TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 1 de janeiro de 2022

CIO E TESÃO



Loucos desejos
Alimentam a luxúria
Cio e tesão com tamanha fúria!

Corpos em brasa
na febre da paixão,
ardendo em silêncio
na chama da tentação.

Beijos roubados,
suspiros ao luar,
mãos que se procuram
com ânsia de amar.

E entre arrepios
e olhares incendiados,
nos perdemos sedentos
em sonhos entrelaçados.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O BECO DA MÁ FAMA


 
 Danielly perdeu o último ônibus para casa.
 O dia no trabalho não foi puxado e não querendo gastar em táxi, resolveu caminhar.
 Ao invés de ir por ruas mais seguras e bem iluminadas, resolveu cortar caminho pelo beco, apesar da "má fama" dele, isso lhe pouparia uns 20 minutos, e como nasceu e cresceu naquele lugar, não temeu muito!.
 Parou em frente à viela, olhou bem, notou que estava tudo tranquilo e seguiu...

Mal deu os primeiros passos e de sobressalto apareceram 3 homens à sua frente!
 Droga, mas que susto! Estava meio escuro, mas ela os podia ver e conhecia aqueles rapazes bonitos e sarados (de um "oi" aqui outro ali...).
 Eles a convidaram para ir á casa deles (ao lado) mas ela recusou dizendo que já estava tarde.
 Um deles aproximou-se e cheirou seus cabelos. Danielly sentiu o medo invadir-lhe o corpo, mas tentou manter-se calma.

 Tentou argumentar e quando viu estava completamente cercada pelos três homens grandões e fortes.
 Queria gritar mas não conseguia (ou não queria...!) Era um turbilhão de sentimentos e emoções inexplicáveis.
 Pois eles a estavam deixando acoada, mas de maneira muito sutil e envolvente.
 Teve a sensação de estar envolta à um polvo... eram mãos que a tocavam por todas as partes do corpo, que mesmo trêmulo, correspondia àquelas invasões.
 O silêncio foi quebrado por palavras obscenas, ela não reconhecia qual deles falava, apenas ouvia:
 - Sempre quis pegar essa vadia gostosa!
 - Essa safada já está toda molhadinha!
 - Vou comer todinha essa putinha!
 Sentiu suas roupas serem arrancadas aos poucos, um beijava-lhe a boca, outro já sugava-lhe os seios entumecidos, enquanto o outro... conduzia-lhe a cabeça em direção ao seu membro tremendamente rijo.

 Esquecendo-se que estava na rua, de pé e completamente nua, Danielly entregou-se à loucura desvairada, aos desejos daqueles três predadores que lhe atacavam ferozmente, porém com uma tamanha destreza, ora brutal, ora sensual!
 E ela dividia suas mãos e sua boca entre dois membros, enquanto de outra boca saia e entrava uma língua afiada de dentro de sua vulva quente.
 Danielly que estava em pé com a bunda empinada, deu um grito de dor e tesão ao sentir sua carne dilacerada por uma penetração forte e profunda.

E ela continuava chupando aqueles dois membros duros que só estavam à espera da sua vez, para desfrutar da sua fenda suculenta...
 Eles a conduziram para dentro do pátio da casa deles e a troca foi feita.
 Ela sentiu outro membro invadir suas entranhas tão eroticamente bárbaro como o primeiro.
 E ela obedeceu ao comando daquele que acabara de possuí-la dizendo:

 - Toma! Lambe todinho o seu gozo aqui...
 Só restava um que ainda não a havia comido...
 Foi quando ele deitou-se no chão da área ali mesmo e puxou-a para cima dele, fazendo-a cavalgar como uma potranca!
 Outro veio por trás e tentou penetrá-la, mas ela temendo não aguentar empurrou-lhe...
 Em meio à tantas ameaças sensuais, muitos beijos molhados, mordidas em seu pescoço, puxões de cabelos... ela acabou aos poucos cedendo.

Afinal eram "três" que queriam e iriam devorá-la de "todas" as maneiras possíveis e imagináveis.
 Foi a sensação mais prazerosa que Danielly já havia sentido. Ser penetrada por dois falos estupidamente duros, latejantes... que incessantemente saiam e entravam inteiramente na frente e atrás... enquanto seus gritos de dor e prazer eram engasgados por outro pênis que truculentava sua boca...
 Assim ela foi a barganha deles por horas...
 Foi a permuta deles noite à dentro...

 Sentindo-se um objeto sexual... usada e abusada... virada do avesso por aqueles animais...
 Todos estes sentimentos fizeram com que Danielly daquele momento em diante...
 Não se preocupasse mais em perder o último ônibus.
 Nem fizesse questão de gastar em táxi e muito menos andar pelas ruas mais seguras e iluminadas...
 Agora ela queria mesmo só entrar no beco da "má fama", pois lá ela conhecera o verdadeiro endereço do prazer!




