TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sexta-feira, 3 de julho de 2020

DOCE ENCANTAR



No sabor dos teus 
beijos voejando...
Desejos despertos
lascívia no ar
Volúpia, excitação
a se instalando
Obsessão, paixão
um doce encantar.

Na chama do toque
delírio a crescer
Teu corpo em meu corpo
faz meu mundo arder
Suspiros dançando
na luz do luar
Em braços rendidos
me deixo ficar.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 2 de julho de 2020

TEU GEMIDO ROUCO


Arranco-te a camisa, botão a botão, com vagar,
desço a minha boca faminta pelo teu pescoço em brasa,
sinto o teu ventre firme sob a mão a inquietar,
e a minha saia sobe, molhada, como quem se abrasa.

Ajoelho-me a teus pés no corredor sombrio,
provo a saudade guardada em teu pulsar de fogo,
colho teu gemido rouco, teu tremor teu vazio,
enquanto a tua coxa arde e nós dois entramos no jogo.

Não te deixo descansar 
— nem hoje, nem já, nem depois —
tenho sede represada de dias, semanas, meses,
viro-me de bruços, ofereço-te o que amanhece em nós.

Ergo as ancas, entrego-me à tua fome que se acede,
empurras, mordes, marcas, derramas-te em mim veloz,
e o teu gozo por dentro é o selo com que a noite se despede.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de julho de 2020

SOU A SOBREMESA



Sua respiração em meu pescoço
 os seus lábios em meus pomos
 sou a sobremesa depois do almoço

 És o fruto que eu como
 seus dedos em minha fresta
 seu falo dentro de mim

 Perco-me em sua floresta

 Encontro-te em meu jardim.




  Cléia Fialho

terça-feira, 30 de junho de 2020

DA CABEÇA AOS PÉS



Me vira pelo revés
Sou sua da cabeça aos pés
Me vira ao contrário
Meu corpo é seu santuário

Me faça o que quiser
Sou sua fêmea mulher...

No silêncio desse instante
sou chama em brasa errante
teu toque é lei, é direção
me prende inteira na tua mão

Desfaço-me em teu compasso
perco o juízo, ganho o laço
desse querer sem explicação
que arde lento na emoção

E quando o mundo não nos vê
sou só teu verbo, teu porquê
teu abrigo, tua invenção
teu delírio em pulsação





  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta MJ

 Nesse ambiente tão santo
 eu te quero assim profana
 vou tirar tua calcinha
 pra beber na tua xana
 apertada e peladinha 
 da gretinha tão melada 

 tiro no dente a calcinha
 só para te ver pelada
 não adianta se esquivar 
 depois que peguei não sai
 vai ser tanta fodeção
 que vai pedir pra parar 

 eu atendo o teu pedido,
 por meia hora descansa
 depois começo de novo
 e tu fica uma criança
 o que eu mando tu não negas,
 essa é a tua dança

 em cima do meu cacete,
 sua buceta balança
 faz beicinho e aperta e solta,
 tu gemes como ninguém 
 nesse ato quase santo
 só falta dizer amém!

segunda-feira, 29 de junho de 2020

domingo, 28 de junho de 2020

GEMIDOS ECOAM



Em uma peleja sensual e ardente
Corpos se enfrentam em frenética dança
Desejo em chamas, paixão incandescente
Num duelo de prazer, que o amor alcança.
 
A pele treme, em toques tão insanos
Gemidos ecoam, melodias pecaminosas
Na cama, campo de jogos soberanos
Onde a luxúria se rende tão gostosa.
 
Corpos entrelaçados, num embate forte
Carícias que incitam, n'alma uma guerra
E o coração se rende, sem sul ou norte.
 
À explosão de sensações que se aferra
E assim, na luta voraz da atração
Dois amantes se entregam à perdição.




  Cléia Fialho

sábado, 27 de junho de 2020

TONS DE PELE



Tons da tua pele
Sombras, contornos e luz
Paixão vem e se revele.

Que o silêncio da noite
desate os nós da distância,
e o desejo caminhe lento
pelos caminhos do toque.

Teu corpo acende estrelas
na penumbra do meu peito,
como se cada suspiro
fosse um incêndio secreto.

Há perfumes na tua dança,
há mares no teu olhar,
e um calor de tempestade
quando chegas devagar.

Tua pele guarda o ouro
das tardes depois da chuva,
e eu me perco nas curvas
que o sonho jamais esquece.

Então vem —
sem medo da entrega,
sem pressa do amanhecer —
que a paixão encontre abrigo
entre minhas mãos
e o brilho da tua luz.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 26 de junho de 2020

ANSEIOS PROFUNDOS



Anseios profundos...
Paixão a crescer no calor
Dos desejos, és meu alvorecer.

Teu nome floresce lento
Na quietude das madrugadas,
Como brisa morna
Deslizando pela pele da alma.

Em teus olhos encontro
A chama que desperta
Meus silêncios mais secretos,
E no toque das palavras
Meu coração se rende.

Há um universo inteiro
Entre um suspiro e outro,
Onde o tempo se dissolve
E apenas o sentir permanece.

Tu és aurora acesa
Depois das noites vazias,
O verso vivo que dança
No íntimo dos meus sonhos.

E quando teu carinho me alcança,
Tudo em mim floresce,
Como campo dourado ao vento
Sob o céu infinito do amor.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 25 de junho de 2020

E O ORGASMO



Tenho o desejo 
como oração
 E o prazer 
como uma reza

 O deleite é 
prece de oblação
 E orgasmo a súplica 
que se preza.

E no altar onde o corpo se faz templo aberto,
cada silêncio é toque, cada toque é verso,
e a carne aprende apelar sem palavras.

Há um incenso invisível no ar da vontade,
subindo lento entre sombras e luz,
como se o próprio tempo ajoelhasse
diante do que pulsa sem freio.

E eu me perco nesse rito sem dogma,
onde não há culpa nem espera,
apenas a entrega ardendo em presença,
 que não precisa de resposta.

E cada palavra que não digo se transforma em chama,
subindo lenta no altar da imaginação,
onde o sagrado e o desejo não se opõem,
apenas se reconhecem.

E ali permaneço — rendida ao invisível,
como quem encontra na entrega
a forma mais alta de sentido.

E o mundo se curva lento ao teu movimento,
como se o dia nascesse dentro do teu gesto,
e tudo ao redor perdesse o sentido comum.

Há um fogo sereno que guia meus passos,
um encanto que não pede explicação,
apenas me leva — inteira —
ao centro desse instante sem volta.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 24 de junho de 2020

AO RELENTO



A escol aparece
e a pétala floresce absorta
ao relento, estejas atento.

Há jardins que nascem do silêncio,
mesmo quando o inverno ameaça
com seus dedos frios.

Cada palavra semeada
carrega um perfume escondido,
um voo breve de borboleta
sobre os cadernos da infância.

E enquanto o vento atravessa
os corredores do tempo,
a vida aprende devagar
a desabrochar por dentro.

Que ninguém passe distraído
diante da beleza simples:
há universos inteiros
dormindo em pequenas sementes.





  Cléia Fialho