TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

FAÇA-ME TEU JOGO



Sob a lua cintilante, teu olhar
Um convite ardente para me devorar
Em êxtase, dançamos nessa noite

Teus olhos, vorazes, convidam-me ao açoite
Carne e desejo, entrelaçados em fogo
Me envolva, queime, faça-me teu jogo

Na penumbra, segredos a tiriricar

Me engole com teu olhar, a me consumir.




  Cléia Fialho

SIMÉTRICO REBATIDO
É um Experimental de criação do
Do amigo poeta Angelo Antonio Maglio

Faça-me teu jogo
Na penumbra, segredos
Sob a lua cintilante, um sonhar
Corpos em êxtase dançam à noite
Carnes e desejos entrelaçados em fogo
Envolva-me, queime, tira meu desafogo
Em teus olhos vorazes, terno açoite
Convite ardente a me devorar
Hoje driblei meus medos
Faça-me teu jogo

GRATIDÃO

domingo, 19 de fevereiro de 2023

NA CANDURA DA POESIA



Na candura da poesia, encontro vida
Versos que dançam, suaves, na brisa.
Cada linha traçada, uma melodia
Ecoando n'alma, doce e precisa.

As palavras florescem, como jardim em flor
Delicadas, formosas, revelando amor,
Um abraço de letras, ternura infinita
No compasso do tempo, eternidade bonita

Poesia é vida, suspiro e sorriso
É o brilho no olhar, o porto amigo.
Em cada estrofe, um sonho felino
Na cadência dos versos, encontro o divino.

As rimas se entrelaçam, como amantes em dança
Na noite serena, a estrela e a esperança.
Cada sílaba, um toque, cada som, um beijo
Na candura da poesia, o amor é ensejo.

A vida, assim, se faz bela poesia
Nos momentos simples, na doce companhia.
Em cada verso, um pedaço de mim
Na candura da poesia, o princípio e o fim.




  Cléia Fialho

sábado, 18 de fevereiro de 2023

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

LIBIDO POÉTICA



No olho do furacão, no centro do desejo
A poesia se incendeia num vulcão de beijos
É o encontro d'almas que se procuram no escuro
 
No turbilhão de paixão, prensados contra o muro
E assim, na tormenta de um gozo explosivo
A libido poética se eleva, num voo cativo
 
É a expressão d'alma que se entrega sem pudor

Numa dança de palavras, num deleite de amor.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

OUSADIA E QUERER



Desnudamos a alma, verso a verso
A luxúria empalma, corpo inverso...
Compasso cadente da volúpia...

Cada toque, um poema ardente...
Escandente...
Obsidente...
Escrito com dedos sábios
Somos páginas em branco
Viço nos lábios...
Sob a luz trêmula da meia-noite
Paixão gêmula...
Levados pela poesia do bel prazer...
Muita ousadia... demasiado querer.





  Cléia Fialho

Interação belíssima do amigo POETA OLAVO

Por baixo sussurrando
Ou por cima cavalgando
Você levanta o meu astral 
Numa transa sem igual

 GRATIDÃO

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

VENTRE CHEIO DE TI



Chega mais perto, meu vício, meu fogo, meu tarado,
a madrugada é longa e o meu corpo é urgente,
enfia-me a língua na boca, sela o meu grito abafado,
enterra-te em mim de uma vez, fundo, presente.

Tenho fome antiga que só a tua carne aplaca,
tenho sede animal que só o teu gozo mata,
a lua é cúmplice muda, a noite é toalha manchada 
— vem safado, e faz do meu corpo tua mata.

Retenho-te por dentro como quem trava a maré,
aperto as coxas para não te perder gota nenhuma,
tatuo-te no fundo do útero versos sem pé,
sinto-te ainda a pulsar, a escorrer, 
a inundar-me em bruma.

Cavalga o meu ventre até rangerem as tábuas,
morde-me os seios até deixares as marcas,
foda-me contra a parede como fera sem trégua,
esvazia-te em mim entre gemidos e arcadas.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

CURVAS E LOMBAS



No abraço do crepúsculo
Sinto tua pele, toco teu músculo
Encontramos nossa dança
Frenética, suave nuança
Duas almas em chamas ao luar
Desejo ansioso em amar.
 
Acariciados pelas sombras
Deslizando em curvas e lombas
Nossos corações clamam
Lambidas e salivas se derramam
A cada toque, lábios inflamam
Em beijos e mordidas desmarcamos.
 
O ritmo do desejo, um doce transe
Vendaval, um adoidado remanse
Corpos laçados e unidos
Incontidos e preenchidos
Sussurros de paixão
Um amor intensificado.
 
Urros e suspiros de tesão
Os corpos adornados
De melosos segredos
Desatino e sem medos
Explorando cada pico e altura
Do bico e abaixo da cintura
Perdidos na extensão sensual
Lavas de vulcão, ardor carnal.




  Cléia Fialho

domingo, 12 de fevereiro de 2023

ONDA SEM RETORNO




Faz-me subir nessa onda sem retorno,
essa maré que arrasta sem pedir permissão,
essa vertigem lenta que sobe pelas coxas,
onde o prazer é abismo
e cada centímetro de queda é oração muda,

onde a razão se afoga antes de suplicar,
e eu sou o corpo que se lança,
que se abre, que se rende,
que se oferece sem defesa nem contrato,
que arqueia as costas ao teu comando mudo.