  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

TORNADO DA LUXÚRIA



A luxúria é vento furioso,
um redemoinho que arrasta tudo,
corpos girando em vertigem,
gemidos que se tornam tempestade.

Cada toque é sopro selvagem,
cada beijo, vendaval que rasga,
e não há abrigo possível,
pois o tornado da carne devora sem clemência.

Somos fragmentos no ar,
somos febre em rotação,
somos o caos que se multiplica
até que o mundo se dissolva em prazer.




  Cléia Fialho

domingo, 26 de dezembro de 2021

A CHAMA DO DESEJO



A chama do desejo  
Arde entre os corpos,  
Desperta os segredos,  
E os sonhos mais loucos...

Palavras sussurradas,  
Como brisa no ouvido,  
Desnudam os anseios,  
Deixando-nos perdidos.

Teus dedos, um mapa,  
Exploram sem pressa,  
Deslizam pela pele,  
Em danças de promessa.

Cada toque, um eco,  
Um convite ao pecado,  
E o tempo se dissolve  
No prazer desenfreado.

Teus olhos, um convite,  
Um universo profundo,  
E ao me perder neles,  
Descubro outro mundo.

A noite se espraia,  
Entre gemidos e risos,  
E a paixão se revela  
Nos nossos improvisos.

E assim, entre sussurros,  
Nos entregamos, sem fim,  
Na dança dos corpos,  
Eu sou você, e você é eu... enfim.




  Cléia Fialho

sábado, 25 de dezembro de 2021

NUVENS DE TINTA



Nuvens de tinta 
dançam no mar
Peixes voam em 
cardumes de vento
O sol derrete 
em tons de luar
E a lua cintila 
num céu turbulento.

O tempo escorre
em relógios de areia líquida
Sonhos navegam
em barcos de pensamento
As estrelas sussurram
segredos à noite despida
E o silêncio pulsa
no coração do momento.

Entre brumas de sentidos
a realidade se dissolve
Versos nascem
do caos e do encanto
E a alma, livre,
no infinito se envolve
Tecendo poesia
no sopro do espanto.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

TRONO DA LUXÚRIA



A luxúria ergue seu trono em nossos corpos,
feito de gemidos, suor e vertigem.
Cada gesto é coroação,
cada beijo, decreto selvagem.

Sentados no poder da carne,
reinamos sobre o caos da noite,
onde não há súditos nem fronteiras,
apenas a febre que nos governa.

O trono da luxúria é eterno,
feito de fogo e entrega,
e nele somos reis e escravos,
devorados pelo próprio desejo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

ABRAÇO SUFOCANTE



Sei que a proximidade
às vezes desfoca o olhar
e o peito se avoluma
querendo o mundo inteiro
num abraço sufocante.

Mas é aqui que te quero,
sinto a necessidade profunda
de te ter em mim,
como a seiva que corre,
como o ar que respiro.

E sei que lá longe
pairam sombras esquecidas,
rostos ausentes que se perdem
na bruma do tempo,
mas o meu plano é outro.

Vejo-te em zoom,
a tua imagem nítida,
o teu contorno preciso
que se recusa a desvanecer.

E a tua falta
é um vazio que dói,
uma saudade que se agarra,
uma ausência palpável
que me impede de te soltar.

Quero-te aqui,
bem perto,
onde a tua voz
se mistura com a minha,
onde os teus passos
ecoam nos meus.

Não quero largar mais
essa mão que me guia,
esse olhar que me acalma,
essa presença que me nutre.

Mesmo que o mundo
grite lá fora,
com os seus medos e as suas dores,
eu fecho os olhos
e encontro-te em mim,
mais vivo e presente
do que qualquer sombra ausente.

O teu toque é o meu porto,
o teu silêncio, a minha canção.
E neste espaço íntimo
onde o tempo se dilui,
eu sinto a certeza
de que é aqui o meu lugar,
contigo,
sempre contigo.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

CAMPINAS VERDEJANTES




Nas capinas verdejantes do meu Rio Grande
Onde a terra se abraça com o céu distante
Um cenário de encantos, belo e grande
Desperta a alma, faz pulsar o peito amante.
 
Pelos campos que se estendem sem fim
Onde o vento dança nos trigais dourados
O coração se perde, flui sereno assim
Entre as coxilhas, pelos caminhos trilhados.
 
Sob o azul límpido do céu aberto
As correntes dos rios bailam em canções
Um manto de águas, como um verso esperto
Que ecoa na alma, aflora emoções.
 
Nas capinas verdejantes do meu chão
O chimarrão perfuma o ar suavemente
E o gaúcho, com orgulho em sua mão
Cuida do solo, com zelo, fielmente.




  Cléia Fialho