a noite aprende outro idioma.
Há fogo no toque,
como se a pele escrevesse poemas
antes mesmo das palavras nascerem.
Teus lábios chegam famintos,
e eu me perco nesse instante
em que desejo e ternura
deixam de ser coisas separadas.
Nossos corpos dançam devagar,
às vezes urgentes,
às vezes suaves como maré noturna,
inventando uma música
feita de respiração, arrepio e entrega.
Tuas mãos percorrem caminhos secretos,
acendem constelações sob minha pele,
e cada suspiro parece abrir
mais espaço para o infinito.
Não há medo aqui.
Só dois corações incendiados
atravessando a madrugada
como quem descobre o amor
pela primeira vez —
intenso, ousado, inteiro.
E entre gemidos baixos
e versos sem medida,
nos amamos assim:
livres,
ardentes,
profundamente vivos.

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Una poesía cargada de sensualidad y belleza.
ResponderExcluirSaludos.