TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

FRAGMENTOS DE UM SEGREDO




As mãos mapeiam o relevo,
explorando cada curva
como quem lê um texto antigo,
em uma prosa que se faz no toque.

sábado, 26 de dezembro de 2015

TUA PULSAÇÃO EM MEU VENTRE



Deslizo meu corpo ao teu, sentindo o ardor,
Em busca do relevo que me incendeia,
A chama da entrega logo me rodeia,
Num rito de luxúria e de vigor.

Cada movimento é traço de um pintor,
Que em telas de pele a cena delineia,
Tua pulsação em meu ventre se semeia,
Num ritmo de prazer, quase um favor.

Sinto o teu pulso, a fúria que me invade,
Neste encontro de peles e de espanto,
Onde o desejo perde a sua idade.

O tempo para, o ar vira quebranto,
Na entrega plena desta imensidade,
Onde a carne é prece, o gozo é canto.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O CALOR QUE EMANA DE SI MESMA




O toque dela é o prenúncio:
dedos que mapeiam o bronze das trancas,
buscando o calor que emana de si mesma,
uma febre que antecede o encontro.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

TEU CORPO OBEDECE AO MEU QUERER

 



O ritmo do meu peito dita a nossa cadência,
uma batida que ecoa em cada entrega.

Repouso sobre ti, 
desprovida de qualquer véu,
num balanço que imita o tempo,
ida e vinda, 
o pêndulo da nossa urgência.
Um movimento de calma, 
um compasso que desdobra o desejo.

Sorrio ao recordar o primeiro encontro,
o instante em que tudo começou a ganhar forma.
Minha boca traça mapas no teu rosto,
mordendo pedaços do que é só teu,
enquanto o ar escapa, 
revelando o pulsar acelerado
que agora não me pertence mais, 
pois é compartilhado.

Tua voz se eleva, 
mas teu corpo obedece ao meu querer;
suas mãos, 
presas na vontade que eu ditei.
Quando o ápice se aproxima, 
o encaixe se faz inteiro:
o toque da pele, 
a firmeza da entrega,
a sensibilidade que se traduz em calor.

Toco a mim mesma e te busco,
enquanto o meu nome em teus lábios é faísca.
Sinta o perfume, 
a corrente elétrica que me percorre,
a viscosidade que sela a união dos nossos corpos.

Já não há margem para contenção,
o pêndulo quebrou a inércia,
e agora, entregue,
 eu me perco em ti.




  Cléia Fialho