TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 2 de abril de 2018

ASSIM É MEU CORPO



Tal qual a atmosfera quando apresenta
 nuvens prenunciadoras de temporais
 assim é meu corpo
 carregado de vontades turbulentas
 obcecado por exigências carnais.

 Numa perturbação atmosférica violenta
 deito-me sobre você como tempestade
 vulcânica de enunciações suculentas
 que se expelem de minha intimidade.

 Minha textura se estremece inteira
 amando-te enternecidamente
 e somente dessa louca maneira
 que me dou avassaladoramente.




  Cléia Fialho

domingo, 1 de abril de 2018

A CAÇA E O CAÇADOR



Toque em meu corpo
 incendeia-me a calma.
 Viole meus segredos
 profane-me a alma.

 Perca-se em meus encantos
 torna-me seu suplanto.
 Não há lógicas, nem há razões
 apenas sensações.

 Perdido está o tino humano,
 gora felino... leviano e tirano.

 Nossos sentidos selvagens
 são abduzidos por esta linguagem,
 de amor entre a caça e o caçador.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de março de 2018

PRESENÇA MANENTE



Ser chuva quente eu queria
 a irrigar o seu coração
 ser sua flor da poesia.

De romantismo e pura paixão
 ser a presença manente
 quando sua alma entristecer.

 Perfume que docemente
 Fosse a razão do seu viver.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 29 de março de 2018

segunda-feira, 26 de março de 2018

DEDILHA A MINHA PELE



Dedilha a minha pele
provocando gemidos
despertando meus sentidos.

Teu toque é um sussurro quente,
demora onde a pele implora,
desenha desejos invisíveis
no arrepio que me toma.

Entre o quase e o nunca,
meu corpo se abre em luz,
feito névoa que pulsa
ao sentir teu calor próximo.

Sou suspiro sem voz,
pele que vibra em silêncio,
enquanto o desejo flutua
lento, profundo, eterno.

Nada é dito,
mas tudo arde suave,
como se o prazer fosse alma
e a alma, puro toque. 





  Cléia Fialho

domingo, 25 de março de 2018

AMOR SINGELO



Quero amar você
sem pressa… com calma
sem pensar no tempo
deixando fluir em alento
o amor singelo da minh’alma.

Quero sentir você
na leveza do instante,
no toque que não cobra,
no olhar que abriga
e repousa confiante.

Amar sem medidas,
sem medo do depois,
com a ternura do agora
que se entrega inteiro
e, ainda assim, se constrói.

Quero amar você
no silêncio que acolhe,
na palavra que cuida,
no afeto que fica
mesmo quando a noite se alonga.

Porque amar assim,
devagar e inteiro,
é deixar que dois corações
aprendam juntos
o ritmo doce do verdadeiro. 





  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de março de 2018

FELINA... MENINA...



O gadanho de uma felina...
 são tal como rosas
 no coração de uma menina...
 Há fel em seu licor,
 suave e melodioso sabor...
 que vem enlaçar e transpassar,
 a alma do homem sonhador!

Teu olhar de felina
desperta o perigo,
mistura doçura
com sede e tentação,
e no brilho intenso
que trago comigo
teu perfume invade
minha imaginação.

Há vinho em teus beijos,
veludo e vertigem,
num gosto proibido
que faz enlouquecer,
e a alma se entrega
à tua origem,
feito chama viva
pedindo prazer.





  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de março de 2018

SE EU CONFESSAR...



Em meu coração eu sinto
 nascendo um imenso amor
 mesmo escondido, não minto.

 Em minha face um pequeno rubor
 se eu confessar... já pressinto
 que o viverei em grande furor.

Em meu silêncio eu consinto
que este sentir ganhe cor,
pois no segredo que pinto

há desejos, há calor.
Se teus olhos me dão o aceno distinto,
me entrego inteira, sem temor.

E se o mundo notar meu jeito extinto
de fingir desamor,
é porque esse amor, já não minto,

transborda do peito em flor —
vive em mim, infinito,
feito chama, feito ardor.





  Cléia Fialho