TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




sexta-feira, 23 de julho de 2021

EM TEU COLINHO



Abraço apertado e gostosinho,
hum… beijinhos molhadinhos,
aninhada em teu colinho.

Teu corpo junto ao meu
desperta fogo mansinho,
e o desejo vai crescendo
no calor do teu carinho.

Teus dedos passeiam lentos
pela curva do caminho,
arrancando dos meus lábios
suspiros baixinhos.

Teu beijo tem gosto intenso,
vinho doce, proibidinho,
e eu me entrego sem pressa
ao querer do teu jeitinho.

Entre carícias e silêncios,
pele quente, arrepio fininho,
me perco toda em teus braços…
e amanheço no teu ninho.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de julho de 2021

LAR DA MINH'ALMA



Em teus braços
Encontro o lar da minh'alma
Amor que transcende.

Teu toque desperta
Fogo lento na pele nua,
Ondas de desejo que se entrelaçam
Como rios quentes sob a lua.

Lábios famintos devoram o silêncio,
Corpos se fundem em êxtase eterno,
Suspiros ecoam no vazio sagrado,
Onde o prazer é hino, sem fim, sem inferno.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 21 de julho de 2021

SOMOS VERSOS E RÍTMOS



Na penumbra, nossos corpos se entrelaçam
Na dança do desejo, entregues à paixão
Cada toque é fogo, chama que nos abrasa.

Teus lábios nos meus, num beijo sem fim
Caminhando nas trilhas da luxúria
Somos versos e ritmos, enlaçados assim.

O tempo se dissolve no suor que arde,
e o silêncio vibra entre os dois corpos,
como se a noite em segredo guarde
segredos antigos de amores tão novos.

Teu olhar me puxa sem pedir licença,
e eu me perco inteiro nesse abismo aberto,
onde a pele pensa e a entrega pensa,
e o mundo lá fora já não tem mais centro.





  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de julho de 2021

A LUXÚRIA QUE FLUI



Uma ciranda de luxúria
Seduzindo corações em fúria
Onde desejos dançam à luz do luar
Na noite, o desejo ousa se revelar.
 
Cada passo é um convite à tentação
Numa dança que desperta a paixão
Olhares são fogo que arde sem fim
Luxúria se tece num ritmo sem fim.
 
Vestidos de seda e olhares ardentes
Segredos sussurrados eminentes
Nessa ciranda proibida de prazer
E a noite nos deixa enlouquecer.
 
Ciranda de luxúria um esplendor
Uma dança dos desejos sem temor
Os corações se entregam ao pecado
Os anseios mais profundos revelados.
 
A paixão, fogo que queima e consome
Conexão é onde resoa o nosso nome.




  Cléia Fialho

domingo, 18 de julho de 2021

POESIA MALUCA



Na praia do céu, um espelho se quebra
Peixes de palha flutuam no ar
A lua gargalha, de dentro da névoa
E o gato faz versos que o tempo vai tocar.

As nuvens são feitas de açúcar e limonada
Ventos sussurram segredos de conchas mágicas
As estrelas cantam canções de lã tricotada
Rios de fogo fluem como enigmás rimadas.

Os relógios derretem como gelo em um forno
O tempo dança um tango de cores incertas
Jardim dos espelhos, um unicórnio é suborno
A refletir sonhos e realidades desertas.

A cidade é um labirinto de sombras distorcidas
Onde portas levam a lugares inatingíveis
A mente flutua em águas nunca antes vistas
Enquanto o surrealismo tece sonhos incríveis.

Num mundo onde o absurdo e o lúdico se faz
A poesia maluca dança em sua própria canção
Um espelho quebrado, a realidade se desfaz
E na imaginação, encontramos a nossa visão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 16 de julho de 2021

MEU JEITO INERENTE



Lanço mão no papel
Tal como quadro e pincel
Minhas lascivas escritas
 Minh'alma inquieta levita.

Retrata translúcido viver
Reflete intenso prazer
A cada estrofe dos versos
 Viço explícito imerso

Um toque sutil delicado
Poemas uns tão ousados
Rimas deveras fogosas
 Trovas demais buliçosas.

Enfim, o que fica marcado
Como no corpo tatuado
É mesmo o meu jeito inerente
 A luxúria sempre imanente.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 15 de julho de 2021

NO ÁPICE DO DESEJO



Muito do que meu desejo quer
Está no brilho do seu olhar
Em cada trejeito qualquer 

É uma forma de me provocar
Seus lábios que pedem beijos
Sua pele macia que convida ao toque

São tentações indubitáveis de almejos
Tanto prazer, entorpeço, entrechoque
Seu corpo me chama, eu não nego

Que desperta em mim tanta paixão
E no ápice do desejo, eu me entrego
Sem pudor, vulgar, fugaz, sem restrição.
 
És a personificação do meu querer
Retino suado deleite do meu prazer
Teu cerne mais embriaguez vem trazer.




  Cléia Fialho

sábado, 10 de julho de 2021

VAI... VEM...



Vai... 
Me pega no teu colo
Me sinta tão leve e delicada
E me leva para o solo
Onde a paixão é a nossa morada.
 
Vem.... 
Me deita no chão
Explora cada centímetro do meu ser
Enquanto nos entregamos ao tesão
Deixamos a nossa libido florescer.
 
Vai... 
Me beija com volúpia e malícia
Sente o gosto do meu sabor
A nossa chama se intensifica
O nosso desejo revela o ardor.
 
Vem... 
Me abraça com força, enrosca
Me faz sentir o teu desejo
O nosso amor se desemboca
Nos leva a um mundo sem pejos.
 
Vai... 
Pois quando tu me decodifica
Traduz minha incógnita com euforia
A nossa loucura se desmistifica
E o amor se torna lírica poesia.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de julho de 2021

GOZOS SUCESSIVOS



Quando seus prazeres em mim vibram
 Os meus gozos tornam-se sucessivos
 Espasmos e orgasmos em mim gritam
 E o meu corpo ardente fica convulsivo.

 Nossas libidos latejantes se atritam
 Em luxúrias e devaneios tão lascivos

 Nesse coito nossos sexos se agitam
 E ao sentir-te muito voraz e intrusivo
Vou bebendo do seu gozo impulsivo
 Deleites e desejos em mim palpitam.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de julho de 2021

PAIXÃO VERBAL



Deixa a poesia repousar,
Que o corpo fale o dia todo,
Meu ventre aberto ao teu desejo,
Meus lábios molhados na dança da luxúria.

Levanta-te, empurra-me contra a parede,
Deita no sofá, abre-me as pernas,
Entra em mim fundo, no centro exato,
E a casa ecoa com teus gemidos.

Teu corpo é meu poema,
Cada toque um verso ardente,
Cada beijo, uma estrofe,
E eu me perco em ti.

Nossa união é um livro aberto,
Cada página uma descoberta,
Cada palavra, um prazer,
Nossa obra-prima da luxúria.




  Cléia Fialho