TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

PAIXÃO É FOGO



PAIXÃO é o fogo que em nós se acende,
No toque, no olhar, tudo se ilumina;
Em cada suspiro, o amor surpreende,
E em teu abraço, a PAIXÃO me domina.




  Cléia Fialho

O Experimental Corrente Poética 
é uma criação da Poetisa Zemary

domingo, 7 de fevereiro de 2016

REALIDADE DE UM SONHO



No turbilhão do prazer,
versos desprendem-se do ritmo,
dançando sem amarras no ar.
Um frenesi que não se contém,
explosão de sentidos que se partem
e se multiplicam.

Palavras se entrelaçam,
desenhando o fogo da paixão
com a nudez de quem não esconde o ardor.
Tudo é movimento,
tudo é entrega,
nada precisa de tempo.

Sob o manto das estrelas,
o vento noturno dita uma cadência fria
que contrasta com o calor da pele.
Teu olhar é um abismo,
um convite silencioso
para a dança sob a luz pálida da lua.

Sussurros trazem segredos à tona,
teu sorriso é a chave que desarma,
no jogo entre as sombras e a vontade.
Não estamos dormindo;
somos a realidade de um sonho
que finalmente acordou.




  Cléia Fialho

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O QUE TOCA E O QUE É TOCADO




As mãos percorrem o mapa do outro,
explorando curvas, relevos,
escrevendo uma prosa sem métrica,
quase confusa, de tão sincera.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

CARNE E AR — SOPRO E PELE



No leito calmo do rio,
a lua derrama seu corpo líquido.

Dois amantes se movem devagar,
desenhando sombras que se confundem
até serem uma só coisa
— carne e ar —  sopro e pele.

Os olhos se rasgam em faísca úmida,
as mãos descobrem territórios quentes
onde o silêncio arde.

Não há mundo.
Há apenas esse círculo de dança
onde o tempo tropeça e cai
no ritmo surdo de dois peitos colados.

O vento passa como um ladrão discreto,
rouba um suspiro,
devolve outro mais fundo.

A noite inteira se contrai em nossa boca
e exala.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

UM FIO DE BRASA



Na penumbra quente do fim de tarde,
nossos corpos se encontram,
não como letras,
mas como gestos que ainda
não aprenderam a dizer.

O abraço não é um poema,
é um fio de brasa,
uma faísca que cresce devagar
entre os vazios que a roupa deixa.

As mãos deslizam,
não para descobrir,
mas para lembrar,
como quem reconhece um caminho
já andado muitas vezes
no escuro.

Os gemidos não pedem lua,
são apenas ar saindo
de lugares onde a palavra não chega.

O beijo não encanta,
ele desmancha.

O tempo não passa,
ele deita ao nosso lado
e espera.

O desejo não fala,
ele respira fundo,
se espalha como sombra
em cada curva,
em cada pausa.

E o amor,
esse gesto antigo,
não se expande como um grito,
mas como um fogo que não queima,
apenas aquece
o que já está nu.




  Cléia Fialho