TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 13 de setembro de 2022

PINTURA EM CARNE QUENTE



Tuas mãos tingem meu peito de vermelho-cereja
onde os dedos passeiam como pincéis grossos
O azul da meia-noite escorre pela minha barriga
enquanto tu desenhas ondas com a ponta da língua.

Teu cabelo preto arranha minha virilha
e cheira a sal e jasmim depois da chuva
A luz amarelada do abajur recorta tuas costas
em curvas que parecem dunas em fogo.

Teu suor brilha igual mel em minha clavícula
e eu lambo o dourado que escorre do teu pescoço
Tua pele cheira a terra molhada e a mangas maduras
enquanto teus olhos verdes queimam como videira.

Vejo teus lábios se abrirem feito romã partida
e dentro deles, a cor da polpa viva
Teu corpo é óleo sobre o meu 
— lento, espesso, brilhante
e eu sou a tela que nunca fica pronta.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

EMBRIAGA O MUNDO




No toque suave, paixão desperta
Desejos fluem como ondas do mar
Na pele que sente, a alma liberta.

Um olhar que incendeia, tão profundo
Beijos que roubam o fôlego ao tocar
Suspiros ecoam, no ar vão ficar
Amor embriaga e transforma o mundo.




  Cléia Fialho

domingo, 11 de setembro de 2022

O CALOR QUE CLAMA



Eu quero o calor que clama
No sussurro a me queimar
Onde a paixão se proclama
E o êxtase vem reinar
Vem, me toma, sem cessar

Quero teus braços urgentes
Teu pulsar a me embalar
E no querer, tão ardente
O tempo deixar de passar

Você me chama e me ama
Teu desejo, meu lugar.




  Cléia Fialho

sábado, 10 de setembro de 2022

OUVIDOS DO CORAÇÃO



Os sussurros falam da paixão, da dor e do amor
Expressões sutis que se desvelam com fervor
Cada respiração contida, um verso é declamado
Cada silêncio sussurrado, um mistério é desvendado.

Nesse idioma silencioso, os corações se entendem
Em um diálogo mágico, onde as palavras se rendem
É um cântico suave, um segredo compartilhado
Entre almas cúmplices, um momento consagrado.

Escute pois, com os seus ouvidos do coração
Desvende o idioma dos sussurros, conversação
Pois nela reside a poesia d'alma, a melodia do amor
Um elo invisível que nos conecta, cálido com ardor.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

TUA BOCA ENCONTRA A MINHA



Chegas enfim, depois de tanto tempo ausente,  
e o ar muda de peso quando teus passos tocam o chão.  
A casa inteira parece menor,  
como se o mundo se recolhesse  
para abrir espaço ao que vem entre nós.  

Nem a porta termina de se fechar  
e já sinto o impacto da tua presença  
como um choque quente, inevitável.  

Há meses guardados na pele,  
há saudade comprimida no peito,  
há um desejo antiga, viva, urgente,  
que reconhece em ti o seu querer verdadeiro.  

Eu me aproximo sem medir o gesto,  
atraída por essa força que não sabe ser mansa.  
Tua boca encontra a minha  
com a pressa de quem atravessou a distância inteira  
para cair de novo no centro do desejo.  
E tudo ao redor perde a nitidez,  
perde o contorno,  
perde a razão de existir.  

Teu corpo se impõe como chama aberta,  
e o meu responde com a mesma intensidade,  
como se cada parte de mim  
já estivesse esperando por esse instante  
desde muito antes do tempo.  
Há calor demais na respiração,  
há vertigem demais no toque,  
há uma urgência sem nome  
correndo sob a pele.  

Sinto a noite ficar estreita,  
sinto o silêncio se desfazer em pulsações,  
sinto a entrega crescendo  
como maré que não pede licença.  
Teu peso, tua força, tua presença  
se misturam ao meu impulso  
numa dança bruta, magnética, selvagem.  

Tudo em mim arde quando te encontro.  
Tudo em ti parece feito  
para acender o que eu escondo.  
E nesse reencontro sem defesa,  
sem medida, sem demora,  
o desejo deixa de ser promessa  
e vira incêndio.  




  Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

ECOS DE UMA NOITE



Arrasta os teus dentes pelo meu pescoço,
deixa a tua marca onde o sangue pulsa forte.
Quero o peso do teu peito esmagando o meu,
o calor sufocante da tua respiração presa.
Somos o avesso de qualquer pudor.

Tua mão espalma e prende meu quadril no chão,
enquanto você dita a velocidade desse caos.
Cada movimento teu é um golpe certeiro,
uma invasão que me arranca o juízo e o ar,
fazendo o quarto inteiro girar no escuro.

Retenho a tua essência como quem devora um segredo,
aperto minhas pernas para aprisionar o teu rastro.
Tatuo na minha pele os teus espasmos caóticos,
ainda sentindo a tua vibração me partir ao meio.

Corta a distância, meu delírio, desaba no meu peito,
a madrugada é vasta, mas a matéria se consome rápido.
Engole a minha saliva, rasga-me por inteiro,
porque minha carne tem pressa 
— e a noite nos assiste, despida.

Não há trégua na nossa urgência.
Colidimos até que o cansaço vire delírio,
líquidos misturados, respiração falha,
consagrando o altar da nossa carne
até que o amanhecer nos encontre em ruínas.




  Cléia Fialho

terça-feira, 6 de setembro de 2022

DOCE SIGILO



Há entre nós uma atmosfera
 sedutora e cálida
 que em sua magia é válida.

 
Nossos prelúdios versos e poesias
 nos atiçam a cada dia
 os corações sedutores
 são tentados e tentadores.

 Que de maneira incorrigível
 talvez nem faça-se invisível
 aos olhos de muitas gente
 todo o desejo que se sente.

 que só nós dois sabemos
 pois dessa forma queremos
 em doce sigilo manter
 a fonte inesgotável de nosso prazer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

URGÊNCIA DO TEU TOQUE



Tuas mãos dominam minhas curvas,
erguem meu ventre sem pedir licença.
Meu corpo se entrega inteiro,
ardendo na urgência do teu toque.

Invades cada espaço do meu querer,
fazendo estremecer aquilo que escondo.
Minha voz se desfaz em suspiros,
meu peito se abre em febre e vertigem.

Regresso ao incêndio da tua boca,
onde a sede jamais encontra repouso.
Roubo o teu fôlego em beijos demorados,
adoço o desejo até perder a razão.

Minha boca percorre tua pele sem destino,
como quem decifra um território proibido.
Gravo em ti o calor da minha passagem,
assinando teu corpo com lembranças vivas.

Entre respirações partidas,
nos consumimos sem medida,
ferozes, intensos, inevitáveis,
como duas chamas que recusam o fim.

E quando penso que o fogo enfim descansa,
te encontro outra vez em minha pele,
porque há desejos que nunca adormecem,
apenas esperam a próxima tempestade.




  Cléia Fialho

domingo, 4 de setembro de 2022

A NOITE PROMETE!



Beijos com sabor de amora
 Olhar que juras arremete
 Acende a fogueira lá fora
 Porque essa noite promete!

 Aproxima-se a aurora
 Corpos que estão quentes
 Entoam sensual e sonora
 Canto lírico incandescente.




  Cléia Fialho