Canto baixinho
para que o silêncio escute
o que a alma não ousa calar.
Embala-me o instante
como se o tempo soubesse
acariciar o agora.
No centro de tudo,
meu coração aprende teu ritmo,
desaprende a solidão.
A paixão chega sem pedir licença,
feito brisa que vira incêndio,
feito olhar que promete ficar.
E então, no toque do sentir,
algo reascende —
luz antiga, chama esquecida,
verdade que nunca partiu.
É quando o amor não cabe mais no peito
e se faz explosão:
de vida, de desejo, de nós.
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