TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 18 de fevereiro de 2017

SÓ SABORES




Sensual seiva escorre devagar,
molha a pele nua, desperta segredos sinuosos.
Seduz suplicantes gemidos baixos,
seres sedentos se entrelaçam no escuro.

Seiva, semente sensível pulsa na palma,
dedos traçam curvas, lambem o salgado.
Sem se cansar, bocas devoram o fluxo,
línguas dançam no vale proibido, famintas.

Serôdia, sedutora, a noite se abre,
coxas tremem, só sabores de carne e mel.
Segredos sinuosos explodem em jorros,
seres sedentos afundam no gozo eterno.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

SUPREMO SABOR





Sedução sagaz desperta no escuro,
olhar que promete saborosa, sedutora,
labirinto de toques que sintonizam sentidos,
cada respiração um fio de fogo supremo sabor.

Solta-se suavemente a roupa no chão,
pele nua se entrega ao beijo faminto,
dedos traçam curvas, lambem o sal do desejo,
gemidos ecoam, ritmados e profundos.

Saciando-se no calor úmido e apertado,
quadris dançam em ondas de prazer voraz,
sensualidade singela explode em clímax,
corpos entrelaçados, eternos no êxtase molhado.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

PRAZER VADIO



Há por tudo um sensual arrepio
E nossos corpos se movem ardil
Nosso tesão se une em um só fio.
 
Tuas mãos percorrem meu corpo feminil
Leva-me ao mais profundo prazer vadio
Em um momento de êxtase luzidio.
 
Há por tudo um desejo sadio
E nossos corpos unidos, febril
Deleitam o gozo como desafio.




  Cléia Fialho

domingo, 12 de fevereiro de 2017

AMOR ALADO




Amor alado,
voando além dos limites,
trazendo no sopro do vento
a promessa de eternidade.

Alquimia ardente,
transforma olhares em fogo,
toques em estrelas,
silêncios em universos inteiros.

Alimentando almas,
afáveis apaixonadas,
que se encontram no instante
onde o tempo se curva
e só o sentir permanece.

Amar amando,
sem medida, sem fronteira,
como rio que nunca cessa,
como céu que nunca se apaga.

Ansiedade ausente,
descanso sereno,
pois o coração sabe
que o amor é abrigo.

Acordar aurora,
renascer em cada amanhecer,
descobrir no brilho do sol
a poesia de estar juntos,
sempre, infinitamente.




  Cléia Fialho

sábado, 11 de fevereiro de 2017

DESFRUTAR



Deliciosamente,
os dedos traçam a pele nua,
desvendar desejos ocultos,
lábios famintos roçam o segredo entre as coxas.

Desbravar domínios desconhecidos,
língua mergulha no calor úmido e virgem,
explora cavernas pulsantes, saboreia o mel proibido,
dedos abrem caminhos de tremor e rendição.

Despertar devaneios eróticos,
imagens de corpos entrelaçados, suados,
seios arfantes implorando mordidas,
quadris que dançam no ritmo do desejo insano.

Deslindar descobrir o clímax escondido,
mãos possessivas apertam nádegas, guiam o êxtase,
gemidos ecoam enquanto o prazer irrompe,
ondas quentes lavam o corpo em gozo eterno.

Desfrutar das delícias finais,
língua lambendo resquícios doces,
olhos nos olhos, prometendo mais explorações,
deliciosamente viciados no vício da carne.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

GOSTOSO GALANTE




Gostoso galante,
presença que toca antes da pele,
gracioso e grandioso
no silêncio que antecede o arrepio.

Gentil gigante,
força que sabe ser ninho,
glorioso gozo
que nasce no olhar
e se espalha sem pedir licença.

Girando galáxias no peito,
gemidos galopantes
ecoam como música antiga,
daquelas que o corpo reconhece
antes mesmo de ouvir.

Genuíno gourmet, gostinho lento,
degustado em promessas sussurradas,
gerando gozo, garantindo glória
no instante em que o desejo
abandona o medo.

Girando, gravando
na memória da carne
o que a alma não esquece.

Ganha, governa —
não por domínio,
mas por entrega.

Gostoso, gracioso,
guia generoso
que conduz ao centro do sentir
onde o prazer é poesia
e o corpo, verso vivo.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

COMO CHAMAS


Carícias cálidas descem pela espinha devagar,
dedos que dançam como plumas no ar úmido,
carinhos concupiscentes despertam a fome oculta,
caem como chamas suaves sobre a pele exposta.

Criem centelhas que crepitam no silêncio,
olhares que se prendem, prometem o inevitável,
corpos colidem em ondas lentas e profundas,
quadris que se roçam, testam a resistência fina.

Criem conexões carnais, quentes e pegajosas,
línguas que exploram vales de suor salgado,
cumplicidade cresce em respirações ofegantes,
mãos que apertam coxas, guiam o caminho certo.

Céu celebra com estrelas que piscam cúmplices,
noites se estendem em toques que não acabam,
seios que se erguem ao encontro de bocas sedentas,
um gemido baixo ecoa, chama o próximo mergulho.

Carícias que voltam, mais ousadas, mais fundas,
unhas leves traçam linhas vermelhas na carne,
carinhos que viram promessas de prazer sem fim,
caem como chamas que lambem os limites do corpo.

Corpos que se arqueiam, suplicam por mais,
colisão ritmada, pele escorregadia de desejo,
conexões que pulsam como veias inchadas,
cumplicidade em sussurros que comandam o ritmo.

Céu explode em fogos silenciosos lá em cima,
enquanto aqui embaixo o mundo se dissolve,
centelhas viram labaredas que consomem tudo,
um laço sensual, tecido de suspiros e toques.

Mais carícias cálidas, agora nos recantos escondidos,
dedos que penetram o segredo úmido e quente,
carinhos concupiscentes que aceleram o coração,
chamas que dançam livres, sem pressa ou pudor.

Corpos colidem de novo, em êxtase renovado,
conexões carnais que florescem em ondas,
cumplicidade que cresce até o limite do céu,
celebrando a união em um clímax eterno e doce.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TENTADORA




Tentadora, tórrida, tentação que me arrasta,
olhos que prometem noites sem freio ou fim.
Teu corpo chama, curvas que hipnotizam,
um convite molhado para o abismo do prazer.

Tesão tangível, transcendente em cada toque,
mãos que deslizam, apertam a carne faminta.
Pele que queima sob dedos ávidos e quentes,
um fogo que sobe, devora o ar ao redor.

Tensão transbordante, turbilhão de suspiros,
coxas que tremem, se abrem ao comando implícito.
Língua que lambe o sal do teu desejo exposto,
um vórtice que gira, suga até o osso.

Todo tempo, teu tesão, tentação que não cessa,
quadris que colidem em ritmo selvagem e cru.
Gozos que jorram, molham lençóis de urgência,
um ciclo insaciável de entrega e posse.

Tentadora volta, tórrida em novo assalto,
tesão tangível explode em uníssono grito.
Tensão vira êxtase, turbilhão que nos funde,
todo tempo teu, na tentação eterna.




  Cléia Fialho