TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 21 de junho de 2016

INCANDESCENTE E OUSADA



Seduzindo corpos com toques ardentes
Entrelaçando peles, desejos envolventes
Nossos sentidos afloram, loucos e carentes
Suspiros e gemidos, prazeres emergentes

Unimos nossas almas, paixão entre osentes
Lascívia que consome, insaciáveis amantes
Incandescente e ousada, a lubricidade nos guia
Desejos desenfreados, uma dança que inebria

Na febre da noite, o desejo principia,
Em carícias lentas que a pele arrepia,
Teu olhar no meu, chama que desafia,
E o tempo se perde na doce ousadia.

Nossos corpos dançam em pura sintonia,
Como marés incendiadas pela fantasia,
Cada beijo roubado é fogo e poesia,
Cada toque desperta uma nova harmonia.

Entre promessas murmuradas baixinho,
Seguimos sem medo pelo mesmo caminho,
Dois corações rendidos à sedução.

E na penumbra morna do amanhecer,
Ainda existe em nós esse querer,
Ardendo infinito em cada pulsação.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de junho de 2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

PERDIDOS E INTEIROS



Na penumbra, teus olhos se encontraram
No silêncio, nossos corpos se entrelaçaram
Os sussurros da noite nos segredos guardaram
Em lençóis de seda, nossos desejos despertaram

Somos versos entrelaçados, não se quebraram
Danças de almas, corações que se entregaram.

E em cada toque, estrelas se acenderam,
Como luas febris sobre a imensidão,
Nossas vontades, livres, percorreram
Os caminhos secretos da paixão.

Teus lábios, em minha pele, desenhavam
Promessas feitas de calor e ansiedade,
Enquanto as horas lentamente se entregavam
Ao doce abismo da intimidade.

No compasso ardente dos teus abraços,
Meu corpo encontrou abrigo e calma,
E o amor, desfeito em laços,
Vestiu de fogo o silêncio da alma.

Ficamos assim, perdidos e inteiros,
Entre suspiros, desejo e emoção,
Dois sonhos ardendo verdadeiros
Na eternidade breve de uma canção.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 15 de junho de 2016

QUANDO O TEMPO SILÊNCIA



Lambidas que provocam arrepios na pele,
Despertando desejos adormecidos,
O prazer se torna uma doce melodia,
Entre gemidos e suspiros compartilhados.

Beliscões que despertam a luxúria,
Marcando o corpo com prazer e dor,
Na entrega mútua, a nossa aventura,
Explorando o êxtase do amor.

Entre carícias, o tempo silencia,
E os corpos conversam sem pudor,
Cada toque acende nova fantasia,
Como brasas alimentadas pelo calor.

Teus dedos percorrem minha vontade,
Em trilhas de febre e tentação,
No compasso ardente da intimidade,
Bate descompassado o coração.

Nossos desejos tornam-se poesia,
Escrita em murmúrios sobre a pele,
Enquanto a noite, cúmplice e vazia,
Guarda o fogo intenso que nos impele.

E assim seguimos, perdidos no instante,
Entre o delírio, o sonho e o fervor,
Dois corpos unidos, tão vibrantes,
Afogados no infinito do amor.




  Cléia Fialho

terça-feira, 14 de junho de 2016

MAGNETISMO SEM EXPLICAÇÃO


E o mundo se dobra devagar ao teu gesto,
como se a aurora nascesse de ti,
e tudo ao redor perdesse sua lógica antiga,
virando apenas sensação.

Há uma chama tranquila que conduz meus passos,
um magnetismo sem explicação,
que simplesmente me arrasta inteira
para o centro desse agora irreversível.

E tudo o que não digo em mim se acende,
subindo em silêncio como fogo interior,
onde o que é sagrado e o que é desejo
se encontram sem conflito.

E ali permaneço — entregue ao invisível,
como quem entende que se doar
é a forma mais profunda de existir.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 13 de junho de 2016

NÃO CONSIGO COMPREENDER



Sou como rio perdido,
que corre sem achar o mar,
sou chama na noite escura
tentando teu olhar alcançar.

Não consigo compreender
o motivo de me deixar,
nem a razão desse adeus
que insiste em me machucar.

Meu coração preso nesse amor
vai sangrando em silêncio e dor,
se tu sentisses o que sinto
voltarias sem temor.

Te entreguei tudo o que havia,
fui além do que pude dar,
mas tuas atitudes revelam
quem nunca soube amar.

Sou chama que segue acesa
na escuridão a te buscar,
e ainda não entendo o porquê
de me abandonar.

Meu peito segue cativo
desse amor que faz doer,
se provasses minha dor
voltarias sem querer perder.




  Cléia Fialho

domingo, 12 de junho de 2016

O CORAÇÃO NÃO SEGUE A RAZÃO


Eu pensei que seria fácil te esquecer,
apagar o que ficou,
achei que bastava querer
calar o que restou.

Mas o coração não segue a razão,
ele insiste em lembrar,
guarda pedaços da emoção
que não querem passar.

São momentos presos na mente,
difíceis de apagar,
detalhes pequenos, mas presentes,
que teimam em ficar.

Teu beijo ainda me invade,
teu cheiro no ar,
promessas cheias de verdade
difíceis de soltar.

E eu não quero ver terminar
o que me fez viver,
prefiro em mim guardar
esse amor a florescer.





  Cléia Fialho