Perde-te nos meus vales,
demora-te no vale húmido entre os meus seios,
enterra a boca no vale morno do meu ventre,
afunda-te no vale profundo entre as minhas coxas,
nas curvas do meu leito de fome,
onde os lençóis já não fingem inocência,

onde o meu corpo se torce à tua procura,
onde cada dobra minha é um convite,
descobre em mim continentes
que ninguém teve coragem de mapear,
territórios secretos que guardei para ti,
paisagens obscenas que só a tua língua percorre,

grutas quentes que só os teus dedos exploram.
Beija-me até a razão dobrar-se,
até o pudor cair como roupa velha,
até eu esquecer as palavras que sabia,
morde-me até o silêncio ceder,
até o meu gemido rasgar o quarto,

até os meus dentes marcarem o teu ombro,
possui-me até o fim do tempo
tornar-se um único suspiro rouco
partilhado entre as nossas bocas,
até os ponteiros do relógio se rendam ao nosso ritmo,
até o mundo lá fora desistir de existir,
até só restar o teu corpo dentro do meu,

o meu suor a colar-se ao teu peito,
e a certeza obscena e absoluta
de que já não há retorno,
de que já não quero retorno,
de que sou tua até esta onda arrebentar
e ainda além dela,
já náufraga, já feliz, já perdida
nas águas quentes do teu abraço.




  Cléia Fialho

sábado, 11 de fevereiro de 2023

DETONAÇÃO CARNAL



Entrego minha carne ao teu capricho,
um altar aberto para aplacar 
a fome que me corrói por dentro.
Maldita sanidade, de que serve o controle psíquico
se o meu cérebro já virou refém absoluto 
desse tesão violento que você injeta em mim?

Aquele beijo que desenhei na mente, no escuro,
arrombou de vez as portas da insanidade 
que tentávamos segurar.
Você me apetece com a urgência de um vício,
uma necessidade crua e deliciosa de ver 
nossa pele queimar no atrito.

Tua boca colide e devora a minha,
com os olhos cravados nos meus, 
assinando um pacto mudo de perdição.

O sopro dos meus segredos no teu ouvido
rapidamente vira um rastro 
de gritos roucos e desesperados,
arrancados à força pelo prazer louco 
que você crava em mim.

Não há fuga possível, 
não quero emergência do teu vaivém implacável.
Sou tua possessão, teu território invadido,
me escancaro por completo para que, 
numa explosão cega de fúria e fluidos,
o teu sexo exploda e se funda para sempre ao meu.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

SOMOS




No crepúsculo do silêncio,
somos furdúncio... do gozo o prenúncio...
Deslizamos na penumbra, somos sombras
que reslumbra... curvas e lombas...
Sussurros desconexos, somos junção...
ungidos convexos... o galarão...

Lábios que traduzem desejos, somos ensejos...
refletindo sobejos... almiscando adejos...
Entre lençóis, peles e segredos,
tecemos enredos... sem arremedos...
sóbrios e bêbados... mãos e dedos...
Palavras revoando no ar, elas vem testificar
vem ressignificar... e vivificar...
Em murmurinhos, de louca paixão...
somos burburinhos... somos tesão.




  Cléia Fialho

Interação doce e bela do amigo POETA OLAVO

Esses lábios em carmim
Já me fizeram endurecer
Trouxeram-me vontade sim
De colher o seu prazer.

 GRATIDÃO

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

OBSESSÃO VISCERAL



Quando a fome de ti me foca, você nem imagina,
mas vou escancarar o que a mente rosna em segredo
enquanto a pele clama pelo teu rastro.

Teu toque não se enrola, ele me acorrenta, paralisa.
Sua língua bruta, faminta, me degusta como caça,
me prova, me lambe a alma, feroz.

Esse teu mergulho violento dentro de mim,
que me arrebenta, me desmancha inteira,
me faz virar pó na tua profundidade.

Me aperta contra ti até sufocar, 
não pra espantar o frio,
mas pra incendiar o mundo com o nosso calor.
Teu riso de canto de boca 
destranca meus desejos vorazes, proibidos.

No meio do meu grito rasgado, 
selvagem, você me toma,
me possui com a fúria de um bicho no cio.
Tatuas promessas de saliva e dente na minha pele, 
marcas de posse.

Devoro, mastigo, engulo cada milésimo 
desse caos que você cria.
Não quero saber do final desse pecado, 
dessa luxúria cega.
Eu sei, eu sinto: esse pacto visceral 
do teu corpo esmagando o meu
é a única salvação que eu quero agora, 
me fazendo levitar em carne viva.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

FEBRE DEVORADORA



Dona do incêndio que racha a noite e não dá trégua,
eu te engulo em goles mudos e famintos,
devorando cada gota do teu segredo mais obsceno.

Minhas mãos cegas escalam os teus montes, 
o teu relevo de carne,
atravessando léguas na pressa da tua pele arrepiada.

Te desabo no colchão, te domino por inteiro,
submergindo o teu corpo na umidade brutal
de lençóis ensopados pelo nosso próprio cio.

Sinto o tremor que nasce 
na base da tua espinha e me convoca,
o encaixe bruto, milimétrico, que rouba o ar de nós dois.
Me afundo na tua imensidão sem pedir licença, sem freios,
esmagando qualquer distância 
no atrito violento da nossa pele.

Teus dentes se cravam na minha carne, 
marcando o território do delírio,
enquanto os meus dedos se afundam 
nos teus quadris suados,
ditando o compasso selvagem que nos consome e nos rasga.
Somos duas feras presas no mesmo labirinto de luxúria.

E quando o ápice desaba feito um raio, 
quebrando o mundo ao redor,
meu corpo explode e derrete dentro do teu abismo,
sugando o teu último gemido, 
nos afogando na ressaca desse fogo eterno.




  Cléia Fialho