TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 8 de janeiro de 2022

HISTÓRIAS E LUTAS



Meu Rio Grande, chão de valor
História e luta, coragem e ardor
Nos campos verdes, a vida a brotar
Tradição que o tempo não vai apagar.

Ao som da gaita, o povo se anima
Na dança, nos versos, a alma rima
O Rio Grande, orgulho sem fim
Terra querida, berço pra mim.

Que os campos sigam sempre a florir
E a tradição nunca venha a sumir
Nos corações, tua essência sagrada
Sempre cantada, sempre amada.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

BUSCAS CORAJOSAS




Tempestades rugem
ventos a soprar
A alma resiliente
no peito a pulsar

No escuro da noite
estrelas a guiar
Buscas corajosas
ao longo do andejar.

Entre vales e montes
aprendo a confiar
Cada pedra no caminho
vem para ensinar
Transformando cicatrizes
em força singular
Feito rio persistente
sem jamais recuar.

Quando a aurora desperta
vem o sol acenar
Dourando os horizontes
a me encorajar
Levo sonhos nas mãos
prontos para alçar
Pois quem segue com esperança
sempre encontra um lugar.

E assim sigo adiante
sem medo de mudar
Com o foco por companhia
e a coragem a cantar
Que a vida é travessia
para se desvendar
E os ventos das tempestades
também vêm para ensinar. 





  Cléia Fialho

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

TÔ DE OLHO EM VOCÊ



Tô de olho em você,
atrai-me o seu jeito de andar,
tão sedutor, me faz sonhar,
não consigo resistir.
 
Tô de olho em você,
seus olhos são tão intensos,
eles me fazem derreter,
me fazem perder o senso.
 
Tô de olho em você,
quero sentir sua pele,
quero te ter só para mim,
leva-me para o seu mundo,
revela a sua dádiva sem fim.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose é uma criação
Da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A FERA QUE HÁ EM MIM



Não quero-te educado,
 desejo-te ousado,
 mexendo com minha estrutura,
 tocando-me de tal maneira,
 que leve-me à loucura.

 Suscitando-me os sentidos,
 roubando-me os gemidos,
 meus gritos e grunhidos.

 Penetra fundo, me coma...
 possua-me e doma,
 esta fera que há em mim.

 Quero sentir-te completo,
 da cabeça até o fim,
 latejante e ereto,
 mandando muita pressão.

 Lentamente e fugaz,
 metendo com vontade,
 delicado e salaz,
 em bruta intensidade.

 Deixando tudo melado,
 fazendo-me gozar,
 no seu falo tão tarado,
 até eu me acabar!




  Cléia Fialho

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

ÊXTASE PROIBIDO



No silêncio da noite, corpos clamam
No coito intenso, desejos se inflamam.
Peles se encontram, num toque ardente
Jogo de sedução, irresistível e envolvente.
 
Numa dança carnal, estros se entrelaçam
A paixão desenrola, as chamas esvoaçam.
O cheiro da luxúria embriaga por inteiro o ar
Movimentos selvagens fazem corações acelerar.
 
Dois seres entregues ao êxtase ilícito proibido
Numa conexão de prazer, sem medo ou sentido.
Há uma repercussão dos gemidos pelo quarto
Enquanto corpos suados se enlaçam num abraço.




  Cléia Fialho

domingo, 2 de janeiro de 2022

EM SEU CORPO FAÇO ARTES



Me bota no seu colo
 como se fosse um cavalo
 sentada em seu falo.

Eu cavalgo como amazonas
 preenchendo toda a zona
 do corpo dessa sua égua
 tira e bota sem dar trégua.

 Jogue o meu jogo
 queime-se em meu fogo
 enlouqueça nesse calor
 com tesão e com fervor.

 Me come e me judia
 penetre-me em todas partes
 com severa maestria
 em meu corpo faça artes!




  Cléia Fialho

sábado, 1 de janeiro de 2022

CIO E TESÃO



Loucos desejos
Alimentam a luxúria
Cio e tesão com tamanha fúria!

Corpos em brasa
na febre da paixão,
ardendo em silêncio
na chama da tentação.

Beijos roubados,
suspiros ao luar,
mãos que se procuram
com ânsia de amar.

E entre arrepios
e olhares incendiados,
nos perdemos sedentos
em sonhos entrelaçados.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

MORDENDO TEUS LÁBIOS



Chegas tarde 
— a maçaneta ainda gira,  
o batente range, e eu já te varro contra o reboco,  
teu sobretudo voa, tua nuca estala,  
e a minha boca te come como quem abre um soco.  

Não há licença, não há trégua, não há prece,  
é só a fome que acumulei por meses,  
teu cheiro de rua, de chuva, de ausência,  
e eu mordendo teus lábios como quem reconhece.  

Te empurro, te viro, te encosto no espelho,  
teu reflexo embaça com o meu hálito quente,  
eu rasgo o teu peito com os dentes 
— vermelho,  
e tu me atravessas, e eu grito, e a gente  
se desmancha em suor, em sal, em tremedeira,  
tua mão no meu cós, minha unha na tua costela,  
eu te cavalgo às cegas, na parede, na cadeira,  
e a casa inteira range 
— vela que se atropela.  

Teu desejo escorre pela minha espinha,  
eu te chamo de todas as sílabas sujas,  
tua respiração é uma lança que me pinha,  
e eu abro as pernas como quem abre bússolas.  

Te sinto crescer, te sinto subir, te sinto rachar,  
cada centímetro teu é um golpe que me dobra,  
eu te engulo inteiro, eu te bebo, sem ar,  
e o meu gozo é um nó que desaba e te sobra.  

Depois, quando o suor seca nos nossos ombros,  
e o teu peso ainda treme sobre o meu quadril,  
eu sinto o teu coração 
— dois tambores aos socos —  
e sei que o inferno é pouco perto do que eu senti.  

Não me beija, não me fala, não me limpa,  
só me deixa aqui, aberta, ofegante, viva,  
que eu ainda tenho o teu gosto na minha pinta,  
e a tua marca na coxa 
— e a noite inteira é minha.




  Cléia Fialho