Na penumbra dos desejos,
onde os sussurros se fazem canção,
nossos corpos dançam em um compasso
de pura sedução.
Toques suaves como brisa,
despertando a pele em chamas,
olhares que falam mais que palavras,
um convite ao desconhecido que se ama.
E no silêncio que sobra entre o gemido,
o universo cabe no vão da cama,
teu nome escapa em sopro perdido,
e meu corpo te decifra em chama.
Somos vertigem, abismo e expansão,
dois corpos que o infinito fez seu lar,
te perder em mim é minha direção,
e te encontrar é nunca mais voltar.
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