TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 21 de outubro de 2015

AMOR NÃO CANSA DE AMAR



Em um sonho ardente e sutil,
Teus olhos brilhando em tom febril.
Sussurros de beijo,
O toque, um desejo,
Nas sombras da noite, 
somos um perfil.

Teu corpo, um mapa, quero explorar,
Em cada curva, um novo despertar.
Queime a incerteza,
Sinta a leveza,
Do amor que não cansa de se amar.

E as estrelas, cúmplices do ardor,
Em cada instante, um eterno clamor.
Nas danças da brisa,
A vida precisa
De versos que falem de tanto amor.

Perdidos no tempo, vamos fluir,
Entre laços que falam de sentir.
Nosso mundo, um canto,
Um doce encanto,
Onde o amor cativa e faz existir.




  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de outubro de 2015

UM LAÇO PROFUNDO



Cada suspiro aproxima o que é sutil,  
As palavras buscam, mas são limitadas,  
Na dança do tempo, um ciclo em perfil,  
Perdemos a noção das horas passadas.  

O encontro floresce, ergue-se em cores,  
Onde o silêncio encontra sua voz,  
E o infinito surge, cheio de amores,  
Em nuances que a alma faz feroz.  

Quando o tempo se dissolve em sombra e luz,  
Resta só a essência, o que não se viu,  
Um laço profundo, que não se traduziu.  

No ventre do eterno, o que nos seduz,  
É o eco da vida, o que se faz promissão,  
Sussurros latentes, uma só canção.




  Cléia Fialho

domingo, 18 de outubro de 2015

O AMOR O CAMPO TODO FLORIA



Cada suspiro leva ao que não alcança
o verso humano ou voz que se consome.
Na tênue luz que a dúvida renome,
cresce o desejo em nova esperança.

Quando o tempo se dissolve no abraço,
o infinito emerge em seu momento.
Pura verdade em pleno movimento,
traçando em flor o rumo deste espaço.

O encontro insiste em ser a primavera,
mesmo que o mundo em sombras se distraia.
Tudo o que vive o verbo desespera,

enquanto o amor o campo todo floria
É a constância que a alma gera,
na luz que brota onde o destino irradia.




  Cléia Fialho

sábado, 17 de outubro de 2015

A MAIS TERNA SEDUÇÃO




Teu olhar me desnuda em doce espera,
Desperta em mim um lume a florescer; 
No teu silêncio aprendo a me perder, 
Enquanto a tarde em tua pele impera. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

— VÍCIO — DELÍCIA —



Teu corpo é cama onde meu sonho deita,  
e a curva do teu quadril, mapa proibido.  
Deslizo os dedos, lento e dividido,  
entre o que sinto e o que a pele aceita.

Teu hálito me lambe, me enfeitiça,  
e o suor que te escorre é mel e sal.  
Teu sexo é um abismo vertical,  
onde minha boca seduzida se atiça.

Teu movimento é fogo que não queima,  
mas rasga o ar com fome de carícia.  
Meu seio, em teu gemido, se redime.

E quando a noite enfim nos desaconchega,  
resta o teu cheiro — vício — delícia —  
gravado em mim, na carne que se entrega.




  Cléia Fialho