Sigilo guardados
devaneios desvendados
cúmulo do sumo saboreados
fetiches e taras cedidas
libidinagens concebidas
a fome e a vontade
de ser comida
foram excedidas
extasiante vértice
você dentro de em mim
luxúria, lascívia
libertinagem sem fim.
Sussurro:
“toca-me com seus dedos”
desperta-me
loucos espasmos
E o silêncio arde entre nós,
feito chama que não se apaga,
um tremor que escorre lento
pela pele que se entrega.
Teu olhar me desmancha
sem pressa, sem defesa,
e eu me perco nesse instante
de inteira delicadeza.
Corpos em linguagem única,
sem mapas, sem direção,
apenas esse fogo manso
pulando o chão do coração.
E quando tudo se cala,
fica ainda o mesmo desejo:
teu nome preso na boca,
virando eterno lampejo.