TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 13 de dezembro de 2020

INTENSO TESÃO




Anoitecendo...
 em minha janela
 debruçada feito donzela
 sinto o noturno gélido vento
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

SOSSEGO




Ondas do maruebram
segredos na areia do meu peito,
vem e vão como suspiros teus,
tocando a alma em silêncio lento.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

ESTENDER A MÃO

Envez de apontar o dedo
Estenda a mão





Como notas bem afinadas,
o gesto de estender a mão
é a harmonia que conecta corações,
criando uma melodia única

domingo, 6 de dezembro de 2020

SEDE VOLUPTUOSA




Quero-te perdido em meu corpo amor
desnuda-me de todo pudor
convido-te conhecer meu interior
levo-te o meu mundo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

CAPAZ DE SUPERAR



Teu olhar é o farol que guia minhas noites,
um sussurro de estrelas no breu do peito.
Mãos que se encontram como rios ao mar,
fluem sem pressa, tecendo o nosso para sempre.

No silêncio dos teus lábios, encontro casa,
um pulsar suave que acalma tempestades.
Corpo contra corpo, pele que memoriza toques,
amor que cresce quieto, como raiz na terra fofa.

Somos o vento que dança nas folhas verdes,
o sol que aquece invernos esquecidos.
Em cada respiração tua, renasço inteiro,
eterno, teu, no abraço que o tempo inveja.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

ALGUNS... UNS... E OUTROS...






Eu vivi muitos amores
Alguns me cobriram de flores
Uns eu queriam bem
Outros só sabor que (tinham) tem...

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

SABOREIO O TEU FRUTO





Quero colher em teu corpo
O plantio do meu semeio
Quanto mais eu te degluto
Mais me esfomeio...
Saboreio o teu fruto

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

ENTRE TUDO VOCÊ




Entre o desejo e a perversidade
 entre o prazer e a dor
 entre os fetiches e a realidade
 entre a submissão e obediência
 

domingo, 29 de novembro de 2020

sábado, 28 de novembro de 2020

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

MONTES DE CURVAS



Segui o convite, sem hesitar,
À serra onde o corpo se faz mar.
Atravessando matas, beirando o abismo,
Onde o desejo se tece em ritmo.

Entre montes de curvas e delícias,
O corpo ardente, em suas malícias,
Encontrei os olhos, luzes de chama,
Incendiaram meu ser, alma que inflama.

Canais sussurrando segredos de seda,
E o ar quente que me incendeia a vida.
No poço de néctar, doce e enfeitiçado,
Beijei os segredos, encantado.

A ladeira molhada me levou ao vale,
Onde coxas e sonhos se tornam baile.
No umbigo, desci, tocando o ardor,
Perdi-me no caminho, sem temor.

Joelhos, planaltos de calma serena,
Pés, esculturas da carne amena.
Mas eis que a caverna, com vinho profundo,
Abriu seus braços, me guiando ao fundo.

Lambeu-me a fenda, o desejo voraz,
Um tremor que ecoou no compasso da paz:
"Entra..." A voz me levou ao éxtase,
Num rio de corpos, onde nada mais se faz.

A serra cantou, o êxtase gritou,
E, no céu, o paraíso ecoou.
Mas ao acordar, com o suspiro,
O sonho vivo me resta, inteiro.




  Cléia Fialho