TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 30 de novembro de 2020

ENTRE TUDO VOCÊ



Entre o desejo e a perversidade
 entre o prazer e a dor
 entre os fetiches e a realidade
 entre a submissão e obediência
 entre a peleja e o poder
 entre a paixão e a dependência
 entre tudo encontro você...

entre o silêncio e a vertigem que me invade
há um fio tênue de lucidez que se desfaz
e no meio de toda essa intensidade
é teu reflexo que me refaz

entre o impulso e a calma que não sei conter
entre o abismo e a vontade de ficar
vou me perdendo só pra te reconhecer
naquilo que em mim insiste em te amar.





  Cléia Fialho

domingo, 29 de novembro de 2020

sábado, 28 de novembro de 2020

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

MONTES DE CURVAS



Segui o convite, sem hesitar,
À serra onde o corpo se faz mar.
Atravessando matas, beirando o abismo,
Onde o desejo se tece em ritmo.

Entre montes de curvas e delícias,
O corpo ardente, em suas malícias,
Encontrei os olhos, luzes de chama,
Incendiaram meu ser, alma que inflama.

Canais sussurrando segredos de seda,
E o ar quente que me incendeia a vida.
No poço de néctar, doce e enfeitiçado,
Beijei os segredos, encantado.

A ladeira molhada me levou ao vale,
Onde coxas e sonhos se tornam baile.
No umbigo, desci, tocando o ardor,
Perdi-me no caminho, sem temor.

Joelhos, planaltos de calma serena,
Pés, esculturas da carne amena.
Mas eis que a caverna, com vinho profundo,
Abriu seus braços, me guiando ao fundo.

Lambeu-me a fenda, o desejo voraz,
Um tremor que ecoou no compasso da paz:
"Entra..." A voz me levou ao éxtase,
Num rio de corpos, onde nada mais se faz.

A serra cantou, o êxtase gritou,
E, no céu, o paraíso ecoou.
Mas ao acordar, com o suspiro,
O sonho vivo me resta, inteiro.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

LUXÚRIA ACESA



Sobre nossa mesa
Lua por testemunha
Da nossa luxúria acesa.

E o silêncio se curva devagar,
como se o mundo lá fora
não tivesse mais permissão de entrar.

Teu olhar desliza em mim
feito chama que não pede licença,
e a noite aprende, em segredo,
o idioma da nossa presença.

Entre taças e sombras suaves,
o tempo esquece de passar,
e cada gesto teu me percorre
como se fosse possível recomeçar.

Não há pressa nem promessa,
só esse instante suspenso no ar,
onde até a própria lua
parece querer ficar e nos guardar.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

GOZO COM A SUA SELVAGERIA



Não é que eu seja uma mulher atoa
 A minha mente não é cheia de imundícies
 Até me considero uma fêmea "boa"
 O meu corpo é que gosta de sordícies

 E fazer o que se sou assim
 Gozo com a sua selvageria e doidice
 Aqui... bem dentro de mim...




  Cléia Fialho

terça-feira, 24 de novembro de 2020

LUXÚRIAS EXCESSIVAS



Meu desejo brotando
como botão de rosa se abrindo
se revelando e se expandindo.

Desejo ávido voraz de ter você
de sentir te consumindo...
te absorvendo.

Lentamente... freneticamente
abre um atalho em minhas veredas.

Siga minhas setas sugestivas
direitas... esquerdas
luxurias excessivas.

Que já estão queimando
ardendo e formando
em minha pele uma elevação.

De arrepios... de tesão
e o meu desejo brotando
sedento do teu corpo.

Em devaneio esperando
a flor do craveiro... meu cravo.

Que me possua por inteiro
escravo ou bravo
descolorindo minha rosa rubra!




  Cléia Fialho

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

DELICIOSA INTIMIDADE



Corpo a corpo
 deliciosa intimidade
 trajetória gráfica
 em minha anatomia
 investindo com ímpeto.

 Sem encontrar
 linhas que marcam
 barreiras ou limites
 mostras e vestígios
 das suas mãos atrevidas
 dos seus lábios sedentos.

 Subindo... descendo...
 parando... adentrando...
 as cavidades úmidas
 e quentes do meu corpo
 que desejam loucamente
 tão somente
 inteiramente
 você amor.




  Cléia Fialho

domingo, 22 de novembro de 2020

CHAMA QUE NÃO SE EXPLICA



Há um idioma escondido
na curva lenta da minha pele.
É nele que te chamo,
sem dizer teu nome.

A distância perde o rumo
quando teu desejo encontra o meu.
Tudo se aproxima.
Tudo floresce.

Meu corpo aprende
o peso doce da tua presença,
como a terra sedenta
recebe a primeira chuva.

Teus olhos percorrem
o que a roupa não consegue esconder,
e meu sorriso entrega
o segredo que meus lábios fingem guardar.

Sou brisa.
Sou febre.
Sou tempestade contida.

Quando tua respiração se mistura à minha,
o tempo esquece de existir.
Ficam apenas os arrepios,
os silêncios carregados de promessas,
as mãos desenhando caminhos
que nenhuma bússola conhece.

Em ti,
me descubro incêndio.

Em mim,
encontras abrigo para tua chama.

E, quando a noite se rende
ao último suspiro do desejo,
não resta vitória nem derrota.

Resta apenas
a doce vertigem
de dois corações
que fizeram da paixão
o lugar mais bonito
para morar.




  Cléia Fialho

sábado, 21 de novembro de 2020

QUADRO DE AMOR



Versos apaixonados
Pintam o quadro de amor
Poesia em movimento.

Corpos que giram no ritmo do desejo,
mãos traçando linhas de fogo na pele,
olhares que colorem o céu em tons de nós.

Cada sussurro um pincel de ternura,
abraços que esboçam eternidades quentes,
amor em fluxo, tela viva e sem fim.

Poesia que pulsa em veias entrelaçadas,
quadro onde nos perdemos e nos encontramos,
versos que dançam, pintam nosso para sempre.




  Cléia Fialho