TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 26 de julho de 2017

LUAR QUE BRILHA


Sob o luar do horizonte,
caminho firme e sorrindo,
teu olhar doce me aponta
os caminhos que vou indo.

Em cada passo que dou
nesta noite encantadora,
teu amor brilha e eu sou
tua estrela sonhadora.

Teus olhos são luz do céu,
centelhas de claridade,
onde o destino é um anel
selando a eternidade.

A lua vê nossos beijos,
é testemunha e farol,
vela os nossos desejos
com seu silêncio de sol.

E nesta redondilhada
que o peito canta e se inflama,
declamo a ti, minha amada,
o quanto teu nome me chama.

Nosso amor é poesia,
tem cadência e tem razão,
só tu dás mel à minha melodia,
és o tom do meu coração.

Na dança dessa paixão,
nosso compasso é certeiro,
és o verso da minha canção,
meu amor doce e verdadeiro.





  Cléia Fialho

terça-feira, 25 de julho de 2017

O VOO DO AMOR


O amor quando levanta
Voa leve pelo céu,
Como um pássaro encantado
Feito sonho de papel.

Traz nos olhos a ternura
E no peito doce mel.

É o voo que não se vê,
Mas se sente no calor,
No compasso dos abraços,
Na carícia do esplendor.
Cada asa bate um verso
De desejo e puro amor.

É dança que se desliza,
Feita brisa a murmurar,
Sussurrando mil carinhos
No silêncio do luar.
É ternura em movimento,
É vontade de ficar.

Que esse voo te conduza
Para os campos mais floridos,
Onde o afeto se derrama
Nos instantes mais vividos.
Onde a paz se faz morada
E os olhares são unidos.

Na imensidão da emoção,
Entre sonhos e calor,
Cresce a chama que ilumina
Com cumplicidade e cor.
Eterniza-se no tempo
O sagrado voo do amor.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 24 de julho de 2017

ALMAS LIGADAS




Poesia lírica
transbordante de emoção
descreve nosso amor
almas ligadas pela paixão
há uma doçura grandiosa
o calor do nosso abraço
transcede pedra preciosa
e a imensidão do espaço
qual divino e delicado
é nosso ninho celestial
eu e você meu amado
duas em um'alma imortal.


Numa simbiose alucinante,
Intensa...
Ardente!
Beijos ardentes,
Caricias quase letais!
Trocamos no doce afã,
Do calor de nossa sagrada
Paixão de corpos e lemas!
Até ,lindamente...
Divinamente!
Chegarmos mais uma vez,
As portas do céu!




  Cléia Fialho & Imortal

sábado, 22 de julho de 2017

OBJETO



Teu corpo é objeto
não de posse,
mas de contemplação lenta.

É de perto que te sinto,
mesmo quando não toco,
mesmo quando o gesto falta.

És desejo suspenso no ar,
olhar que insiste,
promessa que não se diz.

No intervalo do gesto
nasce o afeto —
essa chama mansa
que sabe esperar.

Algo em mim desperta,
não grita,
não corre,
não implora.

Fica inquieto,
ardendo por dentro,
sabendo que o calor
mais intenso
é o que se demora.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 20 de julho de 2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

A MAIS BELA E ÚNICA




Quisera eu ser uma perfumada flor
 A mais bela e única do seu jardim
 E descobrir em seu corpo o amor
 Desde o começo, porém sem ter fim.
Em meus seios o pólen e o calor
 Exala um aroma de doce jasmim.

 Transmutaria-me à sua preferida cor
 Tornaria-me até uma rosa vermelha
Que à nenhuma outra se assemelha
 Envolvente e com sensual candor.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Gustab

Queria que você fosse minha, 
e que seus seios adoçassem minha boca...
Desejo que a flor profunda que você dá aos meus beijos
se torne poesia em minha boca.

Queria que você registrasse seu aroma e...
sua fragrância dormisse para sempre em meus dedos,
porque você não é o esquecimento, 
mas sim uma cinza prestes
a reacender meu desejo.


 GRATIDÃO 

    sábado, 15 de julho de 2017

    FAZ TODA A DIFERENÇA



    Eu não pensava e nem queria
    mesmo quando você me dizia
    Em seu olhar sedutor
    que eu era o seu amor.

    E o seu jeito nada inocente
    se fazia tão envolvente
    Tudo aconteceu de repente
    de maneira emergente.

    Quando notei, me apaixonei
    e por isto que eu te amei
    Hoje sei que sua presença
    é que faz toda a diferença.




      Cléia Fialho

    quinta-feira, 13 de julho de 2017

    MINHA CARÍCIA




    A minha
    carícia
    desenha segredos
    em pausas lentas,
    teu
    corpo.

    Percorro-te como quem aprende
    um idioma feito de pele,
    onde o silêncio geme
    e o desejo respira.

    Minha carícia não pede pressa,
    ela fica —
    escuta arrepios,
    acende rumores,
    descansa onde teu corpo consente.

    E ali,
    entre o toque e a entrega,
    sou inteira
    na forma suave
    de te sentir.




      Cléia Fialho