TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 12 de maio de 2022

SOU GAÚCHA DE TRADIÇÃO



Nos campos do sul, linda terra a brilhar
Sou gaúcha, com orgulho a cantar
Na brisa da coxilha, o meu coração a pulsar
Minha alma aberta, pronta a caminhar.

Com pilcha e bombacha, sou força a vibrar
Meus olhos refletem o céu a brilhar
Na dança do vento, o canto a soar
Sou gaúcha, tradição a exaltar.

No mate e no chimarrão, o laço a firmar
Nos cavalos e fogueiras, sou a vibrar
Com orgulho, sou o fogo a arder
Gaúcha de alma, pronta a vencer.

Nas festas campeiras, a dança a encantar
A cultura gaúcha, sempre a exaltar
Na vida, sou firme, com fibra a brilhar
Gaúcha com honra, pronta a lutar.

Na guitarra, sou a melodia a soar
No fogo de chão, o churrasco a assar
Com tradição, minha alma a manifestar
Sou gaúcha, sempre a declarar.

Com lenço no pescoço, a identidade a marcar
Sou a estampa viva do meu lugar
Nos galpões de memórias, a tradição a guardar
Sou gaúcha, sempre a respeitar.

Nos campos, com poncho a reluzir
Caminho com honra, disposta a seguir
No eco dos pagos, a voz a soar
Sou gaúcha, com tradição a brilhar.

Que a chama nunca se apague a brilhar
E os olhos gaúchos sigam a encantar
No coração do sul
Sou gaúcha, com a tradição a sonhar.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 11 de maio de 2022

PRAZER QUE TIRANIZA



Perco-me em sua sedução,
 vageio em sua razão,
 que extravia-se em minha emoção.

 Desnorteando-nos na entrega do domínio,
 que subjuga o tesão que há em nós,
 no prazer que tiraniza nosso ser.

 Imergimos em devaneios,
 e encontramo-nos
 no ápice que rege nossos desejos.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de maio de 2022

OUTONO II



  O- vento frio sopra, e as folhas caindo tecem
  U-m novo ciclo de vida começa a se renovar
  T-ardes quentes se vão a e as aves não esquecem
  O- tempo vaidoso se transverte sem estagnar
  N-as ruas as vaidosas árvores se despem
  O-cre, amarelo e entretons sigelos a decorar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 9 de maio de 2022

LATEJA DENTRO DE MIM



Seduzo-te no arrepio da pele,
 induzo a sua imaginação,
 conduzo o seu sexo,
 ao convexo da minha paixão.

 Sou o agasalho do seu corpo,
 submissa eu domino-te,
 abrigo cada veia que pulsa em você,
 que lateja dentro dentro de mim,
 e só assim das entranhas do meu ser.

 Nascem inspirações escritas,
 gemidos e sensações não ditas,
 caladas no céu da sua boca,
 ousando desvendar-te,
 e revela-me em poesias loucas.




  Cléia Fialho

domingo, 8 de maio de 2022

A ESSÊNCIA DO SEU PRAZER



No íntimo dos meus lábios,
 os seus beijos,
 sabor silvestre provocando-me desejos.

 No orvalho da minha língua,
 a sua saliva,
 gostosa e combativa.

 No arrepios da minha pele,
 o seu toque quente,
 ousado e ardente.

 No ardor do meu corpo,
 a sua marca,
 que lascivamente encharca.

 No imo do meu ser,
 a essência do seu prazer,
 derramada em sólidas partículas,
 incandescentes gotículas,
 da sua virilidade.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de maio de 2022

DEGUSTAR O SEU SABOR



Gosto de inalar o seu cheiro
 impregnado em minha pele...
 Degustar o seu sabor
 ardente em meus lábios...
 Inundar-me do seu amor
 desaguado em meu interior.

Gosto de respirar o rastro que deixas,
como quem guarda em si o que não se esqueça,
e tua presença, ainda que ausente do olhar,
permanece em mim a me atravessar.

Degusto o eco do teu sabor,
feito lembrança em forma de ardor,
que repousa suave na minha boca
como memória que me toca e provoca.

E me deixo inundar por esse mar interno,
onde o teu amor se faz eterno,
escorrendo em mim, sem direção,
como se fosse minha própria pulsação…





  Cléia Fialho

sexta-feira, 6 de maio de 2022

LATENTE EM MIM



Momentaneamente tenho-te
 permanentemente quero-te
 em uma louca sensação.

Involuntária perdição
 queria parar o tempo
 e tornar infinito o momento.

Em que a sua presença

Permanece latente em mim.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 5 de maio de 2022

O PRAZER QUE INVADE



Não mais sossego, a fome em mim desperta,
Qual fera oculta, em ânsia me consome.
A sede antiga, enfim, que me liberta,
Em busca ardente, do teu doce nome.

Não te deixo descansar, não hoje, não agora.
A urgência em mim clama, um rio que transborda.
Tenho fome e sede represada, um anseio profundo,
Que não se sacia com o silêncio do mundo.

Ergo minhas ancas, em gesto de demanda,
Tomome outra vez, com poder que me comanda.
A força que emana, que pulsa em meu ser,
Me impulsiona, me guia, me faz renascer.

Viro-me de bruços, em busca do alívio que me falta,
Com a boca que devora, uma verdade que me exalta.
Busco o toque, o calor, a entrega sem pudor,
Em cada contorno, em cada sopro, em cada ardor.

Vem para mim, meu vício, minha sede insaciável,
A fonte que me nutre, o êxtase imutável.
A entrega é completa, um mergulho sem fim,
No abismo que nos une, eu e você, enfim.

Empurro-me contra o colchão, um abraço apertado,
Mordo-me os lábios, um desejo guardado.
A pele que arde, em busca da sua morada,
Em cada fibra, em cada anseio, em cada jornada.

E derramo-te fundo, em ondas que me levam,
Um gozo que inunda, que as barreiras sublevam.
A plenitude que sinto, que me invade e me consome,
É a vida que respira, em cada som, em cada nome.

Deixo-me a marca dentro, um selo invisível,
Quente, vibrante, eternamente sensível.
A lembrança que fica, em cada partícula minha,
Da entrega total, da paixão que se aninha.

E o corpo anseia, a carne em fogo arde,
Em cada toque, em cada doce gemido.
O prazer que me invade, a alma que arrepia,
Um rastro quente, em mim, jamais esquecido.




  Cléia Fialho