beije meus anseios,
como quem toca pétalas
sem ferir o perfume.
Com tua língua contorne
a borda dos meus desejos,
desenhando mapas secretos
na pele que te chama.
Cobice ternamente
minha nudeza,
não como posse bruta,
mas como quem contempla
uma obra rara à luz da lua.
E torne-se dono de mim
no pacto silencioso dos corpos,
onde o querer é entrega,
e a entrega é chama serena,
ardendo sem pressa,
ardendo em promessa,
até que o mundo desapareça
e reste apenas
o pulsar do nosso infinito.
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