TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 11 de fevereiro de 2017

DESFRUTAR



Deliciosamente,
os dedos traçam a pele nua,
desvendar desejos ocultos,
lábios famintos roçam o segredo entre as coxas.

Desbravar domínios desconhecidos,
língua mergulha no calor úmido e virgem,
explora cavernas pulsantes, saboreia o mel proibido,
dedos abrem caminhos de tremor e rendição.

Despertar devaneios eróticos,
imagens de corpos entrelaçados, suados,
seios arfantes implorando mordidas,
quadris que dançam no ritmo do desejo insano.

Deslindar descobrir o clímax escondido,
mãos possessivas apertam nádegas, guiam o êxtase,
gemidos ecoam enquanto o prazer irrompe,
ondas quentes lavam o corpo em gozo eterno.

Desfrutar das delícias finais,
língua lambendo resquícios doces,
olhos nos olhos, prometendo mais explorações,
deliciosamente viciados no vício da carne.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

GOSTOSO GALANTE




Gostoso galante,
presença que toca antes da pele,
gracioso e grandioso
no silêncio que antecede o arrepio.

Gentil gigante,
força que sabe ser ninho,
glorioso gozo
que nasce no olhar
e se espalha sem pedir licença.

Girando galáxias no peito,
gemidos galopantes
ecoam como música antiga,
daquelas que o corpo reconhece
antes mesmo de ouvir.

Genuíno gourmet, gostinho lento,
degustado em promessas sussurradas,
gerando gozo, garantindo glória
no instante em que o desejo
abandona o medo.

Girando, gravando
na memória da carne
o que a alma não esquece.

Ganha, governa —
não por domínio,
mas por entrega.

Gostoso, gracioso,
guia generoso
que conduz ao centro do sentir
onde o prazer é poesia
e o corpo, verso vivo.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

COMO CHAMAS


Carícias cálidas descem pela espinha devagar,
dedos que dançam como plumas no ar úmido,
carinhos concupiscentes despertam a fome oculta,
caem como chamas suaves sobre a pele exposta.

Criem centelhas que crepitam no silêncio,
olhares que se prendem, prometem o inevitável,
corpos colidem em ondas lentas e profundas,
quadris que se roçam, testam a resistência fina.

Criem conexões carnais, quentes e pegajosas,
línguas que exploram vales de suor salgado,
cumplicidade cresce em respirações ofegantes,
mãos que apertam coxas, guiam o caminho certo.

Céu celebra com estrelas que piscam cúmplices,
noites se estendem em toques que não acabam,
seios que se erguem ao encontro de bocas sedentas,
um gemido baixo ecoa, chama o próximo mergulho.

Carícias que voltam, mais ousadas, mais fundas,
unhas leves traçam linhas vermelhas na carne,
carinhos que viram promessas de prazer sem fim,
caem como chamas que lambem os limites do corpo.

Corpos que se arqueiam, suplicam por mais,
colisão ritmada, pele escorregadia de desejo,
conexões que pulsam como veias inchadas,
cumplicidade em sussurros que comandam o ritmo.

Céu explode em fogos silenciosos lá em cima,
enquanto aqui embaixo o mundo se dissolve,
centelhas viram labaredas que consomem tudo,
um laço sensual, tecido de suspiros e toques.

Mais carícias cálidas, agora nos recantos escondidos,
dedos que penetram o segredo úmido e quente,
carinhos concupiscentes que aceleram o coração,
chamas que dançam livres, sem pressa ou pudor.

Corpos colidem de novo, em êxtase renovado,
conexões carnais que florescem em ondas,
cumplicidade que cresce até o limite do céu,
celebrando a união em um clímax eterno e doce.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TENTADORA




Tentadora, tórrida, tentação que me arrasta,
olhos que prometem noites sem freio ou fim.
Teu corpo chama, curvas que hipnotizam,
um convite molhado para o abismo do prazer.

Tesão tangível, transcendente em cada toque,
mãos que deslizam, apertam a carne faminta.
Pele que queima sob dedos ávidos e quentes,
um fogo que sobe, devora o ar ao redor.

Tensão transbordante, turbilhão de suspiros,
coxas que tremem, se abrem ao comando implícito.
Língua que lambe o sal do teu desejo exposto,
um vórtice que gira, suga até o osso.

Todo tempo, teu tesão, tentação que não cessa,
quadris que colidem em ritmo selvagem e cru.
Gozos que jorram, molham lençóis de urgência,
um ciclo insaciável de entrega e posse.

Tentadora volta, tórrida em novo assalto,
tesão tangível explode em uníssono grito.
Tensão vira êxtase, turbilhão que nos funde,
todo tempo teu, na tentação eterna.




