sexta-feira, 3 de julho de 2020
quinta-feira, 2 de julho de 2020
TEU GEMIDO ROUCO
quarta-feira, 1 de julho de 2020
terça-feira, 30 de junho de 2020
DA CABEÇA AOS PÉS
Me vira pelo revés
Sou sua da cabeça aos pés
Me vira ao contrário
Meu corpo é seu santuário
Sou sua fêmea mulher...
No silêncio desse instante
sou chama em brasa errante
teu toque é lei, é direção
me prende inteira na tua mão
Desfaço-me em teu compasso
perco o juízo, ganho o laço
desse querer sem explicação
que arde lento na emoção
E quando o mundo não nos vê
sou só teu verbo, teu porquê
teu abrigo, tua invenção
teu delírio em pulsação
segunda-feira, 29 de junho de 2020
PELOS VALES DO PRAZER
domingo, 28 de junho de 2020
GEMIDOS ECOAM
sábado, 27 de junho de 2020
TONS DE PELE
Tons da tua pele
Sombras, contornos e luz
Paixão vem e se revele.
Que o silêncio da noite
desate os nós da distância,
e o desejo caminhe lento
pelos caminhos do toque.
Teu corpo acende estrelas
na penumbra do meu peito,
como se cada suspiro
fosse um incêndio secreto.
Há perfumes na tua dança,
há mares no teu olhar,
e um calor de tempestade
quando chegas devagar.
Tua pele guarda o ouro
das tardes depois da chuva,
e eu me perco nas curvas
que o sonho jamais esquece.
Então vem —
sem medo da entrega,
sem pressa do amanhecer —
que a paixão encontre abrigo
entre minhas mãos
e o brilho da tua luz.
sexta-feira, 26 de junho de 2020
ANSEIOS PROFUNDOS
Anseios profundos...
Paixão a crescer no calor
Dos desejos, és meu alvorecer.
Teu nome floresce lento
Na quietude das madrugadas,
Como brisa morna
Deslizando pela pele da alma.
Em teus olhos encontro
A chama que desperta
Meus silêncios mais secretos,
E no toque das palavras
Meu coração se rende.
Há um universo inteiro
Entre um suspiro e outro,
Onde o tempo se dissolve
E apenas o sentir permanece.
Tu és aurora acesa
Depois das noites vazias,
O verso vivo que dança
No íntimo dos meus sonhos.
E quando teu carinho me alcança,
Tudo em mim floresce,
Como campo dourado ao vento
Sob o céu infinito do amor.
quinta-feira, 25 de junho de 2020
E O ORGASMO
E no altar onde o corpo se faz templo aberto,
cada silêncio é toque, cada toque é verso,
e a carne aprende apelar sem palavras.
Há um incenso invisível no ar da vontade,
subindo lento entre sombras e luz,
como se o próprio tempo ajoelhasse
diante do que pulsa sem freio.
E eu me perco nesse rito sem dogma,
onde não há culpa nem espera,
apenas a entrega ardendo em presença,
que não precisa de resposta.
E cada palavra que não digo se transforma em chama,
subindo lenta no altar da imaginação,
onde o sagrado e o desejo não se opõem,
apenas se reconhecem.
E ali permaneço — rendida ao invisível,
como quem encontra na entrega
a forma mais alta de sentido.
E o mundo se curva lento ao teu movimento,
como se o dia nascesse dentro do teu gesto,
e tudo ao redor perdesse o sentido comum.
Há um fogo sereno que guia meus passos,
um encanto que não pede explicação,
apenas me leva — inteira —
ao centro desse instante sem volta.
quarta-feira, 24 de junho de 2020
AO RELENTO
Há jardins que nascem do silêncio,
mesmo quando o inverno ameaça
com seus dedos frios.
Cada palavra semeada
carrega um perfume escondido,
um voo breve de borboleta
sobre os cadernos da infância.
E enquanto o vento atravessa
os corredores do tempo,
a vida aprende devagar
a desabrochar por dentro.
Que ninguém passe distraído
diante da beleza simples:
há universos inteiros
dormindo em pequenas sementes.


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