TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia






sábado, 15 de agosto de 2026

VERSO ESTREMECIDO


Teu perfume na varanda,
feito inverno a florescer,
arde manso em minha alma
com promessas de prazer.

A lua espalha segredos
sobre o campo adormecido,
e teu nome em meus dedos
vira verso estremecido.

Pele em febre delicada,
boca em mel a me chamar,
cada pausa entre nós dois
faz a noite suspirar.

O vento dança em teus cabelos
como um sonho a se perder,
e meus olhos, tão sinceros,
já não sabem te esquecer.

No silêncio das campinas,
o desejo vem florir,
feito rio entre colinas
procurando o teu sentir.

E o amor, tão vasto e lento,
como chama sobre o chão,
vai bordando em nosso peito
o calor da sedução.

Quando a aurora enfim desperta
com seu ouro sobre o céu,
teu abraço ainda me cerca
feito verso doce e fiel.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Um verso doce e fiel
que exala paixão e desejo,
tornando-se indelével
ao acariciar profundamente
e gravar-se em você
como uma marca que o comove até o âmago.

GRATIDÃO

Seu blog

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

ME DEIXE MORAR NO TEU QUERER


Desejo provar na tua boca
o incêndio manso da paixão,
beber teus silêncios mais fundos
como quem descobre outra dimensão.

Quero teus arrepios em mim,
o calor do instante proibido,
teu corpo chamando o meu
num segredo doce e atrevido.

Percorreria tua pele lentamente,
feito luar sobre campina vazia,
desatando cada suspiro
na febre morna da fantasia.

E ao pé do teu ouvido diria baixo:
“me deixa morar no teu querer”,
pois nessa noite sem limites
só teus braços sabem me prender.

Quero perder-me nos teus caminhos,
arder sem medo ou despedida,
fazer do teu abraço meu abrigo
e da tua entrega, minha vida.

Te buscaria em cada toque,
em cada chama do teu olhar,
como quem encontra no desejo
um novo jeito de amar.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Procure-me no silêncio da noite,
quando seu corpo vibrar
com o desejo mais fervoroso e clamoroso
de obedecer à minha vontade e me agradar;
descubra essa nova forma de sentir,
entregue a mim.


GRATIDÃO

Seu blog

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SACRAMENTO DO DESEJO



Sinto teus lábios como lâmina em brasa,
e minha pele se curva ao teu querer.
O desejo, em silêncio, me abrasa —
sou fonte onde vens beber e renascer.

Cada toque é um rito, um sacramento,
nas vestes do sagrado e do vulgar.
A volúpia me consome em lento
cântico que me ensina a te amar.

Tu te esvai, mas deixas tua essência
na catedral do meu corpo em flor.
E eu me prostro sem nenhuma decência,

Devota do teu gozo e teu calor.
E nesse altar profano de desejos,
serei teu verbo, teu prazer, teus beijos.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É a minha palavra, uma ordem fiel
da minha vontade sobre ti,
prostrada diante de mim ,
envolta na indecência
com que te ofereces ao meu comando.
Assim, aceitas o sacramento
que te torna minha.


GRATIDÃO

Seu blog

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

VONTADE DE VOAR



Há dias em que sou ave
antes mesmo de abrir os olhos.
A alma se espreguiça,
desfaz limites,
e o peito pulsa céu.

Vontade de voar
sem mapa,
sem pressa,
só com o vento me guiando
e o silêncio me acolhendo.

De lá do alto,
tudo é mais simples:
as dores se tornam pontos,
as dúvidas se dissolvem
como neblina ao sol.

Quero ver o mundo com asas,
sentir o tempo escorrer entre penas,
beijar o instante com o bico da esperança,
e mergulhar na vida
como quem entende que viver
é também saber pairar.

Voar é mais que partir —
é abrir os olhos por dentro.
É reencontrar-se no azul
e descobrir que o infinito
sempre esteve em mim.




  Cléia Fialho

terça-feira, 11 de agosto de 2026

VISTO-ME DE TI



Te penso
como quem desliza os dedos
sobre a seda quente da saudade.

Tua ausência tem cheiro,
tem gosto,
tem umidade presa
nas entrelinhas do meu desejo.

Me deito no pensamento de ti
e lá te toco
como o vento toca a flor —
com fome,
com cuidado,
com reverência e loucura.

Minha pele
já decorou o caminho da tua,
e cada curva tua
é uma rima que meu corpo quer recitar.

Teu nome vem à minha boca
não como oração,
mas como gemido
entreaberto,
febril.

És verbo
quando me atravessa.
És mar
quando me invade.
És chama
que me incendeia por dentro.

E quando o silêncio enfim nos cobre,
nua da razão,
visto-me de ti
como quem habita
a última estrofe do prazer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ENTRE O ENCANTO E O DESCONTROLE


Se houvesse um jeito de parar o tempo,
como se o agora não tivesse pressa de existir,
eu te diria que só resta este instante
— minhas mãos desenhando teu corpo.

O ar se adensa em perfumes sutis,
um misto de desejo e silêncio ardente,
enquanto nossos corpos se aproximam
num encontro que dispensa explicações.

E nos movemos como se o mundo sumisse,
num compasso que lembra ondas em brasa,
teus gestos conduzindo os meus sentidos
até o limite doce do arrepio.

Provo a linguagem quente da tua pele,
o brilho leve do suor que te revela,
e tudo em nós vira mar em combustão
numa dança que não conhece retorno.

Aqui, entre o encanto e o descontrole,
me perco na curva do teu magnetismo,
como se céu e abismo se tocassem
no segredo profundo desse abraço.





  Cléia Fialho