TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 19 de agosto de 2020

LIBIDO ESCONDIDA



Uma sensualidade
 libertina e devassa ...
 Um encantador
 e obsceno erotismo ...

 Uma libidinosa
 e lascívia sedução ...
 Luxúria e volúpia
 à flor da pele ...

 Vertendo
 pelos poros árduos ...
 Invadindo
 e instigando o corpo ...
 Roubando
 e dominando os sentidos ...

 Provocando
 a sua libido escondida ...
 Sem medidas ...
 limites ...
 ou términos ...




  Cléia Fialho

terça-feira, 18 de agosto de 2020

RECOMEÇO



Eu me desmanchei em pedaços pequenos
pra aprender a me montar
de um jeito que coubesse em mim.

Joguei fora o que pesava,
guardei só o que fazia sentido.
E no silêncio aprendi
que cair também é direção.

Hoje eu planto devagar
no terreno que antes era pressa.
E rego com paciência
a pessoa que estou virando.

Não tenho mais pressa de chegar.
Tenho vontade de ficar.
Ficar comigo nas manhãs comuns,
nas tardes que não precisam de explicação.

Se o medo voltar, eu converso com ele.
Se a dúvida bater, eu abro a porta.
Porque agora eu sei:
recomeçar não é apagar.
É escolher de novo,
com as mãos mais leves
e o coração mais inteiro.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

APENAS O IMPULSO SOMBRIO



Minha boca te procura
como quem encontra o próprio vício,
saboreando cada segundo
com uma fome antiga e indomável.

Vou  lentamente
até o centro da tua chama,
onde o desejo se perde em eu corpo
e a razão abandona a pele.

Não conheço medida,
apenas o impulso febril
de provar o teu calor
até que o tempo se dissolva.

Sorvo tua essência
como quem bebe a noite inteira,
embriagada pelo gosto
que acende incêndios sob minha língua.

Cada instante me transforma,
cada suspiro rompe minhas defesas.
Entrego-me inteira, feroz,
voraz de ti,
enquanto o prazer nos devora
numa vertigem sem retorno.




  Cléia Fialho

domingo, 16 de agosto de 2020

E NA NOITE VADIA



E na noite vadia
Corpos se laçam em melodia
Explorando-se com ousadia.

E o tempo esquece o relógio e o nome,
enquanto a pele inventa o que não se consome,
numa chama que não pede pressa nem razão.

Há um silêncio que arde entre um toque e outro,
como se o mundo coubesse num único sopro,
e tudo fosse vertigem, entrega e sensação.

Lábios desenham caminhos sem mapa ou destino,
num jogo sereno, intenso e clandestino,
onde o desejo aprende a falar sem voz.

E a madrugada, cúmplice de tantos segredos,
vai recolhendo gemidos, arrepios e enredos,
enquanto dois corpos se inventam em nós.





  Cléia Fialho

sábado, 15 de agosto de 2020

MAGIA SEDUTORA




Como um nó feito em um laço
Prende-me nua em seus braços
Feitiço que não dá pra explicar
Magia tão sedutora de amar.

Como um nó que se desfaz
e ao mesmo tempo prende a gente,
teu abraço é paz e paz
num instante tão urgente.

É encanto que não se explica,
é mistério a me envolver,
uma força que me fica
sem vontade de esquecer.

E nesse laço tão profundo
onde o amor se faz raiz,
desaparece o resto do mundo
e só o coração diz.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

CORAÇÃO BRINCALHÃO



Homem com jeito de garoto, encantador
Su'alma livre e coração brincalhão
Um sorriso inocente, puro e são
Que desperta em mim intenso amor
Teu olhar despretensioso, sedutor.

Transborda leveza, sem nenhuma razão
Com tua doçura, és um conquistador
Desbravando o mundo com tua emoção
E mesmo crescendo, manténs a ilusão
De que a vida é um eterno primor.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose
é uma criação da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

O AMOR A DESPERTAR



No bosque encantado, a lua a brilhar
Versos noturnos, estrelas a declamar.
O silêncio revela o amor a despertar
Embalando sonhos, noite a acalentar.

Nas ondas do mar, segredos a murmurar
Areia dourada, memórias a se formar.
O sol beija o crepúsculo a se entregar
Cenário eterno, o amor a navegar.

Ao vento sussurro meu desejo
Em cada brisa, o amor se faz ensejo.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

SERENA MELODIA


Nas águas do rio
reflete a luz da lua,
espelho do silêncio.

Serena melodia
desliza na corrente mansa,
embalando promessas
que o coração sussurra
ao ritmo do amor.

Entre brilhos líquidos e sombras suaves,
o tempo desacelera,
e a noite aprende a amar
no compasso da tua presença.





  Cléia Fialho

terça-feira, 11 de agosto de 2020

SUSSURROS AO VENTO



Em noite escura, onde o desejo aflora,  
Não há descanso, nem um breve alívio,  
A chama arde, dentro de mim agora,  
E em meu peito reside o cativo.

Viro-me, busco o prazer que devora,  
Com a força que vem de um coração vivo,  
Ergo-me ao céu, onde o amor se demora,  
E na paixão encontro o lenitivo.

Sussurros ao vento, promessas de amor,  
Minha pele é a tela de um sonho ardente,  
És meu vício, meu desejo sem cor.

Na entrega, um gozo que a alma sente,  
Deixo marcas, um calor sem pudor,  
E neste ato, somos eternamente.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

TE SENTIR POR INTEIRO


Sob a luz da lua
Sou completamente tua
Despoja meu corpo 
com teu desejo
Te sentir por inteiro 
eu almejo.
Sob a luz da lua
Sou completamente tua
E o silêncio da noite se inclina devagar,
como se soubesse dos segredos que tecem o ar.
Despoja meu corpo
com teu desejo.

E faz do instante um território sem fronteiras,
onde a entrega não pede pressa,
só verdade.
Te sentir por inteiro
eu almejo
Como quem busca no infinito de um olhar
a morada mais funda da própria ausência,
e se encontra — enfim — em plenitude.




  Cléia Fialho