  Cléia Fialho

sábado, 4 de fevereiro de 2017

BEIJAR



Lábios que se encontram como ondas no mar,
suave colisão de mares esquecidos,
um roçar que desperta flores adormecidas,
no silêncio, o mundo para de girar.

Beijos que sussurram promessas antigas,
línguas dançam tango de almas unidas,
doce néctar trocado em olhares perdidos,
um fogo gentil que aquece as madrugadas.

Cada beijo um mapa de constelações,
traçado na pele, no pulsar das veias,
tempo dissolve em gotas de orvalho puro,
nós dois, eternos, no jardim dos sonhos.

Beijos que selam juras sob o luar,
ecoam em corações que batem fiéis,
um adeus ao vazio, um sim ao infinito,
nos teus lábios, encontro o meu lar.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

AMANTES




Amantes apaixonados se encontram no crepúsculo,
abraçados sob o céu que testemunha segredos,
a abrasados pela urgência do toque primeiro,
olhos que falam línguas antigas do coração.

Ardentes, ansiosos, corações batem em uníssono,
mãos que traçam mapas na pele que arde,
amam, admiram cada curva, cada suspiro dado,
um fogo que não consome, mas ilumina o ser.

Almas alinhadas dançam no ritmo do desejo,
ardor aceso que pulsa como estrela no peito,
no silêncio da noite, vozes se entrelaçam suaves,
promessas tecidas em fios de luz eterna.

Amor amplificado ecoa em risos compartilhados,
anseiam afetos que curam feridas do tempo,
abraços que desafiam ventos e chuvas frias,
um laço que cresce, inquebrável e vivo.

Abrasados novamente ao amanhecer rosado,
ardentes olhares renovam o juramento mudo,
amam sem fim, admiram o milagre do outro,
almas alinhadas no infinito do amor.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

CONFIDÊNCIAS



Confidências rasgadas em sussurros roucos,
conhecedores de segredos que inflamam a carne,
cobiças celebradas em beijos vorazes,
corpos calorosos colidem como trovões.

Cúmplices carnais, unhas cravadas na pele,
cumplicidade que explode em gemidos selvagens,
convergência feroz de sexos famintos,
um incêndio que devora a noite inteira.

Carinhos constantes viram garras possessivas,
mãos que apertam, marcam territórios quentes,
corações contentes batem em ritmos insanos,
sorrisos ferozes antes do mergulho no abismo.

Carícias calorosas escaldam como lava,
lábios que mordem, sugam o ar dos pulmões,
abraços que esmagam, fundem ossos e almas,
fogo violento que consome dúvidas frias.

Corpos colados em suor e urgência,
pele contra pele, pulsos acelerados,
noites de fúria, dias de brasas vivas,
um só rugido no clímax do desejo.

Cumplicidade em olhares que desafiam o caos,
segredos devorados em línguas ávidas,
sonhos violentos tecidos em lençóis rasgados,
nós dois, ferozes, no vórtice do êxtase.

Companheirismo que resiste a furacões,
mãos dadas em tempestades de paixão,
você e eu, guerreiros no campo da carne,
um laço de ferro forjado no inferno doce.

Contagiante conexão que infecta as veias,
espalha-se em arrepios, em mordidas profundas,
infecta o mundo com nossa chama insaciável,
amor que arrasa, reconstrói, consome tudo.

Passeios de mãos dadas em ruas de fogo,
carinhos constantes que viram tormentas,
corações contentes em explosões ritmadas,
carícias calorosas que curam com chamas.

Corpos colados em sofás que rangem sob peso,
cumplicidade em sussurros que comandam,
conversas que incendeiam futuros selvagens,
companheirismo que doma o caos primal.

Contagiante conexão em gestos brutais,
um beijo que sangra doce, um corpo na cama,
olhares que prometem guerras de prazer,
nosso amor, vulcão em erupção eterna.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

SEDUÇÃO SUPREMA



Sussurra, seiva,
na dobra quente do silêncio,
onde os sentimentos soltos
escapam do controle
e aprendem a gemer por dentro.

Suspira suavemente
o corpo que pressente,
enquanto segredos soltos
escorrem da boca
para a pele atenta.

Seiva, sedução suprema,
que pulsa sem se negar,
invade os sentidos
como um vinho lento
que não pede permissão.

Satisfaz suspiros
no intervalo do toque contido,
onde os sentidos saudosos
se reconhecem
antes mesmo do gesto.

E tudo é espera,
é fome doce,
é desejo que aprende
a morar no arrepio
antes de se fazer chama.




  Cléia Fialho