Em cada toque ardente, um universo se revela,
Um pulsar que se alinha, em ritmos insensatos,
A alma em cada beijo, em chama singela,
Dissolvendo as fronteiras, em gestos delicados.
Quando o dia desabrocha, cansados, nós dois,
E o corpo, um mar revolto, em espasmos se desfaz,
Não indagues do tempo, que fluiu veloz,
Os meses se esvaíram, em êxtase que jaz.
Encontram-se os nossos membros, em dança sem igual,
O suor molha a pele, um rio a nos guiar,
No gozo que arrebata, o êxtase primal,
A fome que devora, a essência a se entregar.
O corpo fala em gemidos, em sussurros que incendeiam,
A entrega que consome, num abraço sem fim,
As almas entrelaçadas, em loucura que semeiam,
Um amor visceral, que brota do jardim.
Na força que nos une, um laço inquebrantável,
A entrega sem reservas, a paixão que nos consome,
Em cada respirar, um sentimento palpável,
Um laço de prazer, que o tempo não oprime.
E quando a aurora chega, em tons de rubro e ouro,
E o corpo se achega, em cansaço que seduz,
Não faças a pergunta, sobre o amor, o tesouro,
Que em nós se consumiu, e em êxtase reluz.
Os meses se perderam, em sussurros de desejo,
Em corpos entrelaçados, em um rito de amor,
Entre o suor que emana, um perfume, um lampejo,
E a essência que se entrega, em cada doce ardor.
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