TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 13 de junho de 2020

DEVORAR TUAS PROEZAS



E a tua língua adentrando 
em minha bunda
Desvendando todas 
as minhas safadezas
Pensei em fazer-te 
uma garganta profunda
Bem gulosa e safada,
devorar tuas proezas.

E a tua presença em mim se desfaz em faíscas,
como vento que invade portas semiabertas,
despertando segredos que a pele sussurra em silêncio.

Te provo no limite do pensamento,
onde o desejo não precisa de nome,
só de vertigem.

E me perco nesse jogo sem medida,
entre a vontade e o instante,
entre o quase e o sempre,
onde teu toque — mesmo ausente — me atravessa inteira.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 12 de junho de 2020

TEU CORPO UM LIVRO ABERTO



Não sei que idioma teceu nosso encontro,
se a minha voz desaguou na tua, ou vice-versa,
mas as nossas línguas se falaram num silêncio
cheio de sussurros que só os corpos entendem.

E os corpos, ah, os corpos, mapas antigos,
revelaram segredos em cada curva, em cada linha,
uma geografia de prazer e descoberta,
onde me perdi sem medo de me encontrar.

Dias se foram, noites se desdobraram,
e eu, errante em teus vales, em tuas montanhas,
cada centímetro de tua pele, um novo continente,
explorado com a fome de quem bebe a própria vida.

A terra sob nossos pés se tornou um vulcão adormecido,
esperando o toque que faria a lava subir,
uma promessa de fogo que ardia nos olhos,
no pulsar acelerado, no ar que se tornava denso.

E eu sabia, te disse, com a certeza crua
de quem reconhece o trovão antes da tempestade,
que ali, em teu abraço, em teu beijo,
o mundo se desfazia e renascia a cada instante.

Perder-me foi o ganho, a entrega total,
navegar em tuas marés, em tua força bruta,
um naufrágio doce, um mergulho sem fundo,
onde cada respiração era um eterno voltar a ti.

Teu corpo, um livro aberto em páginas ardentes,
onde li versos que a alma guardará para sempre,
uma erupção de sentidos, um grito silenciado,
que ecoa em mim, em um tremor contínuo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 11 de junho de 2020

quarta-feira, 10 de junho de 2020

terça-feira, 9 de junho de 2020

EM CADA TOQUE ARDENTE



Em cada toque ardente, um universo se revela,
Um pulsar que se alinha, em ritmos insensatos,
A alma em cada beijo, em chama singela,
Dissolvendo as fronteiras, em gestos delicados.

Quando o dia desabrocha, cansados, nós dois,
E o corpo, um mar revolto, em espasmos se desfaz,
Não indagues do tempo, que fluiu veloz,
Os meses se esvaíram, em êxtase que jaz.

Encontram-se os nossos membros, em dança sem igual,
O suor molha a pele, um rio a nos guiar,
No gozo que arrebata, o êxtase primal,
A fome que devora, a essência a se entregar.

O corpo fala em gemidos, em sussurros que incendeiam,
A entrega que consome, num abraço sem fim,
As almas entrelaçadas, em loucura que semeiam,
Um amor visceral, que brota do jardim.

Na força que nos une, um laço inquebrantável,
A entrega sem reservas, a paixão que nos consome,
Em cada respirar, um sentimento palpável,
Um laço de prazer, que o tempo não oprime.

E quando a aurora chega, em tons de rubro e ouro,
E o corpo se achega, em cansaço que seduz,
Não faças a pergunta, sobre o amor, o tesouro,
Que em nós se consumiu, e em êxtase reluz.

Os meses se perderam, em sussurros de desejo,
Em corpos entrelaçados, em um rito de amor,
Entre o suor que emana, um perfume, um lampejo,
E a essência que se entrega, em cada doce ardor.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de junho de 2020

ATÉ QUE LIBERES



Saciarei todo 
o teu tesão
Lamberei toda 
a tua extensão
Te ordenhare 
com minha mão
Até que liberes
 teu leite bom.

Saciarei teus anseios
em ondas de intenção
percorrendo teus segredos
com lenta devoção.

Desenharei com meus gestos
um mapa de prazer
onde o tempo se dissolve
sem pressa de se deter.

E nesse fio de vertigem
que nos prende e faz voar
seremos chama e silêncio
a queimar e repousar.





  Cléia Fialho

domingo, 7 de junho de 2020

sábado, 6 de junho de 2020

TODO O TEU QUERER



Entre todos os tipos de calcinhas
Qualquer cor, fio dental ou rendinha
Uso a que for de todo o teu querer

Para sentir o teu pau latejar de prazer
Um 69, D4, seja qual for a posição
Sabe... a minha preferida é só aquela

que faça minha libido arder de tesão

Fodendo a putinha, esquecendo a donzela.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 5 de junho de 2020

quinta-feira, 4 de junho de 2020

SENTIDOS E DELÍRIOS



Nossos corpos se acham no escuro,
como quem ensaia um baile antigo,
tua pele se abre em mapa aceso
e meus dedos aprendem o caminho de cor.

Nossos lábios se roçam e roubam o ar um do outro,
cada beijo é um verso molhado,
escrito sem pressa,
que faz o sangue rimar.

Tua voz é segredo que só minha pele traduz,
sussurro que desce pela nuca
e me deixa inteira arrepiada,
pronta pra te ouvir a vida toda com o corpo.

Eu tremo quando encostas em mim,
não é frio, é fogo que pede mais,
cada toque teu é um verso que queima
e me ensina de novo a sentir.

Nossa história não cabe no papel,
a gente escreve com suor e suspiro,
cada encontro é um capítulo quente
que nos faz sonhar de olhos abertos.

Te amo não é só verso bonito,
é promessa selada na pele,
é ficar, é querer, é arder,
é te amar em cada amanhecer do desejo.




  Cléia Fialho