TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 31 de julho de 2021

PRAZER COMO VENDAVAL



Prazer como vendaval,
Que vem e logo se vai,
Sem aviso, sem sinal,
Sem tempo para ficar.
É intenso, é arrebatador,
É fogo que queima e consome,
É o coração acelerado,
É o corpo que treme e some.
 
Prazer como vendaval,
É um instante de loucura,
É a vida que se renova,
É a alma que se aventura.
É o sabor de um beijo ardente,
É o toque que enlouquece,
É o gemido mais quente,
É a paixão que nos aquece.
 
Prazer como vendaval,
É a sensação mais intensa,
É o momento que transcende,
É a felicidade imensa.
E mesmo que seja fugaz,
Que se vá e se arraste
O prazer como vendaval, sagaz
Jamais será um desastre.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de julho de 2021

BRASA SOBRE A PELE



Teu perfume ficou na noite
Como brasa sobre a pele,
Um toque lento, quase proibido,
Deslizando em mim sem pressa.

Teus olhos — tão intensos —
Despiam meus silêncios
Enquanto minhas mãos, trêmulas,
Descobriam caminhos no teu corpo.

Havia desejo em cada respiração,
Em cada pausa carregada de vontade,
Como se o mundo inteiro parasse
Só para ouvir nossos suspiros.

E quando tua boca encontrou a minha,
O tempo perdeu o rumo,
Restando apenas o calor,
A vertigem doce,
E essa febre apaixonada
Que transforma amor em incêndio.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 29 de julho de 2021

CADA CARÍCIA É UM VERSO IMERSO



Nas sombras do crepúsculo dourado
O vento sussurra segredos do passado
A lua, serena e plena no céu noturno.
 
Reflete mistérios que o coração adjura
A pele, como pétalas de rosa macia
Treme ao toque da brisa que arrepia.
 
Cada suspiro é um eco do universo
Cada carícia é um verso imerso
O corpo é templo, é selva, é mar
Sentidos dançam em sintonia singular.
 
Onde olhares profundos se entrelaçam
E almas se encontram e se abraçam
O amor é fogo que queima na noite
Uma chama que transcende o açoite.
 
Na fusão de pele e alma, somos um
Na ápice do êxtase, o tempo se consome
E assim, na busca do etéreo e terreno
Nos perdemos no labirinto do desejo ameno.
 
Somos mais do que corpos em união
Somos espíritos em busca da doce ascensão.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 28 de julho de 2021

PREDADORA



Volto para o teu raio de ação com os olhos fixos,
uma predadora que não aceita o fim do jogo.
Prendo o teu queixo com força, caço o teu ar,
prendo a tua respiração na minha como quem rouba a alma.

Deixo o peso do meu corpo ditar a regra desse colapso,
marcando a tua pele com a pressão exata dos meus dedos.
O silêncio do quarto é um vidro que a gente estraçalha.
Você me puxa pela cintura, um comando mudo, cego,
que me suspende acima da gravidade e do bom senso.

Não há espaço para hesitação quando 
os corpos se reconhecem como perigo.
Tudo é atrito, o suor que brilha na penumbra,
a batida violenta do teu coração batendo contra as minhas costelas.

Te sinto tremer sob o domínio desse magnetismo bruto.
Eu não tenho pressa, mas tenho uma urgência que rasga.
Cravei as unhas nos teus ombros, fincando a minha bandeira,
deixando o sinal claro de que você foi invadido por completo.
O ritmo é quebrado, o fôlego é curto, a entrega é total.

Bebo da tua vertigem até te ver perder o rumo.
Olho de cima, o cabelo caindo no teu rosto,
e abro aquele sorriso lento, pesado, perigoso.
Você é meu incêndio, e eu vim para queimar até o chão.




  Cléia Fialho

terça-feira, 27 de julho de 2021

SOU SUSPIROS




Sou suspiros e fervores
Envolta em meus amores
Doces, sedutores, primores.

Minha pele é mapa de toques
Ondas quentes, beijos que roçam
Corpos entrelaçados em chamas.

Teu olhar me desarma devagar
Dedos traçam curvas no ar
Noites de prazer sem fim, sem par.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 26 de julho de 2021

GEOGRAFIA DO DESEJO



No horizonte da pele,  
um planeta em erupção,  
onde o toque é a lava,  
e o arrepio, a sua paisagem.  

Sentir-se vivo é um pacto,  
um sussurro que atravessa  
as pontes do desejo.  

A pressão dos corpos,  
como ondas que se quebram  
na maré dos desejos guardados,  
um balé, um jogo,  
emaranhados de risos e gemidos,  
onde o tempo dobra e estica,  
se perde nos instantes.  

Braços que se entrelaçam,  
mãos que constroem sinfonias,  
enquanto os olhares  
cavam túneis profundos  
nas almas dos que se amam,  
a dança da atração,  
o clímax do encanto,  
o éxtase no silêncio.  

E quando a respiração se acelera,  
a pressão se torna um feitiço,  
um convite a se perder  
nos labirintos das sensações.  

A luz explode,  
todas as cores se agitam,  
em um transcendental gozo,  
um momento que não é,  
mas todos os momentos juntos.  

A descoberta na pele,  
cada toque um mapa,  
cada beijo uma declaração,  
na geografia do desejo,  
onde as almas se encontram  
em um magma de emoções,  
desnudando os segredos  
guardados sob véus de sonhos.  

E então, o clímax,  
o fogo, a liberdade,  
uma explosão de estrelas  
que ilumina o céu interno,  
e em um segundo tudo se dissolve,  
cada dor, cada dúvida,  
para que reste apenas  
a pura essência do estar.  

Um eco, uma reverberação,  
as ondas ainda dançam,  
enquanto os corpos se acomodam,  
um suspiro,  
e a calmaria sussurra,  
sobre a beleza da entrega,  
sobre o prazer da conexão,  
no universo que se forma,  
no espaço que é de dois.




  Cléia Fialho

domingo, 25 de julho de 2021

O PRAZER QUE ME ENLEIA



Que o prazer que me enleia seja intenso,
Que me faça perder a noção do tempo e espaço,
Que o prazer que me enleia seja completo,
Que me faça suspirar e gemer de emoção.

Que o prazer que me enleia seja suave,
Como uma brisa que acaricia o meu rosto,
Que a nossa intimidade seja a chave,
Que abre as portas desse paraíso proposto.

Que o prazer que me enleia seja eterno,
Que juntos possamos viver essa emoção,
Que o prazer que me enleia seja o nosso laço,
Que nos una numa só vontade de amar.

Que o prazer que me enleia seja imenso,
Que nos faça perder a noção da razão,
Que o prazer que me enleia seja contundente,
Que nos faça vibrar com cada toque e malícia.

Que o prazer que me enleia seja infinito,
Que podemos sentir a cada respirar,
Que o prazer que me enleia seja eterno,
Que jamais se desvaneça ou termine.

Que o prazer que me enleia seja o nosso laço,
Que nos faça delirar e em êxtase nos levar,
Que o prazer que me enleia seja completo,
Que nos faça suspirar e gemer de emoção.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de julho de 2021

EM TEU COLINHO



Abraço apertado e gostosinho,
hum… beijinhos molhadinhos,
aninhada em teu colinho.

Teu corpo junto ao meu
desperta fogo mansinho,
e o desejo vai crescendo
no calor do teu carinho.

Teus dedos passeiam lentos
pela curva do caminho,
arrancando dos meus lábios
suspiros baixinhos.

Teu beijo tem gosto intenso,
vinho doce, proibidinho,
e eu me entrego sem pressa
ao querer do teu jeitinho.

Entre carícias e silêncios,
pele quente, arrepio fininho,
me perco toda em teus braços…
e amanheço no teu ninho.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de julho de 2021

LAR DA MINH'ALMA



Em teus braços
Encontro o lar da minh'alma
Amor que transcende.

Teu toque desperta
Fogo lento na pele nua,
Ondas de desejo que se entrelaçam
Como rios quentes sob a lua.

Lábios famintos devoram o silêncio,
Corpos se fundem em êxtase eterno,
Suspiros ecoam no vazio sagrado,
Onde o prazer é hino, sem fim, sem inferno.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 21 de julho de 2021

SOMOS VERSOS E RÍTMOS



Na penumbra, nossos corpos se entrelaçam
Na dança do desejo, entregues à paixão
Cada toque é fogo, chama que nos abrasa.

Teus lábios nos meus, num beijo sem fim
Caminhando nas trilhas da luxúria
Somos versos e ritmos, enlaçados assim.

O tempo se dissolve no suor que arde,
e o silêncio vibra entre os dois corpos,
como se a noite em segredo guarde
segredos antigos de amores tão novos.

Teu olhar me puxa sem pedir licença,
e eu me perco inteiro nesse abismo aberto,
onde a pele pensa e a entrega pensa,
e o mundo lá fora já não tem mais centro.





  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de julho de 2021

A LUXÚRIA QUE FLUI



Uma ciranda de luxúria
Seduzindo corações em fúria
Onde desejos dançam à luz do luar
Na noite, o desejo ousa se revelar.
 
Cada passo é um convite à tentação
Numa dança que desperta a paixão
Olhares são fogo que arde sem fim
Luxúria se tece num ritmo sem fim.
 
Vestidos de seda e olhares ardentes
Segredos sussurrados eminentes
Nessa ciranda proibida de prazer
E a noite nos deixa enlouquecer.
 
Ciranda de luxúria um esplendor
Uma dança dos desejos sem temor
Os corações se entregam ao pecado
Os anseios mais profundos revelados.
 
A paixão, fogo que queima e consome
Conexão é onde resoa o nosso nome.




  Cléia Fialho

domingo, 18 de julho de 2021

POESIA MALUCA



Na praia do céu, um espelho se quebra
Peixes de palha flutuam no ar
A lua gargalha, de dentro da névoa
E o gato faz versos que o tempo vai tocar.

As nuvens são feitas de açúcar e limonada
Ventos sussurram segredos de conchas mágicas
As estrelas cantam canções de lã tricotada
Rios de fogo fluem como enigmás rimadas.

Os relógios derretem como gelo em um forno
O tempo dança um tango de cores incertas
Jardim dos espelhos, um unicórnio é suborno
A refletir sonhos e realidades desertas.

A cidade é um labirinto de sombras distorcidas
Onde portas levam a lugares inatingíveis
A mente flutua em águas nunca antes vistas
Enquanto o surrealismo tece sonhos incríveis.

Num mundo onde o absurdo e o lúdico se faz
A poesia maluca dança em sua própria canção
Um espelho quebrado, a realidade se desfaz
E na imaginação, encontramos a nossa visão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 16 de julho de 2021

MEU JEITO INERENTE



Lanço mão no papel
Tal como quadro e pincel
Minhas lascivas escritas
 Minh'alma inquieta levita.

Retrata translúcido viver
Reflete intenso prazer
A cada estrofe dos versos
 Viço explícito imerso

Um toque sutil delicado
Poemas uns tão ousados
Rimas deveras fogosas
 Trovas demais buliçosas.

Enfim, o que fica marcado
Como no corpo tatuado
É mesmo o meu jeito inerente
 A luxúria sempre imanente.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 15 de julho de 2021

NO ÁPICE DO DESEJO



Muito do que meu desejo quer
Está no brilho do seu olhar
Em cada trejeito qualquer 

É uma forma de me provocar
Seus lábios que pedem beijos
Sua pele macia que convida ao toque

São tentações indubitáveis de almejos
Tanto prazer, entorpeço, entrechoque
Seu corpo me chama, eu não nego

Que desperta em mim tanta paixão
E no ápice do desejo, eu me entrego
Sem pudor, vulgar, fugaz, sem restrição.
 
És a personificação do meu querer
Retino suado deleite do meu prazer
Teu cerne mais embriaguez vem trazer.




  Cléia Fialho

sábado, 10 de julho de 2021

VAI... VEM...



Vai... 
Me pega no teu colo
Me sinta tão leve e delicada
E me leva para o solo
Onde a paixão é a nossa morada.
 
Vem.... 
Me deita no chão
Explora cada centímetro do meu ser
Enquanto nos entregamos ao tesão
Deixamos a nossa libido florescer.
 
Vai... 
Me beija com volúpia e malícia
Sente o gosto do meu sabor
A nossa chama se intensifica
O nosso desejo revela o ardor.
 
Vem... 
Me abraça com força, enrosca
Me faz sentir o teu desejo
O nosso amor se desemboca
Nos leva a um mundo sem pejos.
 
Vai... 
Pois quando tu me decodifica
Traduz minha incógnita com euforia
A nossa loucura se desmistifica
E o amor se torna lírica poesia.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de julho de 2021

GOZOS SUCESSIVOS



Quando seus prazeres em mim vibram
 Os meus gozos tornam-se sucessivos
 Espasmos e orgasmos em mim gritam
 E o meu corpo ardente fica convulsivo.

 Nossas libidos latejantes se atritam
 Em luxúrias e devaneios tão lascivos

 Nesse coito nossos sexos se agitam
 E ao sentir-te muito voraz e intrusivo
Vou bebendo do seu gozo impulsivo
 Deleites e desejos em mim palpitam.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de julho de 2021

PAIXÃO VERBAL



Deixa a poesia repousar,
Que o corpo fale o dia todo,
Meu ventre aberto ao teu desejo,
Meus lábios molhados na dança da luxúria.

Levanta-te, empurra-me contra a parede,
Deita no sofá, abre-me as pernas,
Entra em mim fundo, no centro exato,
E a casa ecoa com teus gemidos.

Teu corpo é meu poema,
Cada toque um verso ardente,
Cada beijo, uma estrofe,
E eu me perco em ti.

Nossa união é um livro aberto,
Cada página uma descoberta,
Cada palavra, um prazer,
Nossa obra-prima da luxúria.




  Cléia Fialho