sexta-feira, 24 de outubro de 2025
METAUNIVERSO DE VERSOS
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
NOITE EM QUE O AMOR SE ACENDE
o terreiro em brasa sussurrava encantos.
Teu olhar encontrou o meu —
e o tempo, por um instante,
esqueceu de correr.
Um beijo…
e o mundo se acendeu por dentro.
Ali, entre o brilho do céu
e o calor da terra,
nasceu o que não se desfaz:
um amor feito chama e vento,
feito nós —
romance tecido em pele e destino.
Somos verso e melodia
do mais belo poema
que a vida ousou escrever.
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
EROSENSUAL — A DANÇA DO DESEJO
Na sombra dos sentimentos,
Onde os desejos se enlaçam,
Dança Erosensual livre,
Sem correntes que o amarra.
É paixão quem pega o leme,
Não há rima que embaraça.
Caminhos quase invisíveis,
Onde os corpos vão se achar,
Num vai-e-vem tão macio
Que faz a alma levitar.
É toque que vira brasa,
Suspiro a se derramar.
Toque acende a pele nua,
Como nota a vibrar,
Na orquestra do desejo
Tudo aprende a se entregar.
Erosensual vai além,
Não é vulgar, é luar.
As mãos sabem o caminho
Sem temer o tropeçar,
Os lábios se reconhecem
Sem precisar perguntar.
É poesia em carne viva,
É prazer a pulsar.
No espaço da entrega plena,
Almas vêm se enroscar,
Erosensual desponta
No instante de amar.
É linguagem sem palavras
Que só o corpo sabe dar.
É a busca do infinito
No prazer que quer ficar,
Sem regras, só intensidade,
Como o vento sobre o mar.
Erosensual, minha dança,
Minha forma de vibrar.
terça-feira, 21 de outubro de 2025
DANÇA DA PELE
Corpos se encontram
como se o mundo todo
fosse música.
O toque não pede licença,
apenas acontece —
sutil,
ardente,
inevitável.
Os olhos dizem antes,
as mãos confirmam,
as peles entendem.
Não há passos certos,
só a cadência dos desejos,
desenhando um ritmo
que pulsa mais forte
a cada aproximação.
A dança é um convite
para o abandono:
de certezas, de medos,
de roupas.
O prazer é verbo em movimento,
respira, estremece,
cria poesia nos corpos
que se entregam sem palavras.
Ali, no silêncio entre os suspiros,
somos dois —
mas o instante nos une
como um só desejo,
como uma só dança
que nunca quer fim.
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
E O AMOR... SE DERRAMA
o amor desperta, sem pressa,
no movimento lento dos corpos,
no sussurro que nasce do desejo.
O olhar diz o que a boca ainda não ousou,
há um convite no silêncio,
um arrepio que antecede o toque,
uma chama que não quer ser apagada.
Lábios se encontram — não pedem licença,
e o tempo, distraído, deixa de contar.
Tudo se dissolve ali:
a razão, o mundo, o medo.
Como folhas levadas pelo vento,
nos entregamos ao instante,
ao traço invisível que une
pele, pensamento e poesia.
Cada toque é uma palavra sem voz,
cada suspiro, uma canção secreta.
Nossos corpos escrevem versos na carne,
ritmos que só o desejo entende.
Há beleza no que não se diz,
no que vibra por dentro
quando duas almas se descobrem
pelas mãos, pela respiração, pelo delírio.
É no encontro
— intenso, imperfeito, verdadeiro —
que a poesia se completa.
E o amor… se derrama.
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