TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sexta-feira, 8 de março de 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019

quarta-feira, 6 de março de 2019

O BEIJO QUE NÃO DORME



Fechei os olhos pra dormir,
E você veio de novo,
Inteiro na minha memória,
Beijo impresso na pele.

Lembro quando sua boca roçou a minha,
Toque quente,
Descobrindo um amor ainda não vivido,
Meu corpo tremendo contra o seu,
Derretendo naquele abraço que a gente tanto sonhou.

Sua mão na minha nuca,
Me puxando pra perto,
Lábios entreabertos,
Aquele beijo prestes a explodir.

Você me acomodou em você,
Meu peito aceso acordou o seu desejo,
E eu fiz dele meu.

Sua boca entrou na minha,
Suave,
Doce,
Me banhando inteira,
Matando a sede que eu tinha de você.

Nossas línguas se acharam,
Calaram as palavras,
Nossas almas gritaram
O amor tanto tempo escondido.

Suas mãos me desenharam,
Me tatuaram de vontade.

Nossos lábios se acharam de novo,
E de novo,
Derretendo o mundo escuro lá fora,
Construindo carinho com água e sal.

Fica na minha boca,
Pra sempre,
Me enlouquece,
Me consome,
Bebe de mim.

Agora eu sei,
Eu amo o beijo dele.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de março de 2019

FAMINTA E FEROZ




Sou mulher 
faminta e feroz
pronta para devorar em prazer
maliciosa me torno atroz
basta você me querer.

Meu olhar acende labaredas,
minha boca aprende a provocar,
há tempestades em minhas veias
quando você ousa me tocar.

Não sou calma quando desejo,
sou chama que sabe envolver,
um sussurro quente no teu peito
fazendo teu pulso correr.

Entre risos e promessas baixas,
minha entrega é pura tensão,
mordo o instante com urgência
e beijo lento a tua intenção.

Sou mulher — inteira, intensa —
na fome que sabe seduzir,
mas é no teu abraço que descanso
depois de tanto me consumir.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de março de 2019

INSTANTE DE PURA INTENSIDADE



O toque suave, promessa de prazer,
Desliza pela pele como seda quente,
Queimando o ar, a respiração se prende
No abismo doce do teu olhar.

Nos teus braços, o mundo se desfaz,
Restam apenas nós, carne e desejo,
Um ciclo eterno de fogo e beijo,
Onde a razão se perde, sem paz.

Sinto a tua mão subir devagar,
Traçando mapas de loucura antiga,
Cada curva é uma porta aberta,
Para o êxtase que nos conquista.

A respiração ofega, pesada,
O calor sobe, subindo pelo corpo,
Enquanto o tempo congela, suspenso,
Neste instante de pura intensidade.

Teu sopro toca meu pescoço ardente,
E a pele treme, busca o teu toque,
Como quem tem sede e não tem voz,
Só sente o prazer que nos consome.

Não há limites, não há fronteiras,
Somos maré que bate na areia,
Ondas de carne, espuma e desejo,
Unindo almas em plena entrega.

A noite é nossa, o escuro é cumplice,
Iluminado só pela chama interna,
Que queima, queima, queima sem fim,
Até que a alma se torne poeira.

Deixa-me entrar, deixa-me possuir,
Cada fragmento do teu ser inteiro,
Que no teu colo eu encontro a paz,
O inferno doce do nosso amor.

Sê minha agora, sê toda minha,
Neste instante que não tem começo,
Onde o prazer é a única lei,
E o silêncio grita nosso nome.




  Cléia Fialho

domingo, 3 de março de 2019

AMANHECER A DOIS



E quando o sol desponta no horizonte,
Ainda sinto seu calor,
A cada dia, um novo horizonte,
Despertamos em um só amor.

Na sinfonia das manhãs,
Seu riso é a melodia,
Que embala nossas almas,
Em perfeita harmonia.

E quando o sol nos pega nus,
Sem pressa de nos levantar,
Teu corpo ainda chama o meu,
Num jeito doce de me amar.

Teus beijos descem devagar,
Pela pele ainda marcada,
Da noite que não quis passar,
E na manhã foi recomeçada.

Te abraço por trás, te puxo pra mim,
Sinto teu arrepio encostar.
Sussurra meu nome assim,
Que eu não quero nunca parar.

A luz te desenha inteira,
Suor e lençol pelo chão.
Manhã que vira brincadeira,
De dois que viram um só coração.

E que o dia espere lá fora,
Que o mundo pode esperar.
Aqui dentro ainda é agora,
E eu só quero te amar, te amar, te amar.




  Cléia Fialho