quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
LENÇÓIS EM BRASAS
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
COLCHÃO EM CHAMAS
Que o colchão seja pira de paixão
onde não ardamos devagar,
mas nos queimamos depressa,
nu, aberto, tu sobre mim,
eu aberta sob ti,
o membro dentro
fazendo a cama gemer.
Onde ardam nossos corpos em união,
não é união de mãos dadas,
é suor colando pele em pele,
é o bater desenfreado dos teus quadris
contra as minhas coxas,
é a fricção que fuma
e nos deixa sem fôlego.
Prende-me firme entre teus braços,
não com ternura,
com a mão que aperta meu pescoço,
que puxa meu cabelo,
que me prende para eu não fugir
do prazer que me fode.
Percorre meu corpo entre laços,
mas não são laços de pano,
são dedos que entram,
língua que desce,
sexo que me rasga e me preenche
até eu não saber
onde acabo
e onde começa
teu desejo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
MÃOS QUE QUEIMAM
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domingo, 4 de janeiro de 2015
NOITE DE FOGO NA PRAIA
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sábado, 3 de janeiro de 2015
CADÊNCIA DE PELE E SUOR
Nossas pernas se enrolam em um só compasso de fogo,
cabeça jogada para trás, boca escancarada,
mordendo o ar quente.
Nossos corpos em êxtase a se unir, a travar,
a fundir em carne viva,
numa cadência de pele e suor.
Em cada beijo arranco tua respiração,
engulo o gemido cru,
lambo a língua com fome insaciável,
com um tesão sem igual, sem freio, sem vergonha,
mãos que apertam, dedos que cravam, que riscam,
deixando marcas no território do prazer conquistado.
No teu ser me encontro a imergir,
afundar, desaparecer, morrer de gozo,
enterrar o rosto no teu calor, no teu úmido, no teu cheiro,
sugar, lamber, cravar, foder, até o mundo
estremecer e nos deixar só,
sudados, vencidos, em um só compasso.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
DESEJO INCENDIADO
Com o balé sinuoso da minha cintura,
Despertei em ti um fogo incontrolável,
Te deixei louco, rendido, apaixonado,
Como um cordeirinho, perdido em fascínio,
Cada movimento meu é um convite à perdição,
Meus quadris deslizam, provocam, dominam,
Teu olhar arde, tua respiração se perde,
No ritmo quente da nossa dança proibida,
Sou tempestade, sou fogo, sou tentação viva,
Te envolvo, te enlaço, te faço meu,
Teu corpo implora, teu desejo grita,
Na entrega que só nós podemos entender,
Cada toque meu é um sussurro de prazer,
Cada suspiro teu, uma promessa de mais,
Somos dois corpos em chamas,
No frenesi do desejo que não se apaga,
No balé eterno do amor selvagem e ardente.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
NOITE DE ALUCINAÇÃO
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
FETICHE PROIBIDO
Meu fascínio sempre foi por homens maduros, casados, aqueles que carregam no olhar segredos e culpas. Há algo neles que me atiça, talvez porque cada transa tenha sido gratificante, intensa, marcada por uma fome que não se encontra em corpos jovens.
Naquela noite, escolhi meu alvo. Ele estava sozinho, sentado no carro à beira da praia, olhando o mar como quem buscava respostas. Eu me aproximei com passos lentos, o vestido curto colado à pele, e sorri com malícia. Bastou um olhar para que o jogo começasse.
Entrei no carro sem pedir licença. O cheiro de sal misturava-se ao perfume masculino, e a tensão era palpável. Toquei sua coxa, senti o músculo firme, e percebi o arrepio imediato. Ele tentou resistir, mas sua respiração denunciava o desejo.
Minha boca encontrou a dele, quente, urgente, e nossas línguas se devoraram como se o mundo fosse acabar ali. Minhas mãos deslizaram para dentro de sua camisa, sentindo o calor da pele, enquanto ele me puxava para o colo, já duro, já entregue.
O banco reclinou, e eu me abri sobre ele. Sua mão firme segurava minha cintura, guiando meus movimentos, enquanto minha boca mordia seu pescoço, arrancando gemidos abafados. O carro balançava, o vidro embaçava, e cada investida era um choque elétrico que nos consumia.
Eu o cavalgava com fúria, sentindo cada centímetro me preencher, e ele me agarrava como se quisesse me possuir inteira. O som das ondas lá fora era engolido pelos nossos gemidos, pelo ranger do couro, pelo ritmo selvagem que nos dominava.
Ele sussurrava meu nome, perdido, culpado, mas faminto. Eu ria, provocava, apertava mais forte, exigia que me desse tudo. E ele deu. Seu corpo explodiu em espasmos, o meu se abriu em vertigem, e juntos nos afogamos em suor, saliva e gozo.
E não paramos ali. Ainda colados, respirações ofegantes, eu continuei a me mover sobre ele, lenta, cruel, exigente. O prazer não cessava, era onda atrás de onda, gemido atrás de gemido. O carro virou caverna de pecado, nossas marcas gravadas no couro, nossos fluidos espalhados pela noite. Não havia eternidade — havia excesso, havia luxúria sem fim, havia dois corpos famintos que se devoravam até não restar nada além da carne exausta e do gosto proibido.
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