A Incandescência do Encontro
Nossos lábios finalmente se encontraram em um beijo que não tinha nada de calmo.
Foi uma colisão suave, mas faminta.
A língua dele buscou a minha com autoridade e ternura entrelaçadas, enquanto as mãos dele mapeavam cada centímetro das minhas costas, puxando-me contra ele até que não houvesse mais espaço para o ar entre nós.
A respiração tornou-se um concerto de sussurros e arfadas baixas.
Cada movimento sob os lençóis desordenados era pensado para prolongar o prazer, transformando a urgência do tesão numa sinfonia de sensações extremas.
O toque de suas mãos grossas contrasteava com a maciez da minha pele, e a cada investida sutil, o mundo lá fora se dissolvia ainda mais.
- Meu amor... - ele soprou contra a minha boca, as palavras quase se perdendo no ritmo acelerado das nossas respirações. -
Você é o meu único vício.
- E você é o meu... - respondi, envolvendo suas costas com minhas pernas, puxando-o para o ponto exato onde a eletricidade nos consumia por completo.
A barreira entre o controle e o abandono se rompeu.
O desejo, que antes era uma chama contida prestes a explodir, transformou-se em um fluxo contínuo de entrega.
A sensação de estar completamente preenchida por ele, de sentir cada espasmo de prazer refletido no corpo dele, levou-nos a um ápice onde o tempo simplesmente parou.
Continua...

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