TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

RITO DE ORGIA




Indescritível é o prazer
De estar sempre com você
E sentir o deslizar dos seu dedos
A explorar o meu corpo excitado.

Ofegante, sequiante e molhado
E assim eu irei me perder
Em sua pele morena e macia
Que juntinha à minha arrepia.

Como em um rito de orgia
Me encontrar em sua boca doce
Tão suave e mélica como fosse.

Fonte prazerosa, única e singular
E todo meu inteiro viver
E do meu total respirar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

VESTÍGIOS SENSUAIS




Toda vez que fazemos amor
com tanta paixão
com muito ardor
o meu coração.

Bate em ritmo acelerado
meio que descompassado
o meu corpo transpira
a minha boca suspira.

E a minha alma respira
as lembranças deixadas
em minha pele marcada
pelas suas digitais.

Sua doce saliva
impressões animais
que me fazem cativa
dos seus vestígios sensuais.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

FÚRIA DE CORPOS



Cada mergulho meu é trovão no teu silêncio,
Cada osso teu ruge enquanto eu avanço,
No teu gemido rouco eu desenho,
O hino da tua pele em transe.

Derramo em ti a tinta quente e densa,
Marco teu ventre com selo de fogo,
E ficas 
— santuário profanado 
— na cama que sentencia.

A carne não pede 
— a carne exige,
Nossos ossos rangem em coro de guerra,
Teu suor é sal, meu nome é ferida,
E a noite sangra na nossa fronteira.

Não há ternura onde há voracidade,
Só o estalo da pele, o ruído da queda,
Eu te desmonto em pura saciedade,
E tu me reconstróis na manhã que nada espera.




  Cléia Fialho

domingo, 6 de dezembro de 2020

SEDE VOLUPTUOSA



Quero-te perdido em meu corpo amor
desnuda-me de todo pudor
convido-te conhecer meu interior
levo-te o meu mundo.

Permitirei que faça-me tua
revelo-te o meu segredo profundo
corpo e alma nua
põem teus olhos sobre mim.

Descobrirás regalo sem fim
possua minha roupagem luxuosa
cura-me desta febre louca
transcenda minha sede voluptuosa
transfere-te com urgência à minha boca!




  Cléia Fialho

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

CAPAZ DE SUPERAR



Teu olhar é o farol que guia minhas noites,
um sussurro de estrelas no breu do peito.
Mãos que se encontram como rios ao mar,
fluem sem pressa, tecendo o nosso para sempre.

No silêncio dos teus lábios, encontro casa,
um pulsar suave que acalma tempestades.
Corpo contra corpo, pele que memoriza toques,
amor que cresce quieto, como raiz na terra fofa.

Somos o vento que dança nas folhas verdes,
o sol que aquece invernos esquecidos.
Em cada respiração tua, renasço inteiro,
eterno, teu, no abraço que o tempo inveja.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

ALGUNS... UNS... E OUTROS...




Eu vivi muitos amores
Alguns me cobriram de flores
Uns eu queriam bem
Outros só sabor que (tinham) tem...

Diferenciados de monte
Alguns me levaram à cimeira
Em uns eu bebi da fonte
Outros me serviram de acento
De prazer naquele momento...

Alguns farejaram meu cio
Do mais grosso ao gentil
Uns eram meio calados
Outros doidos esfameados...

Alguns românticos davam uma rosa
Uns devassos sorviam a gostosa
Outros só transa libidinosa...

Vivi algumas paixões belas
Mas outras só foram singelas
Para alguns eu fui um enleio
Uns beberam em meu seio
Outros só queriam me bulir
Os mesmos que eu só quis sentir...

Com alguns adentrei a madrugada
A uns me fingi extasiada
Com outros fui safada, atrevida...

Alguns em pejo, fiquei acendida
com uns fui tartada feiticeira
Com outros veloz, muito ligeira...

Enfim... Antes... depois ou durante
A minha marca eu deixei
Fui para todos voluptuosa amante
Só carnal... Meu coração eu não dei!




  Cléia Fialho

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

SABOREIO O TEU FRUTO




Quero colher em teu corpo
O plantio do meu semeio
Quanto mais eu te degluto
Mais me esfomeio...
Saboreio o teu fruto
Na fértil taça do meu seio

Me acasalo em teu peitoril
Ateando inopino candeio
Cativa ao teu senhoril
Submissa ao teu devaneio!
Uau... ouriça a minha tez
Vem... aguça o meu tesão

Desbrava a minha fecundez
Descortina minha abcisão
Me abrasa em tua calidez
Nesta erótica adesão
Dissoluta e salaz morbidez
Excêntrica e obstinada coesão!




  Cléia Fialho