TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

DESREGRADO QUERER


Diga-me... o que posso fazer
se meu jeito é assim
em meu corpo há prazer
que não precede o fim?

Diga-me... como mudar então
minha maneira de agir
se libertino é o tesão
que eu vivo a sentir?

Diga-me... o que há de errado
em ser diferente
será que é pecado
esta luxúria indecente?

Diga-me... se devo calar
e não mais escrever
nem mesmo expressar
meu desregrado querer?




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

ESSÊNCIA DE AMOR E MELODIA



Safadeza com poesia
Palavras, jogo da fantasia
Essência de amor e melodia.

Teus versos tocam lento
minha pele em sintonia,
feito chama delicada
ardendo em doce harmonia.

No compasso dos desejos,
entre risos e ousadia,
nossos corpos fazem rima
na mais terna alquimia.

E a noite se perfuma
com suspiros de magia,
quando o amor nos embriaga
em completa sintonia.





  Cléia Fialho

terça-feira, 3 de agosto de 2021

LEITO DO DESEJO




Na pele, o calor dança sutil
Amores se entrelaçam, 
intenso ritual
No toque, 
segredos se revelam, 
inconfessável.
 
No leito do desejo, 
a lua espreita,
Sombras e suspiros, 
a noite perfeita.
Em beijos ardentes, 
o tempo se desfaz, efêmero.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

E QUANDO O ÊXTASE FINALMENTE...



Meus dedos dançam sobre a pele,
Um mapa de desejos a revelar.
Cada curva, cada linha, um segredo,
Que só as mãos ousam desvendar.

Seu corpo é um livro aberto,
Onde leio com os lábios, devagar.
Cada página um suspiro inquieto,
Cada verso um prazer a explodir.

Na penumbra do quarto, sombras dançam,
E nossos corpos se encontram, se fundem.
O calor da pele, um fogo que avança,
E no silêncio, nossos gemidos se ouvem.

O tempo pára neste instante,
Onde só existem nós dois.
Um momento tão radiante,
De paixão, de entrega, de voz.

E quando o êxtase finalmente chega,
É como uma onda a nos levar.
Dois corpos que juntos se entrega,
No mais puro desejo de amar.




  Cléia Fialho

domingo, 1 de agosto de 2021

NUM SÓ COMPASSO



Lá no céu um
lindo sonho eterno
Dois corações
num só compasso

Amor flui e
aflui como vento
Entre laços de
braços e abraços.

Lá onde o céu
se abre em delírio,
teu olhar me chama
num doce martírio

Dois corpos se encontram
na mesma corrente,
e o tempo se dobra
em fogo crescente

O vento desliza
por pele e segredo,
e o mundo se perde
no nosso enredo

Entrelaço profundo
de fome e carinho,
teu gosto me guia
sem mapa ou caminho

E no alto do sonho
que nunca termina,
o amor nos consome
em chama divina.





  Cléia Fialho

sábado, 31 de julho de 2021

PRAZER COMO VENDAVAL



Prazer como vendaval,
Que vem e logo se vai,
Sem aviso, sem sinal,
Sem tempo para ficar.
É intenso, é arrebatador,
É fogo que queima e consome,
É o coração acelerado,
É o corpo que treme e some.
 
Prazer como vendaval,
É um instante de loucura,
É a vida que se renova,
É a alma que se aventura.
É o sabor de um beijo ardente,
É o toque que enlouquece,
É o gemido mais quente,
É a paixão que nos aquece.
 
Prazer como vendaval,
É a sensação mais intensa,
É o momento que transcende,
É a felicidade imensa.
E mesmo que seja fugaz,
Que se vá e se arraste
O prazer como vendaval, sagaz
Jamais será um desastre.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de julho de 2021

BRASA SOBRE A PELE



Teu perfume ficou na noite
Como brasa sobre a pele,
Um toque lento, quase proibido,
Deslizando em mim sem pressa.

Teus olhos — tão intensos —
Despiam meus silêncios
Enquanto minhas mãos, trêmulas,
Descobriam caminhos no teu corpo.

Havia desejo em cada respiração,
Em cada pausa carregada de vontade,
Como se o mundo inteiro parasse
Só para ouvir nossos suspiros.

E quando tua boca encontrou a minha,
O tempo perdeu o rumo,
Restando apenas o calor,
A vertigem doce,
E essa febre apaixonada
Que transforma amor em incêndio.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 29 de julho de 2021

CADA CARÍCIA É UM VERSO IMERSO



Nas sombras do crepúsculo dourado
O vento sussurra segredos do passado
A lua, serena e plena no céu noturno.
 
Reflete mistérios que o coração adjura
A pele, como pétalas de rosa macia
Treme ao toque da brisa que arrepia.
 
Cada suspiro é um eco do universo
Cada carícia é um verso imerso
O corpo é templo, é selva, é mar
Sentidos dançam em sintonia singular.
 
Onde olhares profundos se entrelaçam
E almas se encontram e se abraçam
O amor é fogo que queima na noite
Uma chama que transcende o açoite.
 
Na fusão de pele e alma, somos um
Na ápice do êxtase, o tempo se consome
E assim, na busca do etéreo e terreno
Nos perdemos no labirinto do desejo ameno.
 
Somos mais do que corpos em união
Somos espíritos em busca da doce ascensão.




  Cléia Fialho