e ao teu manjar me abandono sem medida.
E então compreendo, em doce maré,
que tu és a água que move o que eu sou —
até o que eu não sei que é.
como quem se dissolve em bruma amorosa.
Teu nome me corre por dentro, lento,
feito rio que não conhece o seu próprio leito.
sou cheia e vazia no mesmo momento.
Pois em ti me perco e me reencontro inteira,
maré que não sabe de outra fronteira.
sou o antes, o agora, e o que vem mais.
E nesse vai e vem do nosso sentir,
aprendo contigo o verbo de existir.
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