TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 30 de março de 2019

INSTINTO DECIFRADOR



A minha volúpia é que vai te guiar
 Onde as suas mãos devem tocar...
A minha lascívia vai te conduzir

Ao prazer que quero sentir...
Minha libido vai te dizer
O ponto fraco que me faz tremer...

E o seu instinto decifrador

Vai revelar como gosto do amor...




  Cléia Fialho

sexta-feira, 29 de março de 2019

A SUA PRESENÇA



Eu era como folha
perdida em meio ao temporal
e a sua presença amo
tornou-se sol a me iluminar

Eu era perdida
um barco à deriva
e a sua presença amor
colorido arco-íris
em terra meus pés pôs a firmar

Eu era cega
noite sem luar
e a sua presença amor
acendeu os brilho das estrelas
e eu pude enxergar

Eu era intranquila
vivia no engano
e a sua presença amor
trouxe-me verdade
e a paixão para eu vivenciar.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 28 de março de 2019

VIRTUAL OU REAL





O virtual necessariamente
nem sempre é real...
depende muito de cada ser
do sentimentos de querer
da cumplicidade
e acima de tudo da verdade.
Se alguém te machucou
por muito tempo te enganou

Esquece!
Esta pessoa não merece
que você sofra ou chore...
Hey, não demore
Bola pra frente...
só assim o bem vence!

Você não perdeu nada nem ninguém
acredite aparecerá outro alguém
que te de carinho e valor
isto é o amor... REAL.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de março de 2019

NO CALOR DO NOSSO AMOR



Na profundidade do teu olhar  
encontro um mundo de sensações,  
teus lábios tocam os meus  
e acendem chamas de paixões.  

Quando envolves-me em teus braços,  
sinto o tempo a evaporar,  
nossos corpos em harmonia,  
numa dança a nos embalar.  

Quisera eu, neste instante,  
no refúgio do nosso abrigo,  
fundir meu ser ao teu,  
e no calor do amor, estar contigo.  

Ver o primeiro raio da manhã  
enquanto o desejo se desfaz,  
adormecer em teus braços  
nos lençóis que o amor desfaz. 




  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de março de 2019

PRAZERES QUE A MENTE NÃO MEDE



Na penumbra do quarto, teu olhar me chama,
um fio de seda que corta a escuridão,
desafia a lógica, a razão, a calma,
e acende, lenta, a chama da paixão.

A luz é escassa, sobra apenas o toque,
o peso do silêncio, a respiração,
o som suave de um corpo que se desloca,
numa dança antiga, sem explicação.

Teus olhos brilham como brasas vivas,
consumindo o ar, o espaço, o tempo,
enlaçam-me em redes invisíveis,
num laço que prende, mas não o cimento.

Sinto o cheiro de pele quente e salgada,
o aroma doce de frutas maduras,
a promessa secreta e perigosa,
de prazeres que a mente não mede.

Meus dedos buscam a curva da cintura,
tremendo de frio, tremendo de fogo,
encontrando na carne o mapa exato
de um mundo onde só existimos nós dois.

A cama é um mar de lençóis revoltos,
onde afundamos, onde nos perdemos,
onde o tempo se dobra, se desfaz,
e os limites do eu se dissolvem.

Não há palavras, só gemidos baixos,
sussurros que a noite guarda pra si,
o ritmo acelerado do desejo,
que nos consome, que nos transfigura.

Cada toque é uma língua desconhecida,
cada beijo, um juramento profano,
unindo almas em carne e osso,
num ato sagrado e tão humano.

A escuridão não nos esconde, ao contrário,
ela nos revela nus, sem máscaras,
exibindo a verdade crua e bela
de quem se entrega, quem se transforma.

E quando o clímax rompe a barragem,
é como um trovão dentro do peito,
uma explosão de luz branca e cega,
que nos deixa, por um instante, eternos.

Na penumbra, resta o eco do toque,
o rastro de suor, a respiração,
teu olhar ainda me chama, agora
não pela carne, mas pela emoção.

Somos poeira estelar reunida,
num quarto pequeno, vasto universo,
onde o amor não precisa de nome,
nem de lei, nem de verso, nem verso.

Fica aqui, no breu que nos abraça,
onde o prazer é a única lei,
e o silêncio grita mais alto
que qualquer grito de liberdade.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de março de 2019

NO MEL DOS SEUS LÁBIOS



Me embuzio no mel dos seus lábios
 me esvaeço na luminância do seu olhar
 sua doçura coriscá - relampeja - 
o meu viver seu fulgor mitigá
- ameniza - minha alma.

Teu carinho é brisa mansa
que repousa sobre mim,
feito luz que nunca cansa
de florir meu jardim.

No perfume do teu beijo
vou perdendo a direção,
e no fogo do desejo
bate forte o coração.

Teu afeto me ilumina,
feito sol ao amanhecer,
e em tua presença divina
renasce o meu viver.





  Cléia Fialho

domingo, 24 de março de 2019

SOB A LUZ DO DESEJO




Quero que chegue como uma brisa,  
Olhe em meus olhos e me envolva,  
Quero sentir teu perfume,  
Teu toque firme que me desperta,  
Desenhando em meu corpo trilhas de prazer.  

Quero um beijo que conte segredos,  
Molhado, apaixonado, sem pressa,  
Deixa-me enroscar em teu calor,  
Sentir tua respiração em meu ouvido,  
E os sussurros que nos envolvem.  

Embriagar-me-ei no amor que criamos,  
Pernas entrelaçadas no compasso do desejo,  
Lábios que se encontram, corpos em sinfonia,  
Dentro deste abrigo de quatro paredes,  
Onde apenas nós existimos, plenos, inteiros.  

Faça-me tua amante, tua cúmplice,  
Serei o que teu coração pedir,  
Ardente, atrevida, selvagem, insaciável,  
Mas também, quando quiseres,  
Dengosa, calma, amorosa, amiga.  

Vem para mim, realizar nossos sonhos,  
Onde o amor e desejo se entrelaçam,  
E juntos, criamos um universo,  
Só nosso, sem interrupções,  
Doce, selvagem, eterno.  




  Cléia Fialho

sábado, 23 de março de 2019

OLHARES PROFUNDOS



Olhares super profundos
Sintonia muito íntima
Ardor bem crescente.

Silêncios que se tocam,
respirações que se reconhecem,
o tempo desacelera
no intervalo entre dois corpos.

A proximidade incendeia suave,
não queima — provoca.
É desejo em estado de espera,
latejando na promessa do toque,
na entrega que se anuncia
sem jamais precisar dizer.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de março de 2019

CAVALGADA



Beijos na boca
Dilatam-se as pupilas
Em cavalgada louca.

A pele acende estrelas
Na febre que provoca,
E o desejo em nós
Silencia e nos invoca.

Entre suspiros quentes
A razão se desloca,
Quando tua boca encontra
A minha… e o tempo toca.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 21 de março de 2019

UM INSTANTE



Partilha de segredos
Dois mundos, enredos
Um instante, duas vidas.

Pele que se desenrola como rio quente,  
Dedos traçando mapas de desejo escondido.  
Sussurros no escuro, bocas famintas,  
Corpos que se entrelaçam, sem pressa ou fim.  

Segredos vertidos em gotas de suor,  
Olhares que devoram, almas nuas.  
Um pulsar ritmado, eco de eternidade,  
Onde o eu se dissolve no teu abraço voraz.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 20 de março de 2019

terça-feira, 19 de março de 2019

VULCÃO NA MINHA BOCA



Teu beijo não é doce -
é sal e brasa e terra molhada
é o gosto de quem sabe
que minha boca é o começo do mundo

Prazer que não quer mais e mais:
quer tudo, quer o fundo
quer a língua que desce
onde a boca não alcança

Me agita como o vento
antes da tempestade
me excita como o relâmpago
que não pede permissão para rasgar o céu

Perco a respiração
não por falta de ar -
por excesso de ti
porque teu hálito ocupa meus pulmões
e teu gosto é mais oxigênio que o ar

Quero que esse doce prazer não tenha fim
mas não é doce -
é amargo como a madrugada
quando teu beijo se torna lembrança
e eu ainda mastigo teu nome

Quero um beijo com ardor -
mas ardor não basta
quero que tua boca queime
até minha pele lembrar
o que é ser descoberta por dentro

Quero beijo com emoção -
não essa emoção mansa
mas a que treme nas coxas
a que molha o silêncio
enquanto tua língua desenha
mapas que só teu dente conhece

Quero um beijo de fazer amor
como só você sabe -
não com jeito especial
mas com a fome de quem
não come há dias
e encontra minha boca aberta
como única refeição

Seu beijo gostoso de homem fogoso
mas não é gosto - é fome
não é fogo - é incêndio
que começa onde meus lábios se abrem
e termina onde minhas pernas se fecham
em volta de ti

Queima por dentro
mas queima por fora também
queima onde teus dedos seguram meu queixo
queima onde tua barba arranha
queima onde tua respiração
é o único vento que conheço

Quero um beijo que me faça explodir
não como vulcão - pior:
como terra que espera a lava
como fruta que espera o dente
como mulher que espera
ser comida inteira

Em erupção não é só minha boca
é cada poro, cada pelo
cada curva que teu beijo ignora
e que depois encontra
quando tua língua desce
e tua boca se torna
a maior de todas as bocas

O sabor do teu beijo não tem comparação -
porque não é sabor:
é memória que arde
é futuro que já aconteceu
é o instante em que tua boca
encontrou a minha
e as duas esqueceram
que existem outras bocas
no mundo

Me deixa trêmula
não de pura emoção -
de puro medo
que esse beijo acabe
e eu volte a ser
a mulher que não sabia
que um beijo pode ser
maior que a boca
mais fundo que a garganta
mais eterno que o amor.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de março de 2019