TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

POESIA EM NÓS



Vocábulos de amor
Versos que encantam a alma
Poesia em nós dois.

E no silêncio que entrelaça os dias,
teu nome floresce em minha boca,
como quem declama segredos ao vento.

Somos frase inacabada e eterna,
tinta viva sobre a página do destino,
onde cada encontro reescreve o infinito.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

UNIVERSO



São toques tão sutis
A pele fica a arder
Dois corpos em prazer
Entre segredos febris.

A lua espia calada
O encanto dessa paixão,
Enquanto a doce emoção
Faz a noite enamorada.

Teus dedos traçam caminhos
De ternura e sedução,
Despertando o coração
Nos mais intensos carinhos.

E no silêncio do instante,
Entre suspiros e calor,
Vai florescendo este amor
Tão livre, vivo e vibrante.





  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

SE POSSÍVEL FOSSE...



Se possível fosse estar junto à ti
repousaria minha pele nua
encostaria meus seios em sua boca...

Lhe diria: "Amor usufrua"
sou só sua neste momento
a realização do seu pensamento...


Se possível fosse me dar à ti
deslizaria meu corpo no seu
mergulharia na sua essência...


Lhe diria: "Me queira paixão"
sou só sua nesta ocasião
a realidade da sua emoção...

Se possível fosse amar você
provaria do seu fruto proibido
voaria alto em nossos desejos...


Lhe diria: "Me possua devagar"
sou overdose dos seus ensejos
me ame até nosso tempo acabar...





  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

domingo, 14 de fevereiro de 2021

INTIMIDADE



Minha pele do seu
suor tem premência
 devassa urgência
 meu corpo sem
o seu vaga perdido
 férvido e incontido.

 Em um desejo impreterível
 irreprimível... incognoscível
 requisito a sua presença
 e sua grandiosa comparência
 na intimidade do meu ser...




  Cléia Fialho

sábado, 13 de fevereiro de 2021

CADA SEGUNDO ROUBADO



O teu fôlego muda de ritmo.
O silêncio deixa de existir.
Há apenas o som grave
das vontades escapando do peito,
o tremor involuntário
que denuncia aquilo
que nenhuma palavra conseguiria esconder.

É desejo.
É vertigem.
É a sede antiga
que regressa sempre mais feroz.

Meus lábios percorrem teu caminho
na lentidão de quem saboreia
cada segundo roubado ao mundo.
A distância desaba entre nós
feito muralha vencida,
e tudo o que restou da espera
escorre na pele,
quente,
vivo,
inevitável.

Meus dedos avançam sem pressa,
descobrindo relevos,
temperaturas,
o desenho secreto
que teu corpo guardava
para o instante exato
em que o meu chegasse.

Cada gesto desperta outro.
Cada arrepio chama o seguinte.
Somos dois incêndios
alimentando a mesma chama,
sem medo da fumaça,
sem receio das cinzas.

Desfaço as barreiras
uma após outra,
como quem abre portas
de uma casa abandonada pelo juízo.
O tecido desliza.
O ar encontra tua pele.
Meus olhos bebem
o espetáculo inteiro
antes mesmo que minhas mãos
o reclamem para si.

Aproximo-me outra vez,
encurtando o espaço
até não existir fronteira
entre teu calor
e o meu.

Minha boca desenha caminhos
sobre teu pescoço,
demora-se onde teu pulso acelera,
onde o sangue parece cantar
sob a superfície da pele.
Ali deposito promessas mudas,
beijos que queimam devagar
e permanecem
muito depois do toque.

Minhas unhas deixam rastros discretos,
assinaturas de um instante
que não aceita ser esquecido.
Te abraço com a força
de quem deseja interromper o tempo,
fazendo da noite
um lugar sem relógios.

Teu corpo responde
num idioma primitivo,
feito tempestade rompendo o horizonte.
E o meu acompanha,
sem resistência,
sem defesa,
inteiramente entregue
ao magnetismo da tua presença.

Há algo selvagem
na maneira como nos encontramos.
Não existe medida.
Não existe cálculo.
Existe apenas essa corrente elétrica
atravessando músculos,
respiração,
pensamentos,
até transformar lucidez
em puro delírio.

A madrugada se curva diante da nossa febre.
As sombras observam caladas
enquanto nossos corpos escrevem,
um no outro,
uma história impossível de apagar.

Quando enfim repouso a fronte
contra ti,
percebo que ainda existe
uma fome intacta,
uma vontade insaciável
que não termina com o toque,
nem com o beijo,
nem com o silêncio.

Porque certos desejos
não procuram descanso.

Apenas outra oportunidade
de incendiar a noite
e renascer,
mais intensos,
nas brasas
que insistem em permanecer acesas.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

ROTEIRO DE NARRAÇÃO SENSUAL



CENA 1 — A INVESTIDA

Voz baixa, arrastada, quase um rosnado.
"Entro-te de uma só vez. 
Sem aviso. Sem delicadeza. 
Como se o mundo acabasse 
dentro deste segundo. 
Sinto a tua carne a ceder, 
a resistir, a ceder outra vez. 
E fico ali. Parado. No fundo. 
Onde o ar não chega e o calor é absoluto."


CENA 2 — A FOME HÚMIDA

Respiração mais acelerada, 
sons de fundo implícitos.
"Afundo-me no teu desejo, 
no teu vício húmido.
Horas que não são horas. 
És o poço onde eu me atiro sem corda. 
O suor une-nos, a pele escorrega, 
e eu não saio. 
Não quero sair. 
Quero ficar para sempre neste calor, neste aperto, 
neste silêncio que só nós dois entendemos."


CENA 3 — O CLIMAX

Voz a falhar, a rouquejar, 
o som a aproximar-se do microfone.
"E então... rompes. 
Sinto cada músculo teu 
a cerrar-se em volta de mim. 
Apertas. Grites. 
O corpo estala. 
Gelo. Fogo. Nada. 
Ficamos suspensos, presos no ápice, 
derretidos um no outro. 
Ofegantes. 
Desfeitos. 
E completos."


CENA 4 — O DESFECHO

Voz suave, pós-coital, mas ainda carregada de tensão.
"Depois... o silêncio. 
O quarto a girar. 
Tu dormes no meu peito, e eu ainda estou em ti.
 Derrotados. 
Inteiros. 
E famintos. 
Sempre famintos."




  Cléia Fialho

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

SOBRE O AMOR



E sobre amor...
São os beijos e abraços
Deflagrando no corpo calor.

É o tempo que perde o compasso,
quando o instante se veste de flor.
É silêncio que fala em murmúrio,
no encontro de alma e tremor.

É o olhar que diz tudo sem voz,
um segredo escrito no ar.
É o mundo ficando tão longe,
quando só resta o amar.

E assim, no entrelaço dos dias,
o simples vira esplendor...
porque amar é chama que vive,
renascendo em cada fervor.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

MELODIA SECRETA



No calor da noite, onde os corpos se encontram em um dançar sedutor,  a pele se torna tela para os desejos mais profundos.
O toque suave dos dedos desperta arrepios que percorrem cada centímetro, como ondas de prazer.

Os lábios se procuram famintos, em um beijo que é fogo e paixão.
As línguas se entrelaçam, dançando uma melodia secreta que só eles conhecem.
Os suspiros se misturam, ecoando o desejo que os consome.

Despem-se as barreiras da timidez, revelando a nudez de corpos que anseiam pelo enlace.
Cada curva é explorada com mãos ávidas, descobrindo segredos ocultos e desvendando o prazer adormecido.

E assim, na fusão de peles e almas, entregam-se ao êxtase do momento.
O tempo se dilui em gemidos e sussurros, enquanto o amor se manifesta em movimentos intensos e ritmados.

Na penumbra do quarto, corpos entrelaçados dançam a dança do prazer, escrevendo uma história de entrega e luxúria.
E quando o clímax chega, é como uma explosão de estrelas no céu noturno, iluminando os corações apaixonados.

A sensualidade permeia cada palavra desse encontro íntimo, onde o corpo e a alma se encontram em uma sinfonia de prazer.
É um convite para explorar os limites da paixãoe se render aos instintos mais profundos.




  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

SEDUTOR



Sedutor...
suas mãos deslizam
sobre o meu corpo quente...
meus poros se dilatam...
minha respiração
torna-se ofegante...
por seu toque...
sua sede do meu amor.

No arrepio lento
que percorre minha pele,
teu desejo me envolve
numa chama suave e febril.
Teus olhos me despem
em silêncio ardente,
e meu corpo se entrega
ao fascínio do instante.

Entre suspiros e promessas,
o tempo perde o compasso,
e na dança dos sentidos
nos perdemos sem temor.
Sou verso em tua boca,
sou sonho em teu abraço,
enquanto tua paixão
desperta flores de amor.





  Cléia Fialho