TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

DENSO E QUENTE



Nossos desejos se entrelaçam sem esforço,
uma coreografia de pele contra pele
onde olhares intensos funcionam como prelúdio.

O calor subindo pelas coxas,
o encontro dos corpos em uma entrega
que não pede licença,
apenas acontece.

Toques que percorrem
a extensão de quem somos,
suspiros cortando a penumbra do quarto,
uma paixão que insiste em não ter fim.

No silêncio que se faz denso e quente,
nossas vontades se reconhecem mudas;
a pele responde primeiro,
uma intuição febril que atropela a razão,
enquanto o ritmo lento do prazer
acende, centelha por centelha,
o que ainda nos mantém colados.




  Cléia Fialho

domingo, 31 de janeiro de 2016

sábado, 30 de janeiro de 2016

DESENHANDO CONTORNOS



Teu olhar é um incêndio
que reconheço na penumbra,
um chamado silencioso que a pele traduz
antes mesmo de qualquer toque.

Tua mão percorre o que é meu,
mapa de arrepios que se acendem,
desenhando contornos sob a luz da lua
que nos espia e guarda nossos segredos.

Teus lábios buscam os meus,
uma fome que se sacia com calma,
revelando que, no ápice do desejo,
a gravidade se esquece de existir.

Somos o ritmo descompassado da respiração,
a entrega que não pede licença,
onde me perco entre o teu abraço
 — esse porto de perigo —
e a vertigem de sermos, enfim,
um único corpo habitado pela mesma febre.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

MAPA DE SEGREDOS GUARDADOS



O silêncio no quarto pesa, denso e aquecido,
um cenário montado para a nossa nudez.
Teus dedos percorrem minha pele
como quem lê um mapa de segredos guardados,
desarmando cada defesa,
anulando cada barreira que eu tentava erguer.

A pele entende a linguagem que não dizemos;
ela vibra, arrepia, responde ao teu toque
enquanto o relógio se esquece de girar.
Somos, neste momento, uma brasa discreta,
um fogo contido que queima por dentro,
uma urgência que a noite se encarrega de selar.

O ar se torna espesso,
moldado pelo nosso ritmo lento,
pela cadência da nossa entrega.
Quando me invades,
o mundo lá fora se suspende,
as leis da gravidade desistem,
deixando apenas o universo que criamos aqui:
os nossos corpos, a sensação,
e o choque elétrico de sermos um só.




  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

SUSPIROS GUIADOS PELO DESEJO


Na doçura dos teus lábios, mergulho, em teus olhos encontro refúgio, um abrigo que não precisa nome, um silêncio que me acolhe inteira.

Não há palavras que descrevam o desejo de viver contigo, pois nossa história é poema aberto, um amor que não conhece fim.

Somos canção que se inventa, melodia que supera a razão, um compasso que se escreve no corpo, na pele que arde em linguagem sem fala.

Quando a noite se deita em silêncio, teu corpo me chama, cada toque percorre lento, como fogo manso embalando a pele.

Nosso encontro vibra em vertigem doce, suspiros guiados pelo desejo, um compasso secreto que nos revela, sombra e chama sob a mesma luz.





  Cléia Fialho