Teu perfume ficou na noite
Como brasa sobre a pele,
Um toque lento, quase proibido,
Deslizando em mim sem pressa.
Teus olhos — tão intensos —
Despiam meus silêncios
Enquanto minhas mãos, trêmulas,
Descobriam caminhos no teu corpo.
Havia desejo em cada respiração,
Em cada pausa carregada de vontade,
Como se o mundo inteiro parasse
Só para ouvir nossos suspiros.
E quando tua boca encontrou a minha,
O tempo perdeu o rumo,
Restando apenas o calor,
A vertigem doce,
E essa febre apaixonada
Que transforma amor em incêndio.
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