TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 6 de setembro de 2026

FÚRIA DE CORPO ÚMIDO



Ardente e molhada — não me entrego, 
explodo contra teu peito — rio sem dique, 
chama que não pede passagem, 
só invade e queima.

A dança é colisão de corpos,
quadril que estala, 
unha que rasga o dorso,
boca sugando o sal do meu pescoço.

A paixão não envolve 
— arranca — morde,
atira nas curvas do desejo como feras,
onde o profundo é abismo úmido , 
gruta que pulsa — aperta — chama e engole.

Teus dedos descem — traçam incêndios na espinha,
param no vale onde o suor acumula,
gemido vira rugido — ritmo ágil acelera.

Sou carne aberta — ventre que treme,
cavalgada no dorso do teu corpo,
hálito quente misturado ao cio.

Quadris se embalam como ondas de naufrágio,
prazer que não vem suave — golpes,
arrancos — espasmos que cegam.

Perco-me em ti — acho-me em ti,
dois animais molhados no centro do fogo.

Nada mais existe — só este instante selvagem,
a pele se funde — a alma lateja.




  Cléia Fialho

Nenhum comentário:

Postar um comentário

❦ OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
❦ É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI

❦ COMENTE! EU SUPER AMO!
❦ VOLTE SEMPRE!

AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
💋 DA 🐾