecha na mão do arqueiro
Tamanha valentia de um guerreiro

Assim sou eu esquadrinhando o amor
Também corro e grito com muito fervor.


Encargo um escopo secreto

Granjear amor, paixão e afeto

Transcorrer o mundo atrás de nós
Gozar do momento que estaremos a sós.


Quero um homem que esteja ao meu lado

Articule dizeres profanos de apaixonado

Assíduo em minha vida e em meu leito presente
Persuadido ao amor comigo somente.


Quero um homem, mas o quero por inteiro

Donairoso, amásio, mavioso e parceiro

Sem dubiedade e não se faça ausente
Essência intrínseca que o coração sente.


E não o quero para ficar na lembrança

Volúpia descomedir-se em abundância

Flama, labareda e paixão requerer
Enfim... fazer amor pelo prazer.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

POSSO TE SENTIR



Dia de chuva fina
 eu estou safada, muito cretina...
 querendo fazer coisinha..

 Afa! e a vontade é tanta
 que minha libido agiganta
 só em pensar em você...

 Recordo o gosto do seu caldo
 e o meu corpo em respaldo
 se ajeita na cadeira...

 Em posição a minha traseira
 eu empino e arrebito
 ao tocar-me me excito
 pronta para gozar...

 Mesmo sem você aqui
 posso fundo te sentir
 em minha vulva penetrar...




  Cléia Fialho

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

PELE



Teu toque
é promessa sussurrada,
linha invisível que me atravessa
antes mesmo de chegar.

No centro do peito,
o desejo acorda
— indomável,
como se soubesse teu nome
desde sempre.

Há um calor ardente
escorrendo na espera,
um tempo que se dobra
quando tua boca se aproxima.

O beijo não pede licença:
invade, marca, fica.
É língua de silêncio,
é vertigem consentida.

Minha pele aprende teu mapa,
decora caminhos,
treme na antecipação
do que ainda não foi dito.

E no mínimo gesto,
no quase nada,
nasce o arrepio —
esse grito mudo do corpo
quando a alma
se deixa tocar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 27 de novembro de 2018

EUFORIA




Amor brilha,
como estrela que nunca se apaga,
iluminando caminhos secretos
onde dois corações se encontram.

Aquece a pele,
aquece a alma,
faz do instante um eterno,
faz do toque um universo.

Luxúria suave,
não é apenas fogo,
é alquimia que desperta
o desejo escondido nas entrelinhas do olhar.

Desperta o corpo,
euforia em sonho,
e no silêncio da noite
o desejo se torna poesia,
se torna vida,
se torna nós.




  Cléia Fialho

domingo, 25 de novembro de 2018

UI... MEU...



Ui... meu cachorro!
 Beija meu pescocinho
 lambe o meu queixinho
 e deixa o meu corpo quente
 todo excitadinho!

 Ui...meu safado...
 Passa a língua nos meus seios
 puxe meus cabelos e arreios
 assim em teu colinho
 eu monto e galopeio!

 Ui.. meu cretino...
 toca a minha greta úmida
 que aflita e muito louca
 ao sentir você inteiro
 quer se acabar em sua boca!

 Ui... meu ordinário...
 ao prazer que eu recebi
 como agradecimento
 quero agora sentir
 o sabor do seu fermento!




  Cléia Fialho

sábado, 24 de novembro de 2018

SAUDADES VEM BANHANDO



Saudades vem banhando
Um sonho reminiscente
Com seu semblante risonho.

Na varanda da memória,
teu perfume ainda mora
entre tardes silenciosas
e canções da velha aurora.

Teu sorriso reaparece
feito lua sobre o rio,
aquecendo meus invernos,
afastando o peito frio.

E eu caminho entre lembranças,
tão suaves quanto o vento,
revivendo em cada verso
nosso amor em pensamento.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

ABRAÇOS




Abraços apertados
Laços se fortalecem
Amor que nos envolve.

No silêncio dos olhos
moram doces promessas,
feito brisa tranquila
desfazendo tristezas.

Teu carinho floresce
em meu peito cansado,
como luz de luar
num jardim encantado.

E entre risos serenos
e afagos sem fim,
vou guardando teu nome
como flor de jasmim
.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

SEGREDOS


Segredos sussurrados
sem serem soltos,

escorrem da boca ao ouvido
como vinho lento, denso, proibido.

São sementes semeadas
sem serem suplantadas,
afundam na carne do silêncio,
onde o desejo cria raízes
e aprende a esperar.

Sons silenciosos
sem serem sentidos,
vibram na pele em arrepio,
gemem nos intervalos do fôlego,
onde o corpo entende
o que a voz não ousa.

Sutilezas submersas
sem serem sabidas,
ondulam entre toques suspensos,
olhares demorados,
promessas que queimam
antes mesmo de nascer.

E assim, no escuro cúmplice,
o prazer cresce contido,
ardente, indomado,
feito segredo que não foge —
apenas pulsa.





  Cléia Fialho