TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 10 de novembro de 2020

TREMORES DE TESÃO



Vou provocar-te arrepios pelo corpo
 atiçar sua curiosidade
 espreitar os seus medos
 causar-te calafrios
 tremores de tesão.

 Efervescer o sangue em sua veias
 e quando não mais aguentares
 de maneira tenebrosa
 vou gozar na sua boca.

 E somente depois de torturar-te muito
 vou soltar-te as algemas da cama
 e permitir que me devores!




  Cléia Fialho

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

SÓ DESEJOS


O meu corpo é só
Desejos querendo
Os seus beijos.

É noite que chama
Na pele inquieta,
um rio de febres
correndo em silêncio.

Teu nome repousa
na curva do vento,
e o meu pensamento
te veste de sonho.

Sou chama contida,
suspiro e espera,
um verso sem dono
pedindo teu toque.

E quando me olhas,
o mundo silencia,
como se o amor
soubesse o caminho.





  Cléia Fialho

domingo, 8 de novembro de 2020

DESVELOS NA PENUMBRA



Na penumbra do quarto, teu corpo se revela,
Curvas que o luar beija com luz de prata rara.
Minha boca desce lenta, onde a pele anela,
E em cada contorno novo, a razão se desbara.

Teus seios erguem firmes, convidando meus lábios,
Que sugaram os bicos em doce tortura.
A língua desliza em trilhos inacabáveis,
Desenhando caminhos de pura arquitetura.

Mãos que exploram fossos, vales e colinas,
Dedos que mergulham na umidade profunda.
O gemido escapa, das entranhas divinas,
Enquanto a cama balança ao ritmo que funda.

Tuas pernas se abrem em arco de rendição,
Convidando a boca a saborear o altar.
Lábios que se encontram em sacra comunhão,
Língua que provoca, faz, desfaz, faz voltar.

O sabor salgado da tua excitação,
Inebria meus sentidos em embriaguez total.
Provoco, sustento, nego, dou em profusão,
Até o teu corpo todo estremecer mal.

E quando subo, rígido, em tua direção,
Penetro o teu abismo em cadência lenta.
Os olhos se cruzam em mútua exploração,
Enquanto a carne úmida me recebe contenta.

Movimentos que oscilam entre o feroz e o terno,
Quadril que embala, que bate, que funde.
A transpiração escorre em rio moderno,
Unindo nossos corpos em transe que inunde.

O ritmo se acelera, as batidas se intensificam,
As unhas cravam costas, os dentes mordem o ar.
Até que o prazer bruto, em ondas, se multiplica,
E juntos encontramos o pico a explodir, a pairar.

No espasmo final, em convulsão mútua,
Entregamos essência, suor, alma, vigor.
Colapsamos unidos em doce quietude,
E no silêncio denso, dormita o amor.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de novembro de 2020

ALMAS ENTRE SÓIS



Na olência do luar, em seu abraço ardente
Penumbra dos desejos, os corpos compunham
Meus suspiros se rendem, paixão envolvente
Segredos profundos, estrelas testemunham.
 
Teu toque como fogo, incendeia a minha pele
Os lábios se buscam em beijos apaixonados
Na dança dos sentidos, nossa paixão expele
Noite inebriante entre maneios desejados.
 
Em sussurros e gemidos o amor se faz canção
Na revoada da lua somos um só ser abraçados
O perfume da paixão portentoso e encantado.
 
Sem delonga o prazer se transvaza do coração
Amantes destemidos na escureza e nos lençóis
Na alvorada unimos nossas almas entre sóis.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta Solano Brum

"AMANTES"
 
Move-se pés,
Corpo inteiro,
Sangram-se lábios,
Molham-se faces...
 
Corpos, Dedos, Lábios, faces,
Num gesto de loucura,
matando a negra amargura,
Na voragem de desejo.
 
Movem-se, céu, 
Lua, Quarto, 
Cama...
 
E num abandono de prazer,
Silenciam-se
Na imobilidade do cansaço.

 GRATIDÃO

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

PRONTOS PARA AMAR



Na pele o toque queima em sedução
Sussurros desenham desejos no ar
Em nós a chama cresce em tesão.

O beijo invade como doce luar
Vontades crescem sem pressa a pulsar
Corpos se rendem prontos para amar
No silêncio é só o prazer a falar.




  Cléia Fialho

O Experimental Pue Lux
é uma criação da Poetisa Marli Caldeira Melris

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

CORPOS FALAVAM A LÍNGUA DO DESEJO



Naquela noite de verão,o calor envolvia tudo ao nosso redor, como um abraço ardente da natureza.

As estrelas cintilavam no céu noturno, como diamantes incandescentes, testemunhas silenciosas do que estava prestes a acontecer.
Eu estava ali, perdida em teus olhos, onde a sensualidade encontrava sua morada.

Cada gesto nosso era uma dança, movimentos sutis que expressavam desejos profundos.
A brisa quente acariciava nossa pele, enquanto nossos lábios se aproximavam lentamente, como se cada centímetro de proximidade, fosse uma promessa de prazer.
A lua, cúmplice, derramava sua luz prateada sobre nós, criando sombras que dançavam em nosso corpo transpassado.

As palavras eram desnecessárias naquele momento, pois, nossos corpos falavam a língua do desejo.
Cada toque, cada suspiro, era uma expressão da paixão que queimava em de nós.
Os sentidos se fundiam, e eu podia sentir o aroma suave do teu perfume, o sabor da tua pele, a cadência do teu coração acelerando em sintonia com o meu.

No silêncio da noite, nossos gemidos se misturavam com o som das ondas quebrando na praia próxima.
Era uma sinfonia de prazer, uma celebração da sensualidade que nos consumia.
Cada momento era eterno,e naquele instante mágico, éramos um só,perdidos na dança apaixonada dos nossos corpos.

Assim, naquela prosa poética de sensualidade, escrevemos nosso capítulo de amor na página em branco da noite, entregando-nos ao calor ardente do desejo, onde as palavras eram desnecessárias, e apenas a linguagem dos sentidos falava mais alto.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

terça-feira, 3 de novembro de 2020

EM CADA CONTORNO




Na penumbra do quarto, teu corpo se revela,
Curvas que o luar beija com luz de prata rara.
Minha boca desce lenta, onde a pele anela,
E em cada contorno novo, a razão se desbara.

Teus seios erguem firmes, convidando meus lábios,
Que sugaram os bicos em doce tortura.
A língua desliza em trilhos inacabáveis,
Desenhando caminhos de pura arquitetura.

Mãos que exploram fossos, vales e colinas,
Dedos que mergulham na umidade profunda.
O gemido escapa, das entranhas divinas,
Enquanto a cama balança ao ritmo que funda.

Tuas pernas se abrem em arco de rendição,
Convidando a boca a saborear o altar.
Lábios que se encontram em sacra comunhão,
Língua que provoca, faz, desfaz, faz voltar.

O sabor salgado da tua excitação,
Inebria meus sentidos em embriaguez total.
Provoco, sustento, nego, dou em profusão,
Até o teu corpo todo estremecer mal.

E quando subo, rígido, em tua direção,
Penetro o teu abismo em cadência lenta.
Os olhos se cruzam em mútua exploração,
Enquanto a carne úmida me recebe contenta.

Movimentos que oscilam entre o feroz e o terno,
Quadril que embala, que bate, que funde.
A transpiração escorre em rio moderno,
Unindo nossos corpos em transe que inunde.

O ritmo se acelera, as batidas se intensificam,
As unhas cravam costas, os dentes mordem o ar.
Até que o prazer bruto, em ondas, se multiplica,
E juntos encontramos o pico a explodir, a pairar.

No espasmo final, em convulsão mútua,
Entregamos essência, suor, alma, vigor.
Colapsamos unidos em doce quietude,
E no silêncio denso, dormita o amor.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

QUERO-O



Quero-o e quero assim
inteiro e completo enfim
sempre todinho só pra mim.

No compasso desse amar,
feito sonho sem ter fim,
teu abraço é meu abrigo,
teu carinho, meu jardim.

Quando a noite nos envolve
em perfume de jasmim,
meu desejo se derrama
feito rio sem confim.

E entre risos e ternura,
num enlace doce e sem fim,
quero teus olhos nos meus
e teu coração junto a mim.





  Cléia Fialho

domingo, 1 de novembro de 2020