O toque é poesia
na entrega é a arte
e no amor é a ousadia.
É verso que arrepia a pele,
silêncio que fala em suspiro,
corpo que escreve no corpo
o que a boca não ousaria.
Na cadência do sentir,
gestos se tornam metáforas,
olhares rimam desejos
e a alma se despe, tardia.
Assim, amar é criar
sem medo do excesso ou do fim:
um poema vivo, pulsante,
onde o sentir se recria.